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Sunday, June 30, 2013

Os evangelhos gnósticos

http://y-jesus.org/portuguese/more/ggh-evangelhos-gnosticos/

Eles são a verdadeira história de Jesus?

Existem textos secretos sobre Jesus?

Em 1945, foi feita uma descoberta no note do Egito, próximo à cidade de Nag Hammadi. Cinquenta e duas cópias de textos antigos, chamados de evangelhos gnósticos, foram encontradas em 13 códices de papiro envoltos em couro (livros escritos à mão). Eles foram escritos em copto e pertenciam a uma biblioteca de um monastério.Alguns estudiosos gnósticos chegaram até a afirmar que esses textos recentemente descobertos são a história verdadeira de Jesus em vez do Novo Testamento. Mas será que a fé deles nesses documentos bate com as evidências históricas? Vamos olhar com mais detalhes para ver se conseguimos separar a verdade da ficção.

“Conhecedores” Secretos

Os evangelhos gnósticos foram atribuídos a um grupo conhecido como (para nossa surpresa) os Gnósticos. Seu nome vem da palavra grega gnosis que significa “conhecimento”. Essas pessoas pensavam ter conhecimentos secretos e especiais, ocultos das pessoas comuns. Com a propagação do cristianismo, os Gnósticos combinaram algumas doutrinas e elementos do cristianismo com suas próprias crenças, transformando o Gnosticismo em uma simulação. Talvez tenham feito isto para aumentar o número de fiéis e tornar Jesus um garoto-propaganda para sua causa. Contudo, para que sua linha de pensamento fosse compatível com o cristianismo, Jesus precisava ser reinventado, retirando sua humanidade e sua divindade absoluta.

Em A História do Cristianismo de Oxford, John McManners escreveu sobre a mistura de cristianismo e crenças míticas dos gnósticos. O gnosticismo foi (e ainda é) uma teosofia com muitos ingredientes. Ocultismo e misticismo oriental combinam-se com astrologia e mágica. … Eles integram os ensinamentos de Jesus e acomodam-nos em sua própria interpretação (como no Evangelho de Tomás), oferecendo aos seus membros uma forma alternativa ou rival de cristianismo.[1]
Primeiros Críticos


Uma pequena linha filosófica gnóstica já crescia no primeiro século, apenas décadas depois da morte de Jesus. Os apóstolos, em seus ensinamentos e escritos, condenaram fortemente essas crenças como opostas à verdade de Jesus, de quem foram testemunha. Veja, por exemplo, o que o apóstolo João escreveu perto do fim do primeiro século:

Quem é o mentiroso? Senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho. (1 João 2:22, NVI).

Seguindo os ensinamentos dos apóstolos, os líderes da igreja primitiva condenam unanimemente os gnósticos como um culto. O padre Ireneu, escrevendo 140 anos antes do Concílio de Niceia, confirmou que os gnósticos eram condenados pela igreja como hereges. Ele também rejeitou seus “evangelhos”. Porém, com relação aos quatro evangelhos do Novo Testamento, ele diz: “Não é possível que os evangelhos sejam em quantidade maior o menor do que são”. [2] O teólogo cristão Orígenes escreveu no início do terceiro século mais de cem anos antes de Niceia:

Conheço um certo evangelho chamado “O Evangelho segundo Tomás” e um “Evangelho segundo Matias” e muitos outros que li, já que não devemos ser considerados de nenhuma maneira ignorante pelos que imaginam ter algum conhecimento sobre esses. Contudo, dentre todos esses aprovamos somente os reconhecidos pela igreja, que são os únicos quatro evangelhos que devem ser aceitos.[3]
Autores Misteriosos


Com relação aos evangelhos gnósticos, cada livro leva o nome de uma personagem do Novo Testamento: O Evangelho de Filipe, o Evangelho de Pedro, o Evangelho de Maria e assim em diante. Mas será que eles foram mesmo escritos por seus supostos autores? Vamos dar uma olhada. Os evangelhos gnósticos são datados de 110 a 300 anos depois de Cristo e nenhum acadêmico crível acredita que algum deles poderia ter sido escrito por seus homônimos. No abrangente A Biblioteca de Nag Hammadi de James M. Robinson, vemos que os evangelhos gnósticos foram escritos por “autores desconhecidos e independentes”.[4] O estudioso do Novo Testamento Norman Geisler escreve: “Os escritos gnósticos não foram escritos pelos apóstolos, mas por homens do século dois (ou posterior) com intenções de usar a autoridade apostólica para divulgar seus próprios ensinos. Nos dias de hoje chamamos isto de fraude e falsificação”.[5]

Mistérios versus história

Os evangelhos gnósticos não são relatos históricos da vida de Jesus, mas sim declarações esotéricas, envoltas em mistério, que deixam de fora detalhes históricos como nomes, locais e eventos. Este é um contraste marcante com os evangelhos do Novo Testamento que contém diversos fatos históricos sobre a vida, ministério e palavras de Jesus. Em quem você preferiria acreditar: em alguém que diz “ei, tenho alguns fatos secretos que foram revelados pra mim misteriosamente” ou em alguém que diz “pesquisei todas as evidências e história e aqui estão elas para que você possa formar sua opinião”? Mantendo esta pergunta em mente, considere as duas afirmações a seguir, a primeira do Evangelho Gnóstico de Tomé (cerca de 110 a 150 d. c.) e a segunda do Evangelho de Lucas do Novo Testamento (cerca de 55 a 70 d. c.).
Esses são os ditos ocultos que o Jesus vivente falou e Judas Tomé, o gêmeo registrou.[6]
Muitos já se dedicaram a elaborar um relato dos fatos que se cumpriram entre nós, conforme nos foram transmitidos por aqueles que desde o início foram testemunhas oculares e servos da palavra. Eu mesmo investiguei tudo cuidadosamente, desde o começo, e decidi escrever-te um relato ordenado, ó excelentíssimo Teófilo, para que tenhas a certeza das coisas que te foram ensinadas. (Lucas 1:1-4, NVI)

Você gostou da abordagem aberta e direta de Lucas? E acha que o fato de ter sido escrito mais próximo dos eventos originais favorece sua confiabilidade? Se sim, também foi isso que a igreja antiga pensou. E a maioria dos estudiosos concorda com a visão da igreja antiga de que o Novo Testamento é a história autêntica de Jesus. O estudioso do Novo Testamento Raymond Brown comentou dos evangelhos gnósticos: “não conhecemos nenhum novo fato verificável sobre o ministério de Jesus, apenas algumas novas declarações que podem ter sido dele”.[7] Portanto, mesmo que os textos gnósticos tenham impressionado alguns estudiosos, sua data tardia e autoria questionável não se comparam ao Novo Testamento. Tal contraste entre o Novo Testamento e os textos gnósticos é devastante para os que apoiam teorias de conspiração. O historiador do Novo Testamento F. F. Bruce escreveu: “não há obra de literatura antiga no mundo que goza de tamanha riqueza de comprovação textual do que o Novo Testamento”.[8]

Saturday, June 29, 2013

Os Evangelhos são verdadeiros?

http://y-jesus.org/portuguese/wwrj/4-evangelhos-verdadeiros/

Os Evangelhos do Novo Testamento são a testemunha ocular da verdadeira história de Jesus Cristo, ou a história pode ter sido mudada ao longo dos anos? Devemos simplesmente aceitar os relatos do Novo Testamento de Jesus pela fé, ou existem evidências de sua confiabilidade?

Peter Jennings, âncora do ABC News, esteve em Israel transmitindo um programa de TV especial sobre Jesus Cristo. Seu programa, “The Search for Jesus” (A Busca por Jesus), explorou a questão sobre se o Jesus do Novo Testamento tinha precisão histórica.

Jennings apresentou opiniões sobre os relatos do Evangelho do professor da DePaul University, John Dominic Crossan, de três colegas de Crossan do Seminário de Investigação sobre Jesus, e de dois outros estudiosos da Bíblia. (O Seminário de Investigação sobre Jesus é um grupo de estudiosos que debate as palavras e ações registradas de Jesus e, em seguida, utiliza as cores vermelha, rosa, cinza e preta para indicar a confiabilidade dos relatos do Evangelho, na opinião deles.)[1]

Alguns dos comentários foram impressionantes. No programa de TV nacional, o Dr. Crossan não apenas lançou dúvida sobre mais de 80% das declarações de Jesus como também negou a divindade, os milagres e a ressurreição atribuídos a Jesus. Jennings ficou claramente intrigado pela imagem de Jesus apresentada por Crossan.

A busca pela verdadeira história da Bíblia sempre é notícia, motivo pelo qual todo ano as revistas Time e Newsweek trazem uma matéria de capa sobre Maria, Jesus, Moisés e Abraão. Ou—quem sabe?—talvez a matéria deste ano seja “Bob: a história não contada do 13º discípulo desconhecido”.

Trata-se de entretenimento e, portanto, a investigação nunca terminará nem renderá respostas, pois isso acabaria com o assunto para o futuro. Em vez disso, pessoas com opiniões radicalmente diferentes são reunidas como em um episódio de Survivor, embaralhando a questão em vez de trazer mais clareza.

Mas o relatório de Jennings enfocou um aspecto que merece ser levado a sério. Crossan afirmou que os relatos originais de Jesus foram embelezados pela tradição oral e não haviam sido escritos até depois da morte dos apóstolos. Assim, eles seriam altamente não confiáveis e não poderiam nos oferecer uma imagem precisa do verdadeiro Jesus. Como saberemos se isso realmente é verdade?
Perdidos na tradução?

Então, o que as evidências mostram? Começamos com duas perguntas simples: Quando foram escritos os documentos originais do Novo Testamento? E quem os escreveu?

