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Saturday, January 16, 2016

Mais como Jesus: Introdução e Contexto (1ª Parte)



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P. Amsterdam

Uma das canções que mais gosto é “Mais como Jesus”. Sempre que a ouço ou canto, lembro-me de um dos principais aspectos da prática de minha fé. Serve como uma curta oração que compreende uma importante parte da jornada de fé do cristão: tornar-se semelhante ao Cristo.

Leve embora essas coisas
Que atrasam minha vida
Ajude-me a entender você
Ensine-me a amar você
Ajude-me a ser mais.

Estribilho:

Eu quero ser mais, mais como Jesus,
Preciso ser mais, mais como Você.


Sem orgulho ou vaidade
Quero viver em simplicidade
Ajude-me a queimar as pontes
E ver o que não via antes
Senhor, ajude-me, a ser mais.

(Estribilho)


Leve a dor desse vazio
Livre-me das coisas de um mundo tão frio
Na minha solidão, guie-me pela mão
E me ajude a ser mais.

Estribilho:

Eu quero ser mais,
Mais como Jesus
Preciso ser mais
Mais como Você

(Letra Mylon Lefevre, adaptação por Sam Halbert)

Palavras lindas, não é mesmo? Penso que todos queremos ser mais como Jesus — ter mais da Sua bondade e retidão em nossas vidas, e menos pesos e pecados que nos atrapalham. Nós, cristãos, somos perdoados por nossos pecados porque aceitamos o sacrifício de Jesus, mas isso não faz com que automaticamente paremos de pecar. Nossa salvação, a reconciliação com Deus, nos é dada por meio do sacrifício de Jesus na cruz, e isso afeta não apenas a vida por vir, mas também transforma a que temos hoje, no dia a dia.

É nessa transformação diária que nos tornamos como Cristo, que começamos a vivenciar em certa medida a vida como Deus originalmente desejou para a humanidade antes de o pecado entrar no mundo. Por essa transformação, desenvolvemos o relacionamento com nosso Criador que devemos ter, passamos a desfrutar mais alegria, paz, felicidade e senso de realização, porque construímos um entendimento mais profundo com Deus e um relacionamento mais pleno com Ele.

O propósito geral dos cristãos é viver como o povo de Deus, as novas criaturas que as Escrituras dizem que somos. Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo.[1] Nesta série, vamos examinar as formas, meios de vida e alternativas de maior semelhança de Cristo, analisando Seu exemplo da vida e o que Ele e Seus primeiros seguidores ensinaram sobre viver como novas criaturas em Cristo Jesus.

Esta série, Mais como Jesus, será composta de vários artigos, cada um dos quais aborda um elemento do Cristo e do caráter cristão.

Para melhor entender o conceito de ser mais como Jesus, ajuda analisar alguns aspectos do Antigo Testamento, dos Evangelhos e das Epístolas. A conexão dos pontos de referência espalhados pelas Escrituras pode facilitar o entendimento da importância de imitar Cristo
O Antigo Testamento[2]

Uma das principais narrativas do Antigo Testamento é o entendimento de que o relacionamento de Deus com a humanidade se dá por meio de alianças.[3]

As Escrituras nos dizem que o Criador de todas as coisas fez com a humanidade — Sua criação — uma aliança, a qual expressa da seguinte maneira:

Assim Deus criou o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. Deus os abençoou e lhes disse: “Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra, e sujeitai-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre todas as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.” E disse Deus ainda: “Tenho-vos dado todas as ervas que produzem semente, e se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dá semente. Ser-vos-ão para mantimento. E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todos os seres viventes que se arrastam sobre a terra, tenho dado todas as ervas verdes como mantimento.” E assim foi.[4]

Posteriormente, Deus renovou Sua aliança universal com a humanidade ao dizer para Noé:

“Agora estabeleço a Minha aliança convosco e com a vossa descendência depois de vós, e com todos os seres viventes que convosco estão; assim as aves, os animais domésticos e os animais selvagens que saíram da arca, como todos os animais da terra. Estabeleço convosco a Minha aliança: Não mais será destruído tudo o que tem vida pelas águas do dilúvio; não haverá mais dilúvio para destruir a terra.”[5]

Passado um tempo, fez uma aliança específica com Abraão, na qual promete que a partir dele ser formaria uma grande nação e que nele todas as famílias da Terra seriam abençoadas.

