Friday, October 16, 2026
Monday, May 11, 2026
O Nascimento da Evolução em Poucas Palavras
Charles Darwin nasceu a 12 de fevereiro de 1809, no mesmo dia que Abraham Lincoln. Lincoln estava destinado a tornar-se presidente dos Estados Unidos durante o seu perÃodo mais sombrio e sangrento, quando mais de 500.000 vidas americanas seriam perdidas na Guerra Civil. No final da guerra, em 1865, o próprio Lincoln foi assassinado, vindo a falecer aos 56 anos. Darwin viveria até 1882 e morreria aos 73 anos. No entanto, a teoria da evolução de Darwin cativou a mente de milhões de pessoas e levou-as da fé em Deus ao fatalismo cientÃfico. Eis a história.
Até ao século XIX, no mundo ocidental, a ideia de que Deus criou o mundo há cerca de 6000 anos era praticamente universalmente aceite. Os Anais do Mundo, do Arcebispo James Usher, publicados pela primeira vez em 1658, datavam a criação por volta de 4004 a.C. A idade da Terra e a geologia seguiam tradicionalmente esta visão bÃblica do mundo. A sociedade estava amplamente estruturada nos valores estabelecidos na BÃblia.
Foi em 1788 que James Hutton publicou pela primeira vez A Teoria da Terra, o seu livro sobre geologia. Nele, explicou o uniformitarismo, ou a ideia de que o presente era a chave para o passado. Por outras palavras, medindo as taxas dos processos naturais no presente, os cientistas poderiam extrapolar para o passado e determinar quanto tempo demorou até que as formações geológicas se formassem. Tradicionalmente, a coluna geológica era considerada como resultado do dilúvio de Noé. Hutton sugeriu que a geologia deveria ser julgada por causas naturais presentes hoje e não por supostos acontecimentos do passado. “A história passada do nosso planeta deve ser explicada pelo que se pode observar acontecendo agora… Nenhuma força deve ser empregada que não seja natural ao planeta, nenhuma ação deve ser admitida exceto aquelas cujos princÃpios conhecemos”,[1] era o mantra de Hutton.
Em vez de considerar o Grand Canyon como o resultado do escoamento de quantidades massivas de água do continente no final do dilúvio catastrófico ocorrido há mais de 4.500 anos, passou a ser visto como o resultado de lentos processos naturais ao longo de milhões de anos. Hutton escreveu: “Mas certamente, os dilúvios generalizados (como o Dilúvio de Noé) não fazem parte da teoria da Terra; pois o propósito desta Terra é evidentemente manter a vida vegetal e animal, e não destruÃ-la.”[2] A última frase do seu livro afirmava: “O resultado, portanto, da nossa presente investigação é que não encontramos nenhum vestÃgio de um começo, nenhuma perspectiva de um fim,”[3] confirmando a sua ideia de que os eventos da criação e do dilúvio não deveriam ser aceites como válidos.
Charles Lyell, contemporâneo de Darwin, seguindo as ideias de Hutton, escreveu a sua própria obra, Os PrincÃpios da Geologia, publicada em 1830. Lyell, tal como Hutton, era escocês. Lyell formou-se em direito e usou o seu poder de persuasão para elaborar uma brilhante defesa a favor do uniformitarismo e da teoria dos milhões de anos, em vez da ideia até então vigente de catastrofismo. O catastrofismo baseava-se nos acontecimentos bÃblicos da criação e do dilúvio mundial de Noé e, por isso, necessitava apenas de milhares de anos terrestres para explicar o registo geológico.
O próprio Lyell confessou que o seu objectivo de vida era "tirar Moisés da ciência", pois até então a visão da criação-dilúvio/catastrofismo ou a perspectiva bÃblica dominavam a interpretação geológica da coluna geológica. Lyell via-se como "o salvador espiritual da geologia, libertando a ciência da antiga dispensação de Moisés"[4]. Os seus PrincÃpios de Geologia foram a obra geológica mais influente em meados do século XIX e ajudaram a consolidar o conceito de milhões de anos. Afirmou, durante uma palestra, que “...o passado fÃsico da investigação geológica deveria ser conduzido como se as escrituras não existissem.”[5] Tal posição não é imparcial, mas recomenda que a ciência adote uma postura antibÃblica e não aceite o relato histórico bÃblico do dilúvio, descartando-o juntamente com as mais de 240 lendas semelhantes sobre o dilúvio encontradas em culturas de todo o mundo. Por outras palavras, os cientistas não devem basear as suas premissas iniciais naquilo que a BÃblia afirma; pelo contrário, deveriam evitar completamente as premissas bÃblicas.
Quando Darwin fez a sua viagem de cinco anos à volta do mundo, passando pelas agora famosas ilhas Galápagos, na costa oeste da América do Sul, levou consigo a sua BÃblia. Tinha-se licenciado em Teologia, embora parecesse que o seu objetivo era ter um emprego que lhe oferecesse tempo suficiente para estudar a natureza. Erasmus Darwin, seu avô, já tinha escrito um livro chamado Zoonomia, no qual especulava sobre uma lei natural que permitia que toda a variedade de animais se desenvolvesse a partir de um primeiro animal. Durante a viagem de Darwin à s ilhas Galápagos, o capitão do navio Beagle