A importância dessas perguntas é óbvia. Se os relatos de Jesus foram escrito após a morte das testemunhas oculares, ninguém pôde confirmar sua precisão. Mas se os relatos do Novo Testamento foram sido escritos enquanto os apóstolos originais ainda estavam vivos, sua autenticidade poderia ser estabelecida. Pedro poderia se defender de uma falsa afirmação atribuída a ele dizendo, “Ei, não escrevi isso”. E Mateus, Marcos, Lucas e João poderiam responder a perguntas ou desafios relacionados aos seus relatos sobre Jesus.

Os autores do Novo Testamento afirmaram terem sido testemunhas oculares dos relatos de Jesus. O apóstolo Pedro declarou o seguinte em uma carta: “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade” (2 Pedro 1:16 NLT).

Uma grande parte do Novo Testamento é composta pelas 13 cartas de Paulo para jovens da igreja. As cartas de Paulo, datadas da metade dos anos 40 e da metade dos anos 60 (anos 12 a 33 depois de Cristo), constituem as primeiras testemunhas da vida e dos ensinamentos de Jesus. Will Durant escreveu sobre a histórica importância das cartas de Paulo: “A evidência cristã de Cristo começa com as cartas atribuídas a São Paulo. … Ninguém questionou a existência de Paulo, ou seus repetidos encontros com Pedro, Thiago e João; e Paulo admitia enciumadamente que esses homens haviam conhecido pessoalmente o Cristo.”[2]
Mas será que é verdade?

Em livros, revistas e documentários da TV, o Seminário de Investigação sobre Jesus sugere que os Evangelhos foram escritos entre os anos 130 a 150 d.C. por autores desconhecidos. Se essas datas estiverem corretas, haveria uma lacuna de aproximadamente 100 anos após a morte de Cristo (estudiosos situam a morte de Jesus entre os anos 30 e 33 d.C.). E, uma vez que todas as testemunhas oculares estariam mortas, os Evangelhos só poderiam ter sido escritos por autores desconhecidos, fraudulentos.

Portanto, quais evidências temos em relação a quando os relatos do Evangelho de Jesus foram realmente escritos? O consenso da maioria dos estudiosos é que os Evangelhos foram escritos por apóstolos durante primeiro século. Eles mencionam diversas razões que serão analisadas mais adiante neste artigo. Por enquanto, observe no entanto que três formas iniciais de evidência parecem criar uma base sólida para as conclusões deles:
documentos primitivos de hereges como Marcião e a escola de Valentino mencionando livros, temas e passagens do Novo Testamento (leia “O sorriso de Mona Lisa”)
numerosos escritos de fontes primitivas do Cristianismo, como do Clemente de Roma, Ignácio e Policarpo
descoberta de cópias de fragmentos do Evangelho com verificação de carbono datada de 117 d.C.

· O arqueólogo bíblico William Albright concluiu, na base de sua pesquisa, que todos os livros do Novo Testamento foram escritos enquanto a maioria dos apóstolos ainda estava viva. Segundo ele, “Já podemos afirmar enfaticamente que não existe mais nenhuma base sólida para atribuir a data de qualquer livro a depois de 80 d.C., ou seja, duas gerações inteiras antes da data entre 130 e 150 d.C., dada pelos críticos atuais mais radicais do Novo Testamento”.[4] Em outro ponto, Albright situa a escrita de todo o Novo Testamento “provavelmente entre 50 d.C. e 75 d.C.”[5]

· O estudioso John A. T. Robinson, notoriamente cético, atribui ao Novo Testamento uma data anterior àquela afirmada até mesmo pelos estudiosos mais conservadores. Em Redating the New Testament (A Redatação do Novo Testamento), Robinson afirma que a maior parte do Novo Testamento foi escrita entre 40 d.C. e 65 d.C. Isso significa que ele teria sido escrito sete anos após o período em que Cristo viveu.[6]Se isso for verdade, quaisquer erros históricos teriam sido imediatamente apontados tanto por testemunhas oculares como por inimigos do Cristianismo.

· Assim, vamos ver a trilha de pistas que nos leva dos documentos originais às nossas cópias atuais do Novo Testamento.
Quem precisa tirar cópias?

Os escritos originais dos apóstolos foram reverenciados. Eles foram estudados, compartilhados, cuidadosamente preservados e armazenados como um tesouro escondido pelas igrejas.

Mas, infelizmente, os confiscos romanos, a passagem de 2000 anos e a segunda lei da termodinâmica cobraram seu preço. Então, hoje, o que temos desses escritos originais? Nada. Os manuscritos originais se foram (embora, sem dúvida, toda semana estudiosos da Bíblia sintonizem no programa de TV Antiques Roadshow esperando que um manuscrito seja descoberto).

Ainda assim, o Novo Testamento não está sozinho nesse destino; nenhum outro documento comparável da história antiga continua existindo atualmente. Os historiadores não são incomodados pela falta de manuscritos originais, uma vez que têm cópias confiáveis para examinar. Mas existem cópias antigas do Novo Testamento disponíveis e, se existem, elas são fiéis aos originais?

Conforme o número de igrejas se multiplicava, centenas de cópias eram cuidadosamente feitas sob a supervisão dos líderes da igreja. Cada carta foi meticulosamente escrita à tinta em pergaminho ou papiro. E assim, atualmente, estudiosos podem examinar as cópias sobreviventes (e as cópias das cópias, e as cópias das cópias das cópias—você entendeu) para determinar a autenticidade e chegar muito perto dos documentos originais.

De fato, os acadêmicos que estudam literatura antiga desenvolveram a ciência da crítica textual para examinar documentos como A Odisseia, comparando-os a outros documentos antigos para determinar sua precisão. Mais recentemente, o historiador militar Charles Sanders ampliou a crítica textual desenvolvendo um teste dividido em três partes que analisa não apenas a fidelidade da cópia, mas também a credibilidade dos autores. Os testes são:

1. O teste bibliográfico

2. O teste da evidência interna

3. O teste da evidência externa[7]

Vamos ver o que acontece quando aplicamos esses testes aos primeiros manuscritos do Novo Testamento.
Teste bibliográfico

Este teste compara um documento a outros documentos históricos antigos do mesmo período. Ele questiona:
Quantas cópias do documento original existem?
Quanto tempo se passou entre os escritos originais e as primeiras cópias?
Como um documento se compara a outros documentos históricos antigos?

Imagine se tivéssemos apenas duas ou três cópias dos manuscritos originais do Novo Testamento. A amostragem seria tão pequena que não poderíamos confirmar sua precisão. Por outro lado, se temos centenas ou até mesmos milhares de cópias, podemos facilmente disseminar erros de documentos mal transmitidos.

Então, como o Novo Testamento se compara a outros escritos antigos considerando-se o número de cópias e o intervalo em relação aos originais? Atualmente, existem mais de 5000 manuscritos do Novo Testamento no idioma grego original. Quando contamos traduções para outros idiomas, o número é espantoso: 24.000 — datadas dos séculos II a IV.

Compare isso ao segundo manuscrito histórico antigo mais bem documentado, a Ilíada de Homero, com 643 cópias.[8] E lembre-se de que a maioria dos trabalhos históricos antigos têm muito menos cópias existentes do que esse (geralmente, menos de 10). O estudioso do Novo Testamento Bruce Metzger ressalta, “Em contraste com esses números [de outros manuscritos antigos], a crítica textual do Novo Testamento é atrapalhada pela integridade do material”.[9]
Intervalo de tempo

Não apenas o número de manuscritos é significativo, mas também o intervalo de tempo transcorrido entre quando o original foi escrito e a data da cópia. Ao longo de mil anos de cópias, não é possível dizer no quê um texto poderia se transformar. Mas quando se trata de cem anos, a história é diferente.

O crítico alemão Ferdinand Christian Baur (1792–1860) certa vez afirmou que o Evangelho de João não havia sido escrito por volta de 160 d.C. e, portanto, não poderia ter sido escrito por João. Isso, se for verdade, não questionaria apenas os escritos de João, mas também lançaria suspeita sobre todo o Novo Testamento. Mas então, quando um esconderijo dos fragmentos em papiro do Novo Testamento foi descoberto no Egito, no meio estava um fragmento do Evangelho de João (especificamente, P52: João 18:31-33) datado de aproximadamente 25 anos depois que João havia escrito o original.

Metzger explicou que, “assim como Robinson Crusoé, que viu uma única pegada na areia e concluiu que havia outro ser humano, com dois pés, presente na ilha junto com ele, o fragmento P52 prova a existência e o uso do Quarto Evangelho durante a primeira metade do século II em uma província ao longo do Nilo, muito afastada do local de escrita tradicional (Éfeso, na Ásia Menor).”[10]Achado após achado, a arqueologia desvendou cópias de grandes partes do Novo Testamento, datadas de até 150 anos após os originais.[11]

Muitos outros documentos antigos têm intervalos de 400 a 1400 anos. Por exemplo, a Poética de Aristóteles foi escrita por volta de 343 a.C., e a primeira cópia é datada de 1100 d.C., sendo que existem apenas cinco cópias. E, ainda assim, ninguém sai em busca do histórico Platão, afirmando que na verdade ele era um bombeiro, e não um filósofo.

De fato, existe um corpo quase completo da Bíblia chamado Codex Vaticanus, que foi escrito somente cerca de 250 a 300 anos depois da escrita original dos apóstolos. O corpo completo mais antigo conhecido do Novo Testamento em um manuscrito uncial antigo é chamado Codex Sinaiticus que, agora, está guardado no Museu Britânico.

Assim como o Codex Vaticanus, ele é datado do século IV. Voltando ao início da história cristã, o Vaticanus e o Sinaiticus são como outros manuscritos bíblicos no sentido em que diferem minimamente um do outro e nos oferecem uma imagem muito boa do que os documentos originais devem ter dito.