Ora, o Senhor disse a Abrão: “Sai da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que Eu te mostrarei. Farei de ti uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome, e tu serás uma bênção.”[6]

“Quanto a Mim, é esta a Minha aliança contigo: Serás pai de muitas nações. Não mais te chamarás Abrão, mas Abraão será o teu nome, pois por pai de muitas nações te tenho posto.”[7]

Séculos depois, Deus livrou os descendentes de Abraão da escravidão e da opressão que sofriam no Egito e, por isso, se tornaram o povo com quem fez Sua aliança.[8] Na condição de participantes da aliança com Deus, havia certas coisas que os hebreus tinham de fazer como parte de suas obrigações, previstas na aliança. A narrativa geral do resto do Antigo Testamento é que Deus cumpriu Sua parte no pacto, apesar das constantes violações de Israel ao previsto na aliança.

Por estar em aliança com um Deus santo, Israel deveria também ser santa. Por isso, o povo era chamado “santa assembleia.”[9] A santidade envolvia a obediência a Deus, a qual seria motivada por amor e gratidão.

Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de toda a tua força[10] “Quando teu filho te perguntar no futuro: Que são estes testemunhos, estatutos e juízos que o Senhor nosso Deus vos ordenou? Então dirás a teu filho: Éramos servos de Faraó no Egito, porém o Senhor nos tirou de lá com mão forte. À nossa vista o Senhor fez grandes sinais e terríveis prodígios contra o Egito, contra Faraó e contra toda a sua família.’”[11]

A retidão do povo judeu envolvia a obediência, parte do que significava se manterem separados do que era considerado impuro, não adorarem outros deuses e serem consagrados para a obra de Deus. Além de conduzirem suas vidas em torno da observância dos mandamentos de Deus, deveriam ser uma comunidade de fé.

O escritor Stanley Grenz comenta:

Ser o povo santo de Deus não se limitava a uma vida voltada para Deus. A aliança com Deus exigia que Israel fosse uma comunidade santa, ciente de que o status de povo da aliança deveria necessariamente se traduzir na conduta apropriada com os outros. Essa consagração se estendia a todas as dimensões da interação humana, incluindo aspectos mais específicos como a vida em família e o comércio. Essa santidade previa o interesse pelos menos afortunados e impunha limites à vingança[12] e até exigia o cuidado adequado dos animais.[13] …Essa santidade não se concentrava, em um primeiro momento, à obediência cega a um conjunto de leis exogenamente imposto como um fim em si, mas os israelitas deveriam assumir com seriedade a responsabilidade intrínseca à concessão da dádiva da graça divina.[14]

Ser parte da aliança com Deus significava ter de viver em harmonia com Deus e com Sua maneira de se relacionar com Israel. Por Suas palavras ao povo, Deus revelou Sua natureza para Israel, para que aprendesse que Ele era fiel, justo e misericordioso. Assim Deus se autodescrevia: “Senhor, Senhor Deus misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade, que usa de beneficência com milhares, que perdoa a iniquidade, a rebeldia e o pecado. Contudo, ao culpado não tem por inocente; castiga a iniquidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até a terceira e quarta geração.”[15] O profeta Miqueias disse: Ele te declarou, ó homem, o que é bom. E o que é que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus?[16]

O povo ao qual Deus revelou Sua natureza deveria imitá-lO, ou seja, ser santo, justo, misericordioso, amoroso e perdoador.
Os Evangelhos

Os hebreus viviam na expectativa do tempo quando Deus interviria a favor deles, como falavam as Escrituras. Deus atendeu a essa expectativa ao envair Jesus, cuja vida, morte e ressurreição deu início a uma nova aliança.

[Jesus] tomou o pão, deu graças, partiu-o e deu-lhes, dizendo: “Isto é o Meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de Mim.” Semelhantemente tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: “Este é o cálice da Nova Aliança no Meu sangue derramado por vós.”[17]

Essa nova aliança fora predita no Livro de Jeremias:

“Vêm dias, diz o Senhor, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, porque eles invalidaram a minha aliança, apesar de Eu os haver desposado, diz o Senhor. Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor. Porei a Minha Lei no seu interior, e a escreverei no seu coração. Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo…. Pois lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados.”[18]

Nos dias de Jesus, os fariseus defendiam que a justiça e a santidade dependiam da observância total à Lei dada por Deus, cujo povo, entendiam, era formado pelos que seguiam à risca a Lei. Concentravam-se na observância da letra da lei, sem dar a devida atenção aos princípios de amor, misericórdia, perdão, etc., que sustentavam a Lei. Acreditavam que Deus se agradava da obediência às regras da devoção judaica e da adesão à letra da Lei. Jesus discordou deles e proclamou que o povo de Deus não era formado pelos que aparentavam integridade por observarem a lei com rigor, mas pelos penitentes, os que reconheciam serem pecadores, arrependiam-se de suas transgressões e humildemente pediam a misericórdia e perdão de Deus. Deus aceita estes e rejeita os arrogantes que afirmam não precisarem de perdão. Jesus ensinou que não é possível fazer por merecer o favor de Deus pelas nossas ações nem podemos nos fazer justos diante de Deus. Antes, nossa justiça vem de Deus¸ a qual concede liberalmente por meio de graça incondicional.