Até mesmo o crítico acadêmico John A. T. Robinson admitiu que “a integridade dos manuscritos e, acima de tudo, o curto intervalo entre a escrita original e as primeiras cópias existentes, tornam o Novo Testamento de longe o texto mais certificado de qualquer escrito antigo no mundo.”[12]O professor de Direito John Warwick Montgomery afirmou que “ser cético em relação ao texto resultante dos livros do Novo Testamento é permitir que toda a antiguidade clássica deslize para a obscuridade, já que nenhum documento do período antigo é tão bem confirmado bibliograficamente como o Novo Testamento.”[13]

A questão é: Se os registros do Novo Testamento foram feitos e circulados tão próximos aos eventos reais, é muito mais provável que o seu retrato de Jesus seja preciso. Mas a evidência externa não é a única forma de responder à dúvida sobre a confiabilidade; estudiosos também usam a evidência interna para responder a essa pergunta.
A descoberta do Codex Sinaiticus

Em 1844, o estudioso alemão Constantine Tischendorf estava procurando manuscritos do Novo Testamento. Acidentalmente, ele percebeu um cesto cheio de páginas velhas na biblioteca do monastério de Santa Catarina, no Monte Sinai. O estudioso alemão ficou eufórico e chocado. Ele nunca havia visto manuscritos gregos tão antigos. Tischendorf perguntou ao bibliotecário sobre os papéis e ficou surpreso ao descobrir que as páginas haviam sido descartadas para serem usadas como combustível. Dois cestos daqueles papéis já haviam sido queimados!

O entusiasmo de Tischendorf deixou os monges desconfiados, e eles não quiseram lhe mostrar outros manuscritos. No entanto, eles deixaram que Tischendorf levasse as 43 páginas que havia descoberto.

Quinze anos depois, Tischendorf voltou ao monastério de Sinai, desta vez com a ajuda do Czar russo Alexandre II. Uma vez lá, um monge levou Tischendorf até seu quarto e lhe mostrou um manuscrito envolto em tecido que havia sido armazenado em uma prateleira com xícaras e louças. Tischendorf imediatamente reconheceu as valorosas partes restantes dos manuscritos que havia visto anteriormente.

O monastério aceitou dar o manuscrito como presente ao czar russo, como protetor da igreja grega. Em 1933, a União Soviética vendeu o manuscrito ao Museu Britânico por £100.000.

O Codex Sinaiticus é um dos primeiros manuscritos completos do Novo Testamento que temos, e está entre os mais importantes. Alguns especulam que ele é uma das 50 Bíblias que o imperador Constantino encomendou para a preparação de Eusébio no início do século IV. O Codex Sinaiticus tem sido um enorme auxílio para os estudiosos na verificação da precisão do Novo Testamento.
Teste de evidência interna

Assim como bons detetives, os historiadores verificam a confiabilidade observando pistas internas. Essas pistas revelam as motivações dos autores e sua disponibilidade para revelar detalhes e outros aspectos que podem ser verificados. As principais pistas internas que esses estudiosos usam para testar a confiabilidade são:
consistência dos relatos das testemunhas oculares
detalhes dos nomes, locais e eventos
cartas para indivíduos ou grupos pequenos
aspectos embaraçosos para os autores
a presença de material irrelevante ou não produtivo
falta de material relevante[14]

Vamos usar como exemplo o filme Friday Night Lights. O filme é supostamente baseado em eventos históricos mas, assim como em muitos filmes livremente baseados em fatos reais, você fica constantemente perguntando “as coisas aconteceram assim mesmo?” Então, como você determinaria sua confiabilidade histórica?

Uma pista seria a presença de material irrelevante. No meio do filme, o técnico, sem motivo aparente, recebe uma chamada telefônica informando que sua mãe tem câncer no cérebro. O evento não tem relação com o enredo e nunca é mencionado novamente. A única explicação para a presença desse fato irrelevante seria que ele realmente ocorreu e que o diretor desejava ser historicamente preciso.

Outro exemplo do mesmo filme. Seguindo o fluxo dramático, queremos que o Permian Panthers vença o campeonato estadual. Mas eles não vencem. Isso parece não ser produtivo para o drama, e imediatamente descobrimos que o fato está lá porque, na vida real, o Permian perdeu o jogo. A presença de material não produtivo também é uma pista para a precisão histórica.

Por fim, o uso de cidades reais e pontos de referência familiares, como Houston Astrodome, nos leva a considerar como históricos esses elementos da história, porque eles são muito fáceis de corroborar ou de falsificar.

Existem poucos exemplos de como a evidência interna aproxima ou afasta a conclusão de que um documento é historicamente confiável. Analisaremos brevemente a evidência interna da historicidade do Novo Testamento.

Diversos aspectos do Novo Testamento nos ajudam a determinar sua historicidade com base em seu próprio conteúdo e qualidades.
Consistência

Documentos inexatos ou deixam de fora relatos de testemunhas oculares ou são inconsistentes. Por isso, claras contradições entre os Evangelhos provariam que eles contêm erros. Mas, ao mesmo tempo, se todo Evangelho dissesse exatamente a mesma coisa, isso levantaria suspeitas de conspiração. Seria como conspiradores tentando concordar em cada detalhe de um esquema. O excesso de consistência é tão duvidoso quanto a falta.

Testemunhas oculares de um crime ou incidente geralmente percebem corretamente os eventos significativos, mas os veem a partir de perspectivas diferentes. Da mesma forma, os quatro Evangelhos descrevem os eventos da vida de Jesus de diferentes perspectivas. Ainda assim, independentemente dessas perspectivas, estudiosos da Bíblia se surpreendem com a consistência dos relatos e com a clara imagem de Jesus e de seus ensinamentos que esses relatos complementares compõem.
Detalhes

Historiadores adoram detalhes em um documento porque eles facilitam a verificação da confiabilidade. As cartas de Paulo são repletas de detalhes. E os Evangelhos estão cheios deles. Por exemplo, tanto o Evangelho de Lucas como o seu Livro de Atos foram escritos para um nobre chamado Teófilo, que era sem dúvida um indivíduo muito conhecido na época.

Se esses escritos tivessem sido meras invenções dos apóstolos, a inexatidão de nomes, locais e eventos teria rapidamente sido apontada por seus inimigos, como os líderes judeus e romanos. Isso teria sido o escândalo de Watergate do século I. Além disso, muitos detalhes do Novo Testamento foram confirmados por verificações independentes. O historiador clássico Colin Hemer, por exemplo, “identifica 84 fatos nos últimos 16 capítulos dos Atos que foram confirmados por pesquisa arqueológica”.[15]

Nos séculos anteriores, estudiosos céticos da Bíblia questionaram a autoria de Lucas e sua datação, afirmando que os escritos eram do século II e de um autor desconhecido. O arqueólogo Sir William Ramsey estava convencido de que estavam certos e começou a investigar. Após uma extensa pesquisa, o arqueólogo mudou sua opinião. Ramsey cedeu, “Lucas é um historiador de primeira classe. … Este autor pode ser colocado entre os grandes historiadores. … A história de Lucas goza de respeito e confiabilidade insuperáveis”.[16]

Os Atos contam as viagens missionárias de Paulo, listando os locais que ele visitou, as pessoas que viu, as mensagens que transmitiu e a perseguição que sofreu. Seria possível falsificar todos esses detalhes? O historiador romano escreveu A. N. Sherwin-White que “a confirmação da historicidade dos Atos é claríssima. … A partir de agora, qualquer tentativa de rejeitar sua historicidade básica será um absurdo. Os historiadores romanos já haviam aceitado isso como fato há muito tempo”.[17]

Dos relatos do Evangelho até as cartas de Paulo, os autores do Novo Testamento descreveram abertamente detalhes, chegando a citar nomes de indivíduos que viveram na época. Os historiadores confirmaram pelo menos 30 desses nomes.[18]
Cartas para grupos pequenos

A maioria dos textos forjados é de documentos de natureza geral e pública, como este artigo de revista (sem dúvidas, incontáveis falsificações já estão circulando no mercado negro). O especialista em História Louis Gottschalk observa que cartas pessoais destinadas a públicos pequenos têm alta probabilidade de serem confiáveis.[19] Em qual categoria os documentos do Novo Testamento se encaixam?

Bem, alguns deles tinham claramente a finalidade de serem amplamente distribuídos. Ainda assim, grandes partes do Novo Testamento consistem em cartas pessoais escritas para pequenos grupos e indivíduos. Esses documentos, no mínimo, não seriam considerados grandes candidatos à falsificação.
Aspectos embaraçosos

A maioria dos escritores não quer ser constrangido em público. Por isso, os historiadores têm observado que documentos contendo revelações embaraçosas sobre os autores geralmente são confiáveis. O que os autores do Novo Testamento disseram sobre si mesmos?

Surpreendentemente, todos os autores do Novo Testamento se apresentavam como frequentemente tolos, covardes e descrentes. Por exemplo, considere a tripla negação de Pedro a Jesus ou a discussão dos discípulos sobre qual deles era o melhor—ambas as histórias registradas nos Evangelhos. Uma vez que o respeito aos apóstolos era crucial na igreja primitiva, a inclusão desse tipo de material não indica outra coisa, senão que os apóstolos eram verdadeiros em seus relatos.[20]

Em A História da Civilização, Will Durant escreveu sobre os apóstolos, “esses homens dificilmente eram do tipo que seria escolhido para remodelar o mundo. Os Evangelhos diferenciavam seus caracteres de forma realista, e expunha abertamente suas falhas”.[21]
Material não produtivo ou irrelevante

Os Evangelhos nos contam que a tumba vazia de Jesus foi descoberta por uma mulher embora, em Israel, o testemunho de mulheres fosse considerado praticamente sem valor e não fosse nem mesmo admitido em julgamentos. Existem registros de que a mãe e a família de Jesus acreditavam que ele havia perdido a razão. Diz-se que algumas das últimas palavras de Jesus na cruz foram “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” E por aí vai a lista de incidentes registrados no Novo Testamento que não seriam produtivos se a intenção do autor fosse algo diferente da transmissão precisa da vida e dos ensinamentos de Jesus Cristo.
Falta de material relevante

É irônico (e talvez lógico) que alguns dos maiores problemas enfrentados pela igreja do primeiro século—missões em gentios, dádivas espirituais, batismo, liderança—tenham sido abordados diretamente nas palavras registradas de Jesus. Se seus seguidores estivessem simplesmente gerando o material para incentivar o crescimento da igreja, não seria possível explicar por que eles não teriam forjado instruções de Jesus sobre essas questões. Em um caso, o apóstolo Paulo afirmou claramente sobre um determinado assunto “Sobre isto não temos ensinamento do Senhor”.
Teste de evidência externa

A terceira e última medida da confiabilidade de um documento é o teste de evidência externa, que questiona “os registros históricos externos ao Novo Testamento confirmam sua confiabilidade?” Portanto, o que os historiadores não cristãos dizem sobre Jesus Cristo?

“De forma geral, pelo menos 17 escritos não cristãos registram mais de 50 detalhes relacionados à vida, aos ensinamentos, à morte e à ressurreição de Jesus, além de detalhes relativos à igreja primitiva.”[22]Isso é impressionante, considerando a falta de outros dados históricos deste período. Jesus é mencionado por mais fontes do que as conquistas de César durante o mesmo período. O que impressiona ainda mais é o fato de que essas confirmações dos detalhes do Novo Testamento datam de 20 a 150 anos depois de Cristo, “o que é bastante cedo, considerando os padrões da historiografia antiga”.[23]

A confiabilidade do Novo Testamento é adicionalmente embasada por mais de 36 mil documentos cristão fora da Bíblia (citações de líderes da igreja dos primeiros três séculos) datados de 10 anos após o último escrito do Novo Testamento).[24] Se todas as cópias do Novo Testamento fossem perdidas, seria possível reproduzi-las a partir dessas outras cartas e documentos, com exceção de alguns poucos versos.[25]

O professor emérito da Boston University, Howard Clark Kee, conclui que “o resultado da avaliação das fontes externas ao Novo Testamento relacionadas… ao nosso conhecimento de Jesus confirma sua existência histórica, seus poderes incomuns, sua devoção aos seus seguidores, a continuação da existência do movimento após sua morte… e a penetração do Cristianismo na própria Roma no final do primeiro século”.[26]

Assim, o teste de evidência externa se soma às evidências fornecidas pelos outros testes. Apesar da suposição de alguns céticos radicais, o retrato que o Novo Testamento oferece do Jesus Cristo real é praticamente à prova de máculas. Embora haja alguns dissidentes, como o Seminário de Investigação sobre Jesus, o consenso dos especialistas, independentemente de suas crenças religiosas, confirma que o Novo Testamento que lemos hoje representa fielmente tanto as palavras como os eventos da vida de Jesus.

Clark Pinnock, professor de interpretação no McMaster Divinity College, resumiu bem ao dizer “não existe nenhum documento do mundo antigo testemunhado por um conjunto de depoimentos textuais e históricos tão excelentes. … Uma pessoa honesta não pode desconsiderar uma fonte desse tipo. O ceticismo relacionado às credenciais históricas do Cristianismo tem uma base irracional”.[27]
Jesus voltou mesmo dos mortos?

A grande questão do nosso tempo é “quem é o verdadeiro Jesus Cristo”? Ele foi somente um homem excepcional ou ele era mesmo Deus feito carne como Paulo, João e os outros discípulos acreditavam?

As testemunhas de Jesus Cristo realmente falaram e agiram como se acreditassem que ele fisicamente se ergueu dentre os mortos após sua crucificação. Se eles estivessem errados, o cristianismo teria se baseado em uma mentira. Mas se estivessem certos, tal milagre confirmaria tudo o que Jesus disse sobre Deus, sobre si mesmo e sobre nós.

Devemos aceitar a ressurreição de Jesus Cristo somente pela fé ou existe evidência histórica sólida? Muitos céticos começaram investigações sobre os registros históricos para provar que os registros da ressurreição são falsos. O que eles descobriram?

Clique aqui para ver as evidências da declaração mais fantástica feita—a ressurreição de Jesus Cristo!
Jesus disse o que acontece após a morte?

Se Jesus realmente voltou dos mortos, ele deve saber o que está do outro lado. O que Jesus disse sobre o significado da vida e sobre nosso futuro? Existem vários caminhos para Deus ou Jesus afirmou ser o único? Leia as respostas iniciais em “Por que Jesus?”

Clique aqui para ler “Por que Jesus?” e descobrir o que Jesus disse sobre a vida após a morte.
Jesus pode trazer significado para a vida?

“Por que Jesus?” aborda a questão de se Jesus é relevante nos dias de hoje. Jesus pode responder as grandes questões da vida: “Quem sou eu?” “Por que estou aqui?” E, “Para onde estou indo?” Catedrais vazias e crucifixos nos levam a pensar que Ele não nos pode responder, e que Jesus nos deixou a mercê de um mundo fora de controle. Mas Jesus fez afirmações acerca da vida e do propósito aqui na terra, que necessitam ser examinadas antes que se escreva algo que fale de alguma espécie de impotência da Sua parte. Este artigo examina o mistério do porquê de Jesus ter vindo à terra.



Clique aqui para descobrir como Jesus pode trazer significado para a vida.

Friday, June 28, 2013

Ciência e cristianismo são compatíveis?

http://y-jesus.org/portuguese/more/scc-ciencia-e-cristianismo/

O ateu Richard Dawkins da Oxford e o líder geneticista Francis Collins debateram este tema de Deus versus Ciência em um artigo da revista Time.[1] A questão foi se as crenças na Ciência e em Deus eram compatíveis.

Dawkins, autor de Deus, um Delírio, argumenta que a crença em Deus é insignificante perante as novas descobertas científicas. Collins, um cristão que liderou 2400 cientistas no mapeamento do código genético humano, tem uma visão diferente e diz que crer ao mesmo tempo em Deus e na ciência é totalmente sensato.

Apesar de a Bíblia claramente declarar que Deus criou o universo, ele não revela nada sobre como Ele fez isto. Contudo ela indica que Deus é racional e influenciou de maneira profunda e pessoal cientistas como Copérnico, Galileu, Pascal e Faraday. Suas crenças de que o mundo foi criado por um Deus sensato lhes deu confiança na observação e experimentação científica.

Como cristãos, esses cientistas acreditavam em um Criador onipotente e onisciente que, apesar de não estar limitado pelas leis da natureza, escolheu usá-las no universo. Esses homens e mulheres brilhantes eram fascinados pelo mundo à nossa volta e buscaram descobrir os mistérios por trás do que reconheciam como a criação de Deus.
Jesus e a Criação

As testemunhas oculares de Jesus contam que ele demonstrava continuamente poder criativo sobre as leis da natureza. O Novo Testamento nos diz que antes de Jesus tornar-se um homem, ele possuía uma existência eterna como o Pai nos céus. De fato, o autor de Hebreus e os apóstolos João e Paulo escrevem de Jesus como o Criador. Paulo diz aos Colossenses:

“Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. Pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste.” Colossenses 1:15-17 NVI

Quando Paulo disse que “ele [Jesus ] é antes de todas as coisas”, ele fez uma declaração que não possuía embasamento científico na época. De fato, os cientistas achavam que a matéria sempre havia existido em uma forma ou outra.

Os materialistas argumentavam que se a matéria sempre existiu, nunca houve uma criação. E isso levou o ateu Carl Sagan a declarar na TV internacional que “o cosmos é tudo o que jamais existiu ou existirá”.[2]

A visão materialista do mundo de Sagan e a visão cristã do mundo não podem ambas estar certas. A questão é: a ciência esclareceu nossas origens? Então, em quem devemos acreditar? E foi esta a questão enfrentada pelo jovem Jeff Smith de apenas dezessete anos.

Jeff estava confuso. No acampamento ele ouviu que Jesus Cristo oferece perdão pelos pecados e vida eterna. Além disso, ele descobriu que Jesus nos projetou para ter uma vida com significado, propósito e esperança. Pela primeira vez na vida Jeff sentiu como se entendesse o porquê de estar aqui na Terra. Ele queria perdão para seus pecados, queria que sua vida tivesse significado e propósito.

Mas Jeff lutava intelectualmente. Ele queria acreditar que Jesus era real, mas ele amava a ciência. Ele pensava “será que é possível acreditar tanto na criação quanto na ciência?”.

Para Jeff e outros que querem acreditar tanto em Deus quanto na ciência, temos boas notícias. Nas últimas décadas, um crescente número de cientistas líderes falaram publicamente sobre incríveis novas evidências que suporta a visão bíblica da criação. E muitos desses cientistas não possuem fé pessoal em Deus.

Então, qual é esta evidência que fez com que tantos cientistas repentinamente falassem de um Criador? Para responder a essas questões precisamos abordar as descobertas recentes da astronomia e biologia molecular, deixando que as evidências falem por si mesmo. [Para um estudo mais aprofundado, leia os artigos em www.y-Origins.com]
Início único

Ao longo de toda a história da humanidade, o homem observou com admiração as estrelas, perguntando-se o que eram e como chegaram até lá. Apesar de em uma noite clara serem visíveis apenas cerca de 6 mil estrelas, trilhões delas espalham-se por bilhões de galáxias.

Contudo, antes do século 20, muitos cientistas acreditavam que nossa galáxia Via Láctea fosse o universo completo, e que existiam apenas certa de 100 milhões de estrelas. O ponto de vista que prevalecia mesmo na época é que nosso universo material sempre existiu.