Enquanto os fariseus daquela época sentiam que as ações visíveis de obediência à Lei eram essenciais para a justiça, Jesus chamava a atenção para o interior, para a condição do coração. Seu interesse estava no caráter, na motivação e no coração. Ele sabia que os problemas “interiores” precisavam de solução, que a devoção que vem de dentro e a motivação certa — não uma simples demonstração de conformidade com a Lei — eram a marca da verdadeira obediência e amor por Deus. A solução para o problema “interior”, tornar-se justo, era a salvação por meio da morte abnegada de Jesus. A justiça é a dádiva de Deus, que nos é concedida pelo sacrifício do Seu Filho. Essa dádiva, porém, não é o fim da história, mas seu início. Pelo sacrifício de Jesus, os crentes se tornam o povo de Deus, participantes da nova aliança. Em gratidão pelo que Deus fez por nós por meio de Jesus, existe a expectativa de que reflitamos Deus neste mundo, de que vivamos de forma a Lhe trazer glória. E onde entram em cena os ensinamentos de Jesus.

Como os hebreus do Antigo Testamento, conhecemos a natureza revelada de Deus. Entretanto, temos também a vida de Jesus — Deus encarnado — como um exemplo adicional do amor, misericórdia e bondade de Deus. Jesus ampliou a revelação da verdade sobre Deus por meio de Seus ensinamentos e de Seu exemplo. Pregou o reino de Deus, ensinou-nos a ver Deus como nosso Pai e Sua vida foi um reflexo puro de Seu Pai.

Nos Evangelhos, vemos Jesus usar Seu próprio exemplo como padrão a ser seguido. Desafiou Seus discípulos, por exemplo, a se amarem conforme Ele os amava. Novo mandamento vos dou: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei a vós, assim também deveis amar uns aos outros.[19] O Meu mandamento é este: Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.[20] Ele exemplificou a submissão à vontade de Seu Pai, o que acabou O levando à cruz. Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.[21]

Jesus representou a vida que desejava para Seus discípulos por meio de atos simbólicos, como no lava-pés, em que pegou água, uma toalha e lavou os pés de cada discípulo, uma tarefa que, normalmente, os servos da casa realizavam para atender aos convidados que chegavam à casa.[22] Ao terminar¸ explicou o simbolismo do que fizera:

Entendeis o que eu fiz? Vós me chamais de Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois Eu o sou. Ora, se Eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns dos outros. Eu vos dei o exemplo, para que façais o que Eu fiz.[23]

Quando Seus discípulos disputavam entre si qual deles deveria ser considerado o maior, Jesus lhes disse:

Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que exercem autoridade sobre eles são chamados benfeitores. Mas vós não sereis assim. Pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e quem governa seja como quem serve. Pois qual é maior, quem está à mesa, ou quem serve? Não é quem está à mesa? Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve.[24]

Jesus não estava meramente transmitindo uma mensagem sobre ações específicas que Ele havia feito. O sentido era mais profundo. Não instou Seus seguidores a meramente imitarem Suas ações, mas a terem o tipo de devoção capaz de os conectar a Ele em um nível mais profundo. A devoção a Jesus leva a maior semelhança a Ele. Após lavar os pés dos discípulos, Ele não lhes exortou a meramente amarem como aviam visto amar, mas disse: Como eu vos amei a vós, assim também deveis amar uns aos outros.[25] Eles deviam amar da mesma forma que Ele os amara. Cada um deles havia vivenciado pessoalmente Seu amor e era assim que deveriam amar os outros.

A motivação de ser mais como Jesus não nasce da admiração por uma personagem histórica que queremos emular, mas emana da gratidão e do amor por Aquele cujo amor vivenciamos pessoalmente.

Stanley Grenz explica:

Não O vemos com a principal personagem em uma história de tempos remotos, cuja vida seja objeto de reflexão e fonte de instruções. Ele nos amou e sacrificou a própria vida por nós. A experiência pessoal do grandioso amor de Jesus nos compele a responder com gratidão e amor. Por isso, em vez de meramente modelarmos nossas vidas segundo à dEle, nós nos relacionamos com Ele. Nessa relação, desejamos viver como Cristo quer que vivamos, ou seja, que o Cristo cresça em nós.[26]

A morte de Jesus na cruz mudou radicalmente nossas vidas, salvou nossas almas e nos possibilitou ter um relacionamento com Deus, com quem passaremos a eternidade. A gratidão por Jesus ter dado a vida por nós para que pudéssemos nos tornar membros da família de Deus é o motivo essencial para desejarmos ser como Jesus.