Porém, no início do século 20, o astrônomo Edwin Hubble descobriu que o universo de fato teve um início. E um início deixa implícito um “iniciador”, conforme firmemente indicado na Bíblia. Materialistas interessados como Sir Fred Hoyle rejeitaram a ideia de um início único, chamando a explosão sarcasticamente de um “big bang” (grande boom). Contudo, a evidência de um início continuou a se fortalecer. Por fim, em 1992, os experimentos do satélite COBE provaram que o universo de fato teve um início único.[3] Os descrentes foram silenciados com evidências irrefutáveis. Por falta de um nome melhor, este início tornou-se conhecido pelo nome sagrado de “o big bang”. (veja “De volta ao início”)

Muitos cientistas perceberam que esta descoberta era semelhante com o relato do início em Gênesis. Além disso, perceberam que antes da criação nem matéria nem energia poderiam ter existido. Assim sendo, após muitos anos de crenças erradas, a ciência veio a concordar com a Bíblia que tudo veio donada.

Alguns cientistas viam um grande problema nesta confirmação da Bíblia e buscaram outras explicações. Contudo, nem todos pensam da mesma forma. O agnóstico George Smoot, cientista ganhador do Prêmio Nobel e encarregado do experimento COBE, admite:

“Não existem dúvidas de que há um paralelo entre o big bang como evento e a noção cristã de criação a partir do nada”.[4]

Os experimentos COBE e teoremas de Einstein confirmaram uma criação única do universo, um fato que a Bíblia havia sustentado por mais 3500 anos.
Ajustado para a vida

Já foi difícil para os materialistas aceitarem a evidência de um evento de criação único. Mas descobertas ainda mais surpreendentes sobre o universo surgiriam.

Os cientistas calcularam que para que a vida existisse, cada uma das leis da natureza deveria estar precisamente ajustada. Em outras palavras, a gravidade e outras forças naturais deveriam ter uma medida dentro de parâmetros bem restritos ou o universo não poderia existir. Caso a força da criação fosse mais fraca, a gravidade teria puxado para a matéria de volta para uma “grande trituração”. Caso fosse mais forte, as estrelas e galáxias não teriam sido formadas.

Da mesma maneira, nosso sistema solar e planeta também precisavam estar no local exato para existirem. Por exemplo, todos entendemos que sem uma atmosfera de oxigênio, nenhum de nós poderia respirar. E sem oxigênio, a água não existiria. Sem a água não haveria chuva e colheitas. Outros elementos como hidrogênio, nitrogênio, sódio, carbono, cálcio e fósforo também são essenciais para a vida.

O tamanho e natureza do nosso planeta, do sol e da lua também precisaram ser exatos. E existem y-origins.com que precisavam ser detalhadamente ajustadas ou não estaríamos aqui para pensar sobre isso.[5]

Os cientistas que acreditavam em Deus podem ter esperado tal necessidade de exatidão, mas os que não possuem fé não foram capazes de explicar essas incríveis “coincidências”. O físico teórico Stephen Hawking, um agnóstico, escreve:

“O fato incrível é que os valores desses números parecem ter sido ajustados com muita exatidão para tornar possível o desenvolvimento da vida”.[6]

Os cientistas avaliaram a probabilidade de tal ajuste assombroso ter sido acidental. Os estatísticos sabem que mesmo tiros às cegas podem acertar o alvo. Então, qual é a probabilidade contra a existência de vida por puro acaso? De acordo com a maioria dos cientistas, as chances de nós estarmos aqui por puro acaso é impossível.

Os cosmologistas compararam as probabilidades contra a vida ocorrer por acidente os as de atirar uma flecha da Terra em um pequeno alvo em Plutão e acertar na mosca. Imagine a engenharia necessária para que tal façanha fosse possível. Tal probabilidade seria comparável com ganhar mais de cem loterias comprando apenas um tíquete de cada uma. Impossível — a menos que este resultado fosse arranjado por alguém nos bastidores. E é isso que muitos cientistas vêm concluindo — que alguém nos bastidores projetou e criou o universo.

Essa probabilidade incrível está muito além de qualquer acaso. Essa nova compreensão do universo levou cientistas como George Greenstein a perguntar:

“É possível que repentinamente, sem intenção, tenhamos nos deparado com a prova científica da existência de um ser supremo?”.[7]

Alguns materialistas tentaram explicar o ajuste do universo como sorte. Contudo, outros têm sido mais abertos para o realismo. Sir Fred Hoyle, agnóstico convicto, ficou surpreso com a evidência de um Criador, e declarou:

“Uma interpretação de bom senso dos fatos sugere que um superintelecto brincou com a física, bem como com a química e biologia, e que não existem forças ocultas dignas de nota na natureza”.[8]

Einstein chegou à mesma conclusão. Apesar de não ter sido religioso e não acreditar em um Deus pessoal, Einstein ponderou sobre o gênio por trás do universo, chamando-o de “uma inteligência tão superior que, comparada com ela, todo o pensamento sistemático e atitudes dos seres humanos é uma reflexão infinitamente insignificante”.[9]

Os cientistas continuaram a procurar uma explicação para o que poderia estar por trás da criação do universo. Mas quanto mais fundo cavavam, mais abismados ficavam com a origem inexplicável do nosso universo e seus incríveis ajustes.
DNA: a linguagem da vida

Apesar de a Bíblia nos dizer que Jesus criou toda a vida, não diz nada sobre como Ele o fez. Contudo, alguns dos mistérios da criação estão sendo descobertos.

Por exemplo, na metade do século passado, os cientistas descobriram que uma pequena molécula chamada DNA é o “cérebro” por trás de cada célula do nosso corpo e de todos os outros seres vivos. Quando mais descobriam sobre o DNA, mais abismados ficavam com o esplendor por trás dele.

Apesar de os evolucionistas acreditarem que o DNA desenvolveu-se através da seleção natural, eles não têm ideia de como uma molécula tão intrincada e complexa pode ter sido iniciada por puro acaso. A intrincada complexidade do DNA fez com que seu co-descobridor, Francis Crick, acreditasse que este nunca poderia ter sido originado na terra de forma natural. Crick, um evolucionista que acreditava que a vida era tão complexa que deve ter vindo do espaço sideral, escreveu:

“Um homem honesto armado de todo o conhecimento disponível a nós até agora, só poderia dizer que de certa maneira a origem da vida parece, no momento, ser quase um milagre, de tantas serem as condições necessárias para sua existência”.[10]

O código por trás do DNA revela tal inteligência que atordoa a imaginação. Uma mera ponta de alfinete de DNA contém informação equivalente a uma pilha de livros suficiente para circundar a Terra 5 mil vezes. E o DNA opera como uma linguagem com seu próprio código de software extremamente complexo. O fundador da Microsoft Bill Gates diz que o software do DNA é “muito mais complexo do que qualquer software já desenvolvido”.[11]

Os materialistas acreditam que toda essa complexidade originou-se através da seleção natural. Contudo, conforme declarado por Crick, a seleção natural não poderia ter produzido a primeira molécula. Visto que nenhum processo científico, incluindo a seleção natural, pode explicar a origem do DNA, muitos cientistas acreditam que este deve ter sido projetado.

É compreensível para os cristãos ver o DNA como evidência de um Criador. Mas para um ateu renomado mudar de opinião após 50 anos de discursos e debates contra Deus seria um evento de implicações sísmicas, especialmente para os materialistas.

Ainda assim, foi exatamente isso que aconteceu com professor de filosofia Antony Flew. Após proclamar o ateísmo em salas de aula da universidade, livros e discursos por cinquenta anos, o ateísmo de Flew encerrou-se abruptamente quando ele descobriu a inteligência por trás do DNA. Flew explica por que ele não é mais um ateu:

“Penso que o DNA veio para mostrar que uma inteligência deve estar envolvida na união extraordinária desses elementos distintos. A enorme complexidade pela qual os resultados foram obtidos me parece o trabalho de uma inteligência superior… Agora parece-me que as descobertas de mais de cinquenta anos de pesquisa de DNA forneceram material suficiente para a criação de um novo e incrivelmente poderoso argumento”.[12]

Apesar de Flew não ser um cristão, ele admite agora que o “software” por trás do DNA é complexo demais para originar-se sem um “desenvolvedor”. E Flew não está sozinho. As descobertas da incrível inteligência por trás no DNA convenceram muitos antes agnósticos e ateus de que a vida no nosso universo não é um acidente.
Impressões digitais de um desenvolvedor

Em resumo, três descobertas científicas recentes convenceram muitos cientistas de que um Desenvolvedor inteligente havia planejado e criado nosso universo:
O início do universo e suas leis
O ajuste incrível das leis da natureza que tornam a vida possível
A complexidade intrincada do DNA

E o que os cientistas líderes estão dizendo sobre essas notáveis descobertas? Stephen Hawking, reconhecido como um dos maiores físicos teóricos do mundo, pergunta:

O que é isso que cospe fogo nas equações e cria um universo para elas descreverem? A abordagem normal da ciência de construir um modelo matemático não pode responder questões como o porquê de existir um universo para ser descrito por tal modelo.[13]

Em reflexão mais profunda, Hawking declara: “Deve haver alguma conotação religiosa. Mas penso que a maioria dos cientistas prefere ignorar esse lado religioso”.[14] E mesmo que muitos cientistas de fato ignorem as implicações religiosas dessas novas descobertas, um número crescente agora admite que as impressões digitais de um Desenvolvedor estão aparecendo. (Veja o que os maiores cientistas têm dito: http://www.y-origins.com)

O fato de que muitos cientistas têm falado abertamente de Deus não significa que todos os materialistas como Flew estão descartando suas opiniões ateias. De fato, muitos como Richard Dawkins têm se tornado ainda mais agressivos contra a fé em Deus. Ainda assim, ao observar objetivamente a evidência com relação à origem do universo e a complexidade intrincada do DNA, mesmo muitos cientistas não cristãos admitem que a evidência de “impressões digitais” de um Desenvolvedor está em foco.

O Dr. Robert Jastrow é um desses cientistas. Jastrow é um físico teórico que juntou-se à NASA quando esta foi formada em 1958. Ele ajudou a estabelecer as metas científicas para a exploração da lua durante as aterrissagens lunares do Apolo. Ele abriu e dirigiu o Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NADA, que conduziria as pesquisas de astronomia e ciência planetária. Jastrow, um agnóstico, escreveu esses pensamentos que refletem a visão de muitos cientistas:

“Para o cientista que sempre viveu pela fé no poder da razão, o fim dessa história parece um pesadelo. Ele escalou as montanhas da ignorância. ele está prestes a conquistar o pico mais alto. quando ele ergue-se sobre a última rocha, é saudado por um bando de teólogos que estavam sentados lá por séculos”. [15]

Como agnóstico, Jastrow não possui nenhum objetivo cristão nessas conclusões. Ele simplesmente declara que a visão bíblica da criação única do universo finalmente foi confirmada pela ciência. E esse “início” não foi uma explosão casual, mas sim um evento desenvolvido com precisão que tornou a vida humana possível. Esta conclusão combina perfeitamente com a declaração bíblica de que “no início Deus criou os céus e a terra”.

Se a Bíblia estiver certa, e Deus de fato existe, como podemos saber como Ele é? Ele comunicou-se conosco pessoalmente? As testemunhas de Jesus Cristo nos dizem que ele dizia representar o Deus verdadeiro. E apesar de muitos outros declararem falar por Deus, os seguidores de Jesus nos dizem que ele comprovou suas declarações.

Mas Jesus nos deu provas de que ele falava por Deus? Ele supostamente realizou coisas milagrosas que requerem poder de criação. Contudo, o milagre mais dramático de todos foi sua ressurreição dos mortos. Ninguém na nossa história jamais morreu, ficou enterrado por três dias e retornou à vida. E for verdade, Jesus Cristo provou com ampla evidência que suas palavras de fato eram as palavras de Deus.
Jesus voltou mesmo dos mortos?

O apóstolo Paulo nos conta que a vida após a morte começou com Jesus Cristo. As testemunhas de Jesus Cristo realmente falaram e agiram como se acreditassem que ele fisicamente se ergueu dentre os mortos após sua crucificação. Se eles estivessem errados, o cristianismo teria se baseado em uma mentira. Mas se estivessem certos, tal milagre confirmaria tudo o que Jesus disse sobre Deus, sobre si mesmo e sobre nós.

Devemos aceitar a ressurreição de Jesus Cristo somente pela fé ou existe evidência histórica sólida? Muitos céticos começaram investigações sobre os registros históricos para provar que os registros da ressurreição são falsos. O que eles descobriram?

Clique aqui para ver as evidências da declaração mais fantástica feita—a ressurreição de Jesus Cristo!
Existe propósito na vida?



A evidência de um criador nos leva a perguntar Seu propósito para nós. Por que Ele nos criou? O Novo Testamento responde que Deus quer ter um relacionamento pessoal conosco e que esse relacionamento é através de Jesus Cristo. O Criador do universo tornou-se homem para mostrar-nos como era um Deus e para tornar possível sermos Seus filhos. Para saber mais sobre o que Jesus disse sobre nosso propósito na terra, veja “Jesus é relevante hoje em dia?”

Thursday, June 27, 2013

Houve mesmo uma Conspiração Da Vinci?


http://y-jesus.org/portuguese/wwrj/2-conspiracao-da-vinci/10/

O Código Da Vinci não deve ser ignorado como enredo de ficção. Sua premissa, de que Jesus Cristo tenha sido reinventado com objetivos políticos, ataca as próprias bases do cristianismo. O autor, Dan Brown, declarou em rede nacional que, mesmo que o enredo seja ficção, ele acredita que suas considerações sobre a identidade de Jesus sejam verdadeiras. Então, o que é verdade? Vamos dar uma olhada.

• Jesus teve um casamento secreto com Maria Madalena?

• A divindade de Jesus foi inventada por Constantino e a Igreja?

• Os registros originais de Jesus foram destruídos?

• Manuscritos recentemente descobertos contam a verdade sobre Jesus?

Uma gigantesca conspiração resultou na reinvenção de Jesus? De acordo com o livro e filme O Código Da Vinci, isto é exatamente o que aconteceu. Muitas das afirmações do livro sobre Jesus sugerem conspiração. Por exemplo, o livro declara:

“Ninguém está dizendo que Cristo foi um trapaceiro, ou negando que viveu neste mundo e inspirou milhões de pessoas a terem uma vida melhor. Tudo o que dizemos é que Constantino se aproveitou das suas substanciais influência e importância. E, ao fazê-lo, modelou a face do cristianismo tal como hoje o conhecemos.”[1]

Será que esta surpreendente afirmação do livro mais vendido de Dan Brown é verdadeira? Ou será que a premissa por trás faz somente parte de um bom livro de conspiração—similar à crença de que alienígenas fizeram um pouso forçado em Roswell no Novo México ou que havia um segundo atirador em Grassy Knoll em Dallas quando JFK foi assassinado? De qualquer maneira, a história é bastante convincente. Não surpreende que o livro de Brown tenha se tornado uma das histórias mais vendidas da década.
A Conspiração de Jesus

O Código Da Vinci começa com o assassinato de um curador de museu francês chamado Jacques Sauniere. Um professor intelectual de Harvard e uma bela criptologista francesa são contratados para decifrar uma mensagem deixada pelo curador antes de sua morte. A mensagem acaba por revelar a mais profunda conspiração da história da humanidade: a mensagem verdadeira de Jesus Cristo sendo encoberta pelo braço secreto da Igreja Católica Romana chamado Opus Dei.

Antes de sua morte, o curador tinha evidência que poderia contestar a divindade de Cristo. Apesar (de acordo com o enredo) a Igreja ter tentado por séculos esconder as evidências, os grandes pensadores e artistas deixaram pistas por todos os lados: em pinturas como a Mona Lisa e A Última Ceia de Da Vinci, nas arquiteturas das catedrais e mesmo em desenhos da Disney. Os principais argumentos do livro são:

• O imperador romano Constantino conspirou para divinizar Jesus Cristo.

• Constantino selecionou pessoalmente os livros no Novo Testamento.

• Os Evangelhos Gnósticos foram banidos para subjugar as mulheres.

• Jesus e Maria Madalena casaram-se em segredo e tiveram um filho.

• Milhares de documentos secretos refutam pontos-chave do cristianismo.

Brown revela sua conspiração através do especialista fictício do livro, o historiador real britânico Sir Leigh Teabing. Apresentado como um senhor sábio e erudito, Teabing revela à criptologista Sophie Neveu que no Concílio de Niceia em 325 d.c. “muitos aspectos do cristianismo foram debatidos e votados”, incluindo a divindade de Jesus.

“Até aquele momento,” ele diz, “Jesus era visto por seus seguidores como um profeta mortal… um grande e poderoso homem, mas ainda um homem.”

Neveu fica chocada. “Não como filho de Deus?” ela pergunta.

Teabing explica: “A constituição de Jesus como ‘filho de Deus’ foi proposta e votada oficialmente no Concílio de Niceia.”

“Espere. Você está dizendo que a divindade de Jesus foi o resultado de uma votação?”

“E uma votação relativamente pequena,” Teabing conta à surpresa criptologista.[2]

Então, de acordo com Teabing, Jesus não era considerado Deus até o Concílio de Niceia em 325 d. c., quando os reais registros de Jesus teriam sido banidos ou destruídos. Desta maneira, de acordo com a teoria, toda a fundação do cristianismo baseia-se em uma mentira.

O Código Da Vinci vendeu muito bem sua história, tirando de seus leitores comentários como “se não fosse verdade não teria sido publicado!” Outro disse “nunca mais piso em uma igreja”. Um crítico do livro parabenizou-o por seu “impecável trabalho de pesquisa”.[3] Muito convincente para um trabalho de ficção.

Vamos aceitar por enquanto que a proposta de Teabing pode ser verdade. Por que, neste caso, o Concílio de Niceia decidiu promover Jesus à divindade?

“Foi tudo pelo poder,” continua Teabing. “A criação de Cristo como o Messias era fundamental para o funcionamento da Igreja e do Estado. Muitos intelectuais afirmam que a Igreja primitiva literalmente roubou Jesus de seus seguidores originais, desviando sua mensagem humana e envolvendo-a em uma aura impenetrável de divindade, usando-a para expandir seu próprio poder.”[4]

De muitas maneiras, O Código Da Vinci é a teoria da conspiração definitiva. Se as afirmações de Brown estão corretas, então sempre fomos cercados de mentiras—pela Igreja, pela História e pela Bíblia. E até mesmo pelos que mais confiamos: nossos pais ou professores. E tudo isso for pela tomada do poder.

Apesar de O Código Da Vinci ser uma obra de ficção, ele baseia muitos de suas premissas em eventos (o Concílio de Niceia), pessoas (Constantino e Ário) e documentos (os Evangelhos Gnósticos) reais. Se chegássemos ao fundo da conspiração, nosso objetivo deve ser separar os fatos da ficção nas denúncias de Brown.
Constantino e o Cristianismo

Nos séculos anteriores ao reinado de Constantino sobre o Império Romano, os cristãos foram arduamente perseguidos. Então, em meio a batalhas, Constantino relatou ter visto uma imagem brilhante de uma cruz no céu descrevendo as palavras “Por este sinal conquistarás”. Ele marchou para a batalha sob o sinal da cruz e tomou posse do império.