Na segunda parte de “Introdução e Contexto”, discutiremos este conceito pela perspectiva das Epístolas.
Nota

A menos que indicado o contrário, todas as referências às Escrituras foram extraídas da “Bíblia Sagrada” — Tradução de João Ferreira de Almeida — Edição Contemporânea, Copyright © 1990, por Editora Vida.

Footnotes:

[1] 2 Coríntios 5:17.

[2] O restante deste artigo é um sumário do capítulo três do livro de Stanley J. Grenz, The Moral Quest (Downers Grove: IVP Academic, 1997).

[3] Uma aliança, de um modo geral, significa um acordo solene que prevê obrigações a todas as partes envolvidas. Deus fez alianças com a humanidade, com indivíduos e com os hebreus. As alianças por Ele feitas na Criação e, posteriormente, com Noé foram universais e diziam respeito a toda humanidade. A firmada com Abraão foi pessoal e exigia que o patriarca cumprisse certas exigências, o que traria bênçãos para ele, seus descendentes de forma específica e toda a humanidade. A aliança de Deus com os Israelitas tinha a forma de uma aliança de suserania, comum no Oriente Próximo à época do Êxodo. Uma aliança ou tratado de suserania ocorria quando um rei mais poderoso fazia um acordo com um menos poderoso (ou vassalo). Esses documentos nomeavam as partes e relacionavam os termos de suserania — condições específicas de comportamento do rei vassalo e seu povo, tais como lealdade exclusiva ao suserano e leis específicas que o vassalo deveria observar. A essas condições estavam vinculadas bênçãos pela obediência e castigos pela desobediência. Todos esses aspectos estão presentes na aliança entre Deus e os israelitas. Nela encontramos Seu nome: “Eu sou o Senhor teu Deus”; disse o que Ele fizera: “que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão”. Então lhes deu os mandamentos, alguns dos quais com sanções inerentes. O primeiro exigia lealdade exclusiva e os demais mostravam como essa lealdade deveria ser.

[4] Gênesis 1:27–30.

[5] Gênesis 9:9–11.

[6] Gênesis 12:1–3.

[7] Gênesis 17:4–5.

[8] Andarei no meio de vós, serei o vosso Deus, e vós sereis o Meu povo (Levítico 26:12).

[9] No primeiro dia haverá santa assembleia, e também no sétimo dia tereis santa assembleia. Nenhuma obra se fará neles, senão o que cada pessoa houver de comer; somente isso podereis fazer (Êxodo 12:16).

[10] Deuteronômio 6:5.

[11] Deuteronômio 6:20–22.

[12] Não poderás infligir-lhe mais de quarenta açoites. Se lhe fizer dar mais açoites do que estes, teu irmão ficará aviltado aos teus olhos (Deuteronômio 25:3).

[13] Deuteronômio 22:1–4.

[14] Grenz, The Moral Quest, 99.

[15] Êxodo 34:6–7.

[16] Miqueias 6:8.

[17] Lucas 22:19–20.

[18] Jeremias 31:31–33, 34.

[19] João 13:34.

[20] João 15:12.

[21] Mateus 26:39.

[22] João 13:1–11.

[23] João 13:12–15.

[24] Lucas 22:25–27.

[25] João 13:34.

[26] Grenz, The Moral Quest, 116.

Church of England weekly attendance falls below 1m for first time

Here's the article about the fall in church attendance.
Paul warns us in 2nd Thessalonians that the day of Christ's coming and our gathering unto him shall not come, except there come a falling away first, and the man of sin, the son of perdition, (commonly known as the Antichrist), be revealed. Whether or not our post Christian culture is the fulfilling of Paul's warning remains to be seen. But as many other of his warnings and Jesus' seem to be being fulfilled, it is certainly a further indicator that we are on the road to the end.
 
Harriet Sherwood, The Guardian, 12 January 2016

The number of people attending Church of England services each week has for the first time dropped below 1 million–accounting for less than 2% of the population–with Sunday attendances falling to 760,000.

The statistics, published on Tuesday, reflect the C of E’s steady decline over recent decades in the face of growing secularism and religious diversity, and the ageing profile of its worshippers. Numbers attending church services have fallen by 12% in the past decade, to less than half the levels of the 1960s.

The figures from the church’s latest annual survey of attendance show that a weekly average of 980,000 people attended its 16,000 churches during October 2014, comprising 830,000 adults and 150,000 children. The vast majority attended on a Sunday, and there is likely to be some double-counting in the weekly figure.

Numbers shot up at Christmas, with 2.4 million attending a festive service in 2014. The church conducted 130,000 baptisms in the year, down 12% since 2004; 50,000 marriages, down 19%; and 146,000 funerals, down 29%.

The church said it was not surprised by the latest figures. “While the recent trend of the past decade continues, it has been anticipated and is being acted on radically,” said Graham James, bishop of Norwich.

“We do not expect that trend to change imminently or immediately over the next few years due to demographics. We lose approximately 1% of our churchgoers to death each year. Given the age profile of the C of E, the next few years will continue to have downward pressure as people die or become housebound and unable to attend church.”

Speaking at the opening of the Anglican primates’ meeting in Canterbury, the archbishop of Canterbury, Justin Welby, said: “In some parts of the Communion decline in numbers has been a pattern for many years. In England our numbers have been falling at about 1% every year since world war two … The culture [is] becoming anti-Christian, whether it is on matters of sexual morality, or the care for people at the beginning or the end of life. It is easy to paint a very gloomy picture.”

The church has embarked on a radical “reform and renewal” programme intended to reverse declining numbers, partly by diverting funds away from small, struggling rural parishes to urban churches where the potential for growth is greatest.

In the 2011 census, 59% of the population defined themselves as Christian, down from 72% in 2001. One in four people said they had no religion, up from 15% in 2001.

Friday, January 15, 2016

A Magia do Suficiente

Compilação
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De fato, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro.—1 Timóteo 6:6

*

“Você diz: ‘Se eu tivesse melhores condições ficaria satisfeito com a minha vida’. Não é bem assim, pois se você não está satisfeito com o que tem agora, não ficaria satisfeito com o dobro.”—Charles Spurgeon

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Na “Terra onde não havia demais” era impossível ter demais ou fazer demais de qualquer coisa. Não era possível comer demais, beber demais, trabalhar demais, ou dormir demais.

Não era possível ver demais, ouvir demais, aprender demais, ou falar demais. Ninguém conseguia se divertir demais, correr longe demais ou se preocupar demais. Simplesmente não era possível exagero algum. E isso parecia resolver todos os problemas.

Ninguém queria demais, portanto ninguém tinha demais. Sendo assim, ninguém brigava para ter demais ou travava batalhas ou guerras, porque ninguém desejava demais ou mais do que a outra pessoa. Havia paz, abundância, segurança e felicidade — mas não demais, só o suficiente para todos. Todos tinham suficiente para comer, beber e vestir, mas não demais.

Ninguém ficava com frio ou fome demais. E ninguém ficava molhado demais, ou era grande ou pequeno demais, ou fraco ou forte demais. Todos tinham a verdade, e a verdade é que ninguém tinha demais ou era demais. E isso parecia resolver todos os problemas de todo o mundo.

Tudo era resolvido por não haver demais. Todos estavam satisfeitos sem ter demais. Ninguém queria demais, então todos tinham o suficiente. Ninguém era bom ou ruim demais, orgulhoso demais, malvado demais, e não havia exagero.

Era simplesmente impossível ter demais, fazer demais ou ir longe demais ou rápido demais. Todos tinham suficiente; ninguém tinha demais. É simples assim! Todos viviam felizes na “Terra onde não havia demais”.—David Brandt Berg

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A pessoa insatisfeita sempre deseja cada vez mais. É um desejo insaciável. Mas a que pratica o contentamento pode dizer: “Eu já tenho tudo que realmente preciso”.—Dalai Lama

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Os Goldbergs é um seriado americano bastante popular há alguns anos. Em um episódio, Jake Goldberg chega para jantar e, todo entusiasmado, conta para sua esposa, Molly, sua ótima ideia. Ele queria abrir um negócio. Molly tinha uma poupança que imaginava seria usada para algo exatamente assim, e dá o dinheiro para o marido. Sentados à mesa do jantar, discutindo animados o futuro, Jake diz: “Molly, um dia destes estaremos comendo em pratos de ouro!”. Molly olha para ele e diz: “Jake, querido, isso por acaso vai tornar a comida mais saborosa?”—Autor desconhecido

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O dinheiro pode comprar muita coisa boa, mas dinheiro algum compra contentamento.—Segredos para o Sucesso

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Encheste o meu coração de alegria, alegria maior do que a daqueles que têm fartura de trigo e de vinho.—Salmo 4:7

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Philip Parham conta a história de um rico empresário que ficou incomodado ao ver um pescador sentado sem fazer nada ao lado do seu barco de pesca.