A aparente conversão de Constantino ao cristianismo foi um divisor de águas na história da Igreja. Roma tornou-se um império cristão. Pela primeira vez em quase 300 anos era considerado seguro, e mesmo bom, ser cristão.

Os cristãos não eram mais perseguidos por sua fé. Constantino buscou então unificar os Impérios Oriental e Ocidental, que tinham sido divididos por cismas, sectos e cultos, centralizando-se principalmente sobre a questão da identidade de Jesus Cristo.

Esses são alguns dos cernes de verdade do O Código Da Vinci, e cernes de verdade são uma condição para qualquer teoria da conspiração de sucesso. Porém, o enredo do livro transforma Constantino em um conspirador. Vamos abordar essa questão chave levantada na teoria de Brown: Constantino inventou a doutrina cristã da divindade de Jesus?
Endeusamento de Jesus

Para responder às acusações de Brown, precisamos primeiramente determinar o que os cristãos em geral acreditavam antes de Constantino conclamar Concílio em Niceia.

Os cristãos já idolatravam Jesus como Deus desde o primeiro século. Porém, no quarto século, um líder da igreja oriental, Ário, iniciou uma campanha para advogar sobre a unidade de Deus. Sua doutrina era de que Jesus era um ser especialmente criado, maior que os anjos, mas não era Deus. Atanásio e a maioria dos líderes da igreja, por outro lado, estavam convencidos de que Jesus era Deus em carne e osso.

Constantino queria resolver a disputa, desejando trazer paz ao império com a unificação das divisões oriental e ocidental. Desta maneira, em 325 d. c., ele conclamou mais de 300 bispos em Niceia (agora parte da Turquia) por todo o mundo cristão. A questão crucial é, a igreja primitiva pensava que Jesus era o Criador ou apenas uma criação—filho de Deus ou de um carpinteiro? Qual a doutrina dos apóstolos sobre Jesus? Desde os primeiros registros ele é considerado Deus. Após 30 anos depois da morte e ressurreição de Jesus, Paulo escreveu aos filipenses que Jesus era Deus em forma humana (Filipenses 2:6-7, NLT). E João, uma testemunha ocular, confirmou a divindade de Jesus na seguinte passagem:

No princípio era o Verbo. E o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Todas as coisas foram feitas por ele. E sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós (João 1: 1-4, 14, NLT).

Esta passagem de João 1 foi descoberta em um manuscrito antigo e sua verificação de carbono é datada de 175 a 225 d. c. Desta maneira, Jesus foi chamado de Deus mais de cem anos antes de Constantino conclamar o Concílio de Niceia. Podemos ver agora que a evidência forense do manuscrito contradiz a declaração d’O Código Da Vinci de que a divindade de Jesus foi uma invenção do quarto século. Mas o que a História conta sobre o Concílio de Niceia? Brown afirma no livro, através de Teabing, que a maioria dos bispos ignorava a crença de Ário que Jesus era um “profeta mortal” e adotaram a doutrina da divindade de Jesus por uma “votação pequena”. Verdadeiro ou falso?

Na realidade, a votação foi uma maioria esmagadora: somente dois dos 318 bispos discordaram. Mesmo que Ário acreditasse que somente o Pai era Deus e que Jesus era sua criação suprema, o concílio concluiu que Jesus e o Pai possuíam a mesma essência divina.

Pai, filho e o espírito santo foram considerados entidades diferentes e coexistentes, mas um único Deus. A doutrina de um Deus em três entidades ficou conhecida como Credo Niceno, e é o núcleo central da fé cristã. É verdade que Ário foi convincente e que teve influência considerável. A votação esmagadora ocorreu após um debate considerável. Porém, no fim o concílio declarou esmagadoramente Ário como herege por seus ensinamentos contradizerem com as doutrinas dos apóstolos sobre a divindade de Jesus.

A história também confirma que Jesus tolerou publicamente a idolatria recebida de seus discípulos. E, como vimos, Paulo e outros apóstolos ensinavam claramente que Jesus era Deus e digno de idolatria.

Desde os primeiros dias da Igreja cristã, Jesus foi considerado muito mais do que um mero homem e a maioria dos seus seguidores o idolatrava como Senhor criador do universo. Então, como pode Constantino ter inventado a doutrina da divindade de Jesus se a igreja já o considerava como Deus por mais de 200 anos? O Código Da Vinci não aborda essa questão.
Atacando o Cânone

O Código Da Vinci também afirma que Constantino ocultou todos os documentos sobre Jesus, além dos encontrados no cânone do Novo Testamento (reconhecido pela igreja como os relatos do testemunho autêntico dos apóstolos). Ele declara também que os relatos do Novo Testamento foram alterados por Constantino e pelos bispos para reinventar Jesus. Outro elemento-chave da conspiração do O Código Da Vinci é que os quatro Evangelhos do Novo Testamento foram selecionados dentre um total de “mais de 80 evangelhos”, que em sua maioria foram escondidos por Constantino.[5]

Existem duas questões centrais aqui, e abordaremos ambas. A primeira é se Constantino alterou ou selecionou de maneira tendenciosa os livros do Novo Testamento. A segunda é se ele baniu documentos que deveriam ter sido incluídos na Bíblia.

Com relação à primeira questão, cartas e documentos escritos por líderes da igreja e hereges do século dois confirmam o amplo uso dos livros do Novo Testamento. Certa de 200 anos antes de Constantino conclamar o Concílio de Niceia, o herege Marcião listou 11 dos 27 livros do Novo Testamento como escritos autênticos dos apóstolos.

Por volta da mesma época, outro herege, Valentino, faz menção a uma ampla variedade de temas do Novo Testamento e suas passagens. Visto que esses dois hereges eram adversários da liderança da igreja primitiva, eles não estavam escrevendo somente o que os bispos queriam. Mesmo assim, como a igreja primitiva, eles mencionaram os mesmos livros do Novo Testamento que lemos hoje.

Assim, se o Novo Testamento já era amplamente usado 200 anos antes de Constantino e do Concílio de Niceia, como poderia o imperador tê-lo inventado ou alterado? Naquele tempo a igreja já havia se espalhado e abrangia centenas de milhares se não milhões de crentes, e todos conheciam os relatos do Novo Testamento.

No livro A fraude do Código Da Vinci, uma análise do O Código Da Vinci, o Dr. Erwin Lutzer comenta:

“Constantino não decidiu quais livros estariam no cânone; de fato, o tópico do cânone nem mesmo foi mencionado no Concílio de Niceia. Na época que a igreja primitiva lia um cânone de livros, eles já haviam sido determinados como a palavra de Deus anos antes”.[6]

Apesar do cânone oficial ainda levar anos para ser finalizado, o Novo Testamento de hoje foi considerado autêntico mais de dois anos antes de Niceia.

Isto nos leva à segunda questão, o porquê desses misteriosos evangelhos gnósticos terem sido destruídos e excluídos do Novo Testamento? No livro, Teabing afirma que os escritos Gnósticos foram eliminados das 50 Bíblias encomendadas por Constantino no concílio. Ele conta animadamente a Neveu:

“Devido ao fato de que a elevação do status de Jesus por Constantino se deu quase quatro séculos após a morte desse, já existiam milhares de documentos que contavam sua vida como homem mortal. Para reescrever os livros de história, Constantino sabia que precisaria de um golpe ousado. Disto surgiu um dos momentos mais profundos da história cristã. … Constantino encomendou e financiou uma nova Bíblia, que omitiu esses evangelhos que falavam dos traços humanos de Cristo e adornou os que o tornavam divino. Os primeiros evangelhos foram proscritos, recolhidos e queimados.”[7]

Seriam esses escritos gnósticos a real história de Jesus Cristo? Vamos olhar com mais detalhes para ver se conseguimos separar a verdade da ficção.
“Conhecedores” Secretos

Os evangelhos gnósticos foram atribuídos a um grupo conhecido como (para nossa surpresa) os Gnósticos. Seu nome vem da palavra grega gnosis que significa “conhecimento”. Essas pessoas pensavam ter conhecimentos secretos e especiais, ocultos das pessoas comuns.

Dos 52 escritos, apenas cinco foram realmente listados como evangelhos. Como veremos mais adiante, esses supostos evangelhos são claramente diferentes dos do Novo Testamento como Mateus, Marcos, Lucas e João.

Com a propagação do cristianismo, os Gnósticos combinaram algumas doutrinas e elementos do cristianismo com suas próprias crenças, transformando o Gnosticismo em uma simulação. Talvez tenham feito isto para aumentar o número de fiéis e tornar Jesus um garoto-propaganda para sua causa. Contudo, para que sua linha de pensamento fosse compatível com o cristianismo, Jesus precisava ser reinventado, retirando sua humanidade e sua divindade absoluta.

Em A História do Cristianismo de Oxford, John McManners escreveu sobre a mistura de cristianismo e crenças míticas dos gnósticos.

“O gnosticismo foi (e ainda é) uma teosofia com muitos ingredientes. Ocultismo e misticismo oriental combinam-se com astrologia e mágica.

Eles integram os ensinamentos de Jesus e acomodam-nos em sua própria interpretação (como no Evangelho de Tomás), oferecendo aos seus membros uma forma alternativa ou rival de cristianismo.”[8]
Primeiros Críticos

Ao contrário das afirmações de Brown, não foi Constantino que considerou as crenças gnósticas como heréticas, e sim os próprios apóstolos. Uma pequena linha filosófica já crescia no primeiro século, apenas décadas depois da morte de Jesus. Os apóstolos, em seus ensinamentos e escritos, condenaram fortemente essas crenças como opostas à verdade de Jesus, de quem foram testemunha.