— Você não vai voltar para o mar? — ele indagou.

— Para quê? Já pesquei o suficiente para hoje. — respondeu o pescador.

— Por que você não pesca mais do que precisa? — foi a curiosa pergunta do rico.

— E o que eu faria com o excedente?

— Ganharia mais dinheiro — foi a resposta impaciente —, e poderia comprar um barco melhor para ir para o alto mar e pescar quantidades maiores. Poderia comprar redes de pesca de melhor qualidade, arrastar muito mais peixe e ganhar mais dinheiro. Em pouco tempo conseguiria uma frota de barcos e ficaria rico como eu.

O pescador perguntou:

— E o que eu faria então?

— Ficaria tranquilo e poderia curtir a vida. — Explicou o empresário.

— E o que o senhor acha que eu estou fazendo? — perguntou o pescador, olhando calmamente para o mar.—extraído de “Our Daily Bread”

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Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo.—Romanos 14:17

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No aeroporto, o palestrante Bob Perks ouviu a conversa de despedida entre pai e filha. O embarque foi anunciado. Eles se abraçaram e o pai disse: “Te amo, e desejo a você o suficiente”. A filha disse: “Te desejo o suficiente também, paizinho.” Deram um beijo e ela se foi.

O pai andou até à janela onde eu estava sentado. Tentei não invadir a sua privacidade, mas ele me cumprimentou perguntando: “Você já se despediu de alguém sabendo que seria para sempre, que nunca mais veria a pessoa?”

Respondi que sim e disse: “Perdoe a curiosidade, mas por que estão se despedindo para sempre?”

“Você já disse adeus a alguém sabendo que seria pra sempre?”. “Estou velho e ela mora muito longe. Tenho desafios à frente e a realidade é que a próxima vez que ela voltar será para o meu enterro”, o pai explicou.

“Quando vocês estavam se despedindo ouvi você dizer: ‘Te desejo o suficiente’. Posso perguntar o que isso significa?”

Ele começou a rir. “É um desejo que tem sido passado por gerações.” Então se virou pra mim e disse o seguinte, como se estivesse recitando de cor:

Eu lhe desejo sol suficiente para manter sua atitude iluminada.
Eu lhe desejo chuva suficiente para apreciar o sol ainda mais.
Eu lhe desejo felicidade suficiente para manter seu espírito vivo.
Eu lhe desejo dor suficiente para que as menores alegrias da vida pareçam muito maiores.
Eu lhe desejo prosperidade suficiente para satisfazer suas vontades.
Eu lhe desejo perda suficiente para apreciar tudo que você possui.
Eu lhe desejo “oi” suficiente até que chegue ao “adeus” final.

Amigos, desejo a vocês o suficiente!— histórias publicadas em forpreaching.com

Publicado no Âncora em janeiro de 2016.

William Tyndale: A Bible for the People

by Robyn Page
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In the autumn of 1535, the English Bible translator William Tyndale awaited his fate in Vilvoorde Castle near Brussels. Charged with heresy by the Roman Catholic authorities, he was ill, cold and alone in his cell.

During his life he had translated the New Testament and Pentateuch into English, giving England its first translation from the original languages. (Wycliffe’s earlier English translation had been from Latin). But Tyndale still had work to do: the rest of the Old Testament lay ahead. So he wrote a letter to the prison governor requesting his Hebrew Bible, Hebrew grammar books and a Hebrew dictionary, as well as warmer clothing to help him endure the coming winter. Perhaps understanding the futility of his request but trusting in the God he had come to know through translating His words, Tyndale concluded his letter: “But if any other decision has been taken concerning me, ... I will be patient, abiding the will of God....”

Tyndale grew up with an understanding of the need for a Bible printed in English. He was born around 1494 in Gloucestershire, a county long associated with the Lollards, who preached from Wycliffite Bibles that had been laboriously copied by hand. This gave him a perspective that most of England missed. All other religious services were conducted in Latin, though few, including the priests, understood the language. The Latin Bible itself was a cumbersome volume seen only occasionally in the nation’s churches.

While attending Oxford University, Tyndale became skilled in Greek and Latin and, through Desiderius Erasmus’s Novum Instrumentum, gained access to the Greek New Testament. The Dutch humanist and theologian had written the work in an effort to correct the Latin Vulgate’s many errors. His was the first Latin translation of the Greek New Testament in over a thousand years. Printed in parallel columns of Greek and Latin, the new Latin version caused outrage in conservative circles, but access to the Greek gave Tyndale the start he needed to make his English translation.