Veja, por exemplo, o que o apóstolo João escreveu perto do fim do primeiro século:

“Quem é o mentiroso? Senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho.” (1 João 2:22)

Seguindo os ensinamentos dos apóstolos, os líderes da igreja primitiva condenam unanimemente os gnósticos como um culto. O padre Ireneu, escrevendo 140 anos antes do Concílio de Niceia, confirmou que os gnósticos eram condenados pela igreja como hereges. Ele também rejeitou seus “evangelhos”. Entretanto, com relação aos quatro evangelhos do Novo Testamento, ele diz: “Não é possível que os evangelhos sejam em quantidade maior o menor do que são”.[9]

O teólogo cristão Orígenes escreveu no início do terceiro século mais de cem anos antes de Niceia:

Conheço um certo evangelho chamado “O Evangelho segundo Tomás” e um “Evangelho segundo Matias” e muitos outros que li, já que não devemos ser considerados de nenhuma maneira ignorante pelos que imaginam ter algum conhecimento sobre esses. Contudo, dentre todos esses aprovamos somente os reconhecidos pela igreja, que são os únicos quatro evangelhos que devem ser aceitos.[10]

Aqui temos as palavras de um líder da igreja altamente considerado. Os gnósticos foram reconhecidos como um culto não-cristão muito antes do Concílio de Niceia. Mas existem ainda mais evidências que respondem as questões feitas no O Código Da Vinci.
Quem é sexista?

Brown sugere que um dos motivos do suposto banimento dos escritos gnósticos por Constantino tenha sido o desejo de reprimir as mulheres na igreja. Ironicamente, é o Evangelho Gnóstico de Tomás que rebaixa as mulheres. Ele conclui (supostamente citando Pedro) com esta surpreendente declaração: “Deixe Maria ir para longe de nós, pois as mulheres não são dignas da vida” [11]. Depois Jesus supostamente diz a Pedro que transformará Maria em um homem para que ela possa entrar no reino dos céus. Leia: mulheres são inferiores. Com sentimentos como esse à mostra, é difícil conceber que os escritos gnósticos tenham sido um grito de guerra da liberação feminina.

Em forte contraste, o Jesus dos evangelhos bíblicos sempre tratou as mulheres com dignidade e respeito. Versos revolucionários como este encontrados no Novo Testamento foram fundamentais para as tentativas de elevação do status da mulher:

“Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea. Porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28, NLT).
Autores Misteriosos

Com relação aos evangelhos gnósticos, cada livro leva o nome de uma personagem do Novo Testamento: O Evangelho de Filipe, o Evangelho de Pedro, o Evangelho de Maria, o Evangelho de Judas e assim em diante. (Parece uma lista de chamada de escola.) São nesses livros que teorias da conspiração como O Código Da Vinci se baseiam. Mas será que eles foram mesmo escritos por seus supostos autores?

Os evangelhos gnósticos são datados de 110 a 300 anos depois de Cristo e nenhum acadêmico crível acredita que algum deles poderia ter sido escrito por seus homônimos. No abrangente A Biblioteca de Nag Hammadi de James M. Robinson, descobrimos que os evangelhos gnósticos foram escritos por “autores desconhecidos e independentes”.[12] Dr. Darrell L. Bock, professor de estudos do Novo Testamento no Seminário Teológico de Dallas, escreveu:

“A maior parte deste material está afastado por algumas gerações das bases da fé cristã, um ponto vital a se lembrar ao avaliar seu conteúdo.”[13]

O estudioso do Novo Testamento Norman Geisler comentou dois escritos gnósticos, o Evangelho de Pedro e os Atos de João. (Esses escritos gnósticos não devem ser confundidos com os livros do Novo Testamento escrito por João e Pedro):

“Os escritos gnósticos não foram escritos pelos apóstolos, mas por homens do século dois (ou posterior) com intenções de usar a autoridade apostólica para divulgar seus próprios ensinos. Nos dias de hoje chamamos isto de fraude e falsificação.”[14]

Os evangelhos gnósticos não são relatos históricos da vida de Jesus, mas sim declarações esotéricas, envoltas em mistério, que deixam de fora detalhes históricos como nomes, locais e eventos. Este é um contraste marcante com os evangelhos do Novo Testamento que contém diversos fatos históricos sobre a vida, ministério e palavras de Jesus.
Senhora Jesus

A melhor parte da conspiração Da Vinci é a afirmação de que Jesus e Maria Madalena casaram-se secretamente e tiveram um filho, perpetuando sua linhagem. Além disso, o ventre de Maria Madalena, carregando a prole de Jesus, é representado no livro como o lendário Santo Graal, um segredo mantido pela organização católica chamada o Priorado de Sião. Sir Isaac Newton, Botticelli, Victor Hugo e Leonardo Da Vinci foram citados como seus membros.

Romance. Escândalo. Intriga. Ótimos para uma teoria da conspiração. Mas será que é verdade? Vejamos o que dizem os estudiosos.

Um artigo da revista Newsweek, que resumiu a opinião geral dos estudiosos, conclui que a teoria de que Jesus e Maria Madalena casaram-se secretamente não possui embasamento histórico.[15] A proposta colocada no O Código Da Vinci é construída sobre um único verso do Evangelho de Filipe que indica que Jesus e Maria eram companheiros. No livro, Teabring tenta construir a hipótese de que a palavra para companheiro (koimonos) poderia significar esposa. Porém, a teoria de Teabing não é aceita pelos estudiosos.

Há também um único verso do Evangelho de Filipe que menciona que Jesus beijou Maria. Saudar amigos com um beijo era comum no século um e não possuía nenhuma conotação sexual. Porém, mesmo se a interpretação de O Código Da Vinci estivesse correta, não existem documentos históricos que confirmem esta teoria. E visto que o Evangelho de Filipe é um documento forjado escrito de 150 a 220 anos depois de Cristo por um autor desconhecido, suas declarações sobre Jesus não são historicamente confiáveis.

Talvez os gnósticos sentiram que o Novo Testamento possuía pouco romance e decidiram apimentá-lo um pouco mais. Qualquer seja a razão, o verso obscuro e isolado escrito dois séculos depois de Cristo não é muito para se basear toda uma conspiração. Uma leitura interessante talvez, mas definitivamente não histórica.

Com o Santo Graal e o Priorado de Sião, o relato fictício de Brown mais uma vez distorce a história. O lendário Santo Graal foi supostamente a taça que Jesus usou na última ceia e não teve nenhuma relação com Maria Madalena. E Leonardo da Vinci nunca poderia ter conhecido o Priorado de Sião, visto que este só foi fundado em 1956, 437 anos após sua morte. Novamente, uma ficção interessante, mas historicamente inexato.
Os Documentos “Secretos”

Mas e sobre a declaração de Teabing que “milhares de documentos secretos” provam que o cristianismo é uma farsa? Será que é verdade?

Se houvesse tais documentos, os estudiosos que se opõem à igreja estariam de mãos cheias. Escritos fraudulentos que foram rejeitados pela igreja primitiva por suas visões hereges não eram secretos, sendo conhecidos por séculos. Isto não é nenhuma surpresa. Eles nunca foram considerados parte dos escritos autênticos dos apóstolos.

E se Brown (Teabing) está se referindo aos evangelhos apócrifos ou da infância, os problemas são mais uma vez revelados. Eles não são secretos, não provam nem refutam o cristianismo. O estudioso do Novo Testamento Raymond Brown comenta sobre os evangelhos gnósticos:

“Não conhecemos nenhum novo fato verificável sobre o ministério de Jesus, apenas algumas novas declarações que podem ter sido dele”.[18]

Diferente nos evangelhos gnósticos, cujos autores são desconhecidos e não foram testemunhas, o Novo Testamento que temos hoje passou por inúmeros testes de autenticidade. (Clique para ler Jesus.doc) O contraste é devastador para os que apoiam as teorias da conspiração. O historiador do Novo Testamento F. F. Bruce escreveu:

“Não há obra de literatura antiga no mundo que goza de tamanha riqueza de comprovação textual do que o Novo Testamento”.[19]

O estudioso do Novo Testamento Bruce Metzger revelou porque o Evangelho de Tomás não foi aceito pela igreja primitiva:

“Não é correto dizer que o Evangelho de Tomás foi excluído por alguma ordem por parte de um concílio: a maneira certa de dizer é que o Evangelho de Tomás excluiu a si mesmo! Ele não combina com os outros testemunhos sobre Jesus que os primeiros cristãos aceitaram como confiável”.[17]
Veredito Histórico

Assim, o que podemos concluir com relação às diversas teorias da conspiração sobre Jesus Cristo? Karen King, professor de história eclesiástica da Harvard, escreveu vários livros sobre os evangelhos gnósticos, incluindo o Evangelho de Maria de Magdala e O que é gnosticismo? King, embora seja um forte defensor dos ensinamentos gnósticos, conclui que “Essas noções sobre teoria da conspiração… são ideias marginais que não possuem embasamento histórico”.[20]

Apesar da falta de evidências históricas, as teorias da conspiração ainda vendem milhões de livros e atingem níveis recorde nas bilheterias. Estudiosos em campos relacionados, alguns cristãos e alguns sem nenhuma fé refutaram as declarações do O Código Da Vinci. Entretanto os que se deixam levar facilmente ainda se perguntam: será que é mesmo verdade?

O jornalista de televisão ganhador de prêmios Frank Sesno perguntou a um júri de estudiosos sobre a fascinação que as pessoas têm com teorias da conspiração. O professor Stanley Kutler da Universidade de Wisconsin respondeu que “todos amamos mistérios, mas amamos muito mais as conspirações”.[21]

Então, se quiser ler sobre uma grande teoria da conspiração sobre Jesus, a novela de Dan Brown O Código Da Vinci pode ser o que você procura. Mas se quiser ler sobre os relatos verdadeiros de Jesus Cristo, então Mateus, Marcos, Lucas e João o levarão ao que as testemunhas viram, ouviram e escreveram. No que você prefere acreditar?

http://y-jesus.org/portuguese/wwrj/2-conspiracao-da-vinci/10/

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