Several years later, however, Tyndale’s skill with the Scriptures would lead to accusations of heresy, though these were never proved. An incident recorded by the historian John Foxe in his Acts and Monuments (known today as Foxe’s Book of Martyrs ) strengthened Tyndale’s commitment to give the English people a Bible they could finally understand. Foxe relates that a learned man told Tyndale, “We were better to be without God’s law than the pope’s.” Tyndale replied, “I defy the pope, and all his laws,” and added that “if God spared [Tyndale] life, ere many years he would cause a boy that driveth the plough to know more of the Scripture than [the pope] did.”

Sometime in the summer of 1523 Tyndale approached the Bishop of London, Cuthbert Tunstall. Armed with his translation of a speech by Isocrates, a Greek orator of the fourth century B.C., Tyndale presented proof of his readiness to render the Greek New Testament into English. Although Tunstall was a friend of Erasmus and would have recognized Tyndale’s abilities as a translator, he refused the request. Realizing that he would not be able to undertake his translation in England, Tyndale sailed to Germany, never to return.

After narrowly avoiding capture in Cologne during the early stages of the printing of his first New Testament, Tyndale managed to complete a large print run in Worms in 1526. The pocket-sized New Testaments had to be smuggled into England, where they were sold openly to eager buyers. Furious, Bishop Tunstall burned all the copies he could trace and arranged for his representatives to buy up translations before they left the Continent. Ironically, this served to fund Tyndale’s subsequent translation and revision efforts, and the flood of English New Testaments continued unabated.

In addition to his translations of the Bible, Tyndale wrote several books including The Obedience of a Christian Man, The Parable of the Wicked Mammon and The Practice of Prelates. Although written to contradict the allegations against him, the books further angered his enemies, especially the English statesman Sir Thomas More. More privately admired Tyndale’s translations, but he nevertheless considered him a heretic who had to be destroyed. Calling him a “hell-hound in the kennel of the devil” and “a new Judas,” More said that in translating the New Testament into English, Tyndale was “discharging a filthy foam of blasphemies out of his brutish, beastly mouth.”

Foxe records that shortly after Tyndale started translating the Old Testament into English, he headed for Hamburg to print the book of Deuteronomy, but was shipwrecked. He lost everything, including copies of his manuscript, and had to start afresh. With the help of another English translator, Miles Coverdale, he published his Pentateuch in early 1530. Hebrew was virtually unknown in England—Tyndale apparently learned it in Germany—so with his Old Testament work, the English were able for the first time ever to read English translated from Hebrew.

Tyndale published a revision of his magnum opus, his New Testament translation, in 1534. Printed again in pocket size, this was the first translation to have his name on the title page. In the prologue he acknowledged the delay in production but assured his readers that he had done the most careful job possible: “I have looked over [it] again . . . with all diligence, and compared it unto the Greek, and have weeded out of it many faults, which lack of help at the beginning, and oversight, did sow therein.”
Shortly after publication of the revised New Testament, Tyndale was betrayed to the authorities in Brussels and imprisoned for 16 months. On or about October 6, 1536, after all attempts to secure his release had failed, he was strangled to death at the stake and his body burned. Foxe records that before he died, Tyndale cried out in a loud voice, “Lord! open the king of England’s eyes.”

His prayer appears to have been answered within a matter of months. Shortly after Tyndale’s death, King Henry VIII licensed the first official English Bible. Published in 1537 and named “Matthew’s Bible,” it was prepared by Tyndale’s friend, John Rogers, and included Tyndale’s final revision of his 1534 New Testament, the 1534 Pentateuch and his Old Testament work up to the book of Chronicles. The remainder of the Matthew’s Bible’s Old Testament was edited from Coverdale’s English Bible. (Coverdale, apparently unbeknownst to Tyndale, had printed the first complete English Bible in 1535, working primarily from the Latin Vulgate.) Between the two Testaments in the Matthew’s Bible, the large ornamental initials WT silently attest to Tyndale’s remarkable contribution.

John Wycliffe: Setting the Stage for Reform

by Donna Butler and David F. Lloyd
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John Wycliffe was one of those exceptional individuals who seem to have been born before their time. A brilliant and courageous cleric and scholar, he became known as “the morning star of the Reformation.”

Wycliffe is mainly remembered for producing the first Bible in English, though recent scholarship suggests that he was not the actual translator but rather the inspiration and figurehead for that dangerous and secretive undertaking. Mystery still surrounds the sudden appearance of numerous hand-copied Bibles among a population who previously had been held in scriptural illiteracy by a church jealous of its influence, power, wealth and privileges.

Most authorities cite 1324 as the date of Wycliffe’s birth. He was born in Yorkshire, England, but little is known about his life before he entered Oxford. Wycliffe became a fellow of Merton College and, in about 1360, Master of Balliol College. By this time he had a reputation as an outstanding theologian and philosopher at the university and was a principal speaker at theological debates. In 1361 he was appointed vicar of the parish of Fillingham and later rector of Lutterworth.

Remarkably for his day, Wycliffe regarded the Bible as a living and authoritative book. He saw and commented on the many discrepancies between the standards set by Scripture and the practices of the church. He gave a series of discourses on the whole Bible—something that was entirely new and revolutionary. He declared the Bible to be the highest authority for every Christian, and the standard of faith and human perfection.

Noting that the Bible said the gospel was to be given freely, Wycliffe attacked the money-grabbing and impoverishing practices of the medieval church. He criticized such unscriptural practices as prayers to saints, pilgrimages and the selling of indulgences. He also condemned confessions, images and celibacy. Decrying the feudal power of the church, he held that each person was directly responsible to God.

During this period, tensions between Rome and the English King Edward III were escalating. In 1374 Wycliffe was appointed to a royal commission created to resolve a number of the issues that had arisen. Many of the bishops on the commission accepted bribes of lucrative jobs, however, and the body failed in its role. Wycliffe, on the other hand, refused to be bribed. This gained him favor with parliament and the king’s fourth son, John of Gaunt, though not with the bishops.

In 1376 Wycliffe wrote On Civil Dominion, in which he said, “England belongs to no pope. The pope is but a man, subject to sin; but Christ is the Lord of lords, and this kingdom is held directly and solely of Christ alone.”

The treatise resulted in his being called to answer charges before a group of bishops at St. Paul’s Cathedral. He arrived in the company of two very powerful supporters: the marshal of England, Lord Percy, and John of Gaunt, who was administering the kingdom during Edward III’s terminal illness. When Percy presumed to tell Wycliffe he could be seated rather than stand during the proceedings, the bishops were so enraged that a riot broke out, disrupting the trial, and Wycliffe and his party escaped unharmed.

In 1378, shortly after the death of Edward III, Wycliffe wrote On the Truth of Holy Scripture, in which he stated his view that the Bible is without error and constitutes the ultimate authority in matters of doctrine.

That same year he was again summoned to appear on trial before the bishops. Shortly after the trial began, the proceedings were interrupted by the arrival of a message from the king’s widow asking that no verdict be brought against Wycliffe. The trial ended with the bishops simply telling him not to air his controversial opinions at the university or from the pulpit.

Three years later Wycliffe rejected the church’s teaching on transubstantiation in his treatise On the Eucharist, and he lost many of his supporters, including John of Gaunt. This was also the year of the Peasants’ Revolt, which Wycliffe was accused of inspiring. The following year a council of theologians decreed that his writings contained heresy, and parliament issued a bill condemning his teachings.

Perhaps because of his tremendous popularity, Wycliffe was not punished but allowed to retire to the rectory at Lutterworth. While there, he continued to write. He now spurned Latin, however, as the language used to hold his people in bondage, and began to write only in English. He believed that the common man should be able to read the Scriptures in his own language. Who actually penned the Wycliffe Bible is shrouded in some mystery, but two of Wycliffe’s followers, Nicholas Hereford and John Purvey, are the most likely candidates. The translation was made from Jerome’s Latin Vulgate rather than the original Greek and Hebrew, which were not well known in England at the time.

Wycliffe died from the effects of a stroke in 1384, but persecution of his followers continued. In 1401 a new law ordered that heretics be burned at the stake, and shortly afterward Archbishop Arundel declared that it was illegal even to read the English Bible. He decreed that no one should translate any part of the Bible into the English language nor read any of Wycliffe’s writings (or other writings of a similar nature), either publicly or privately. Anyone who defied these orders would be burned at the stake as a supporter of heresy.

Decades after his death, Wycliffe and his teachings were still perceived to be a threat by the church at Rome. Because he had escaped the prescribed punishment for heresy, he was tried a second time in 1415 and this time condemned. The Council of Constance ordered that his body be disinterred and burned. Pope Martin V approved the order, and the deed was carried out in 1428, approximately 44 years after Wycliffe’s death. His bones were burned in a field of execution and the ashes scattered in the River Swift near Lutterworth.

Wycliffe’s influence proved harder to destroy than his mortal remains, however. The Word of God had been savored by many English people and, in spite of a grim century of suppression that was to follow, the stage had been set for the great work of translation from the original languages that would be undertaken by William Tyndale.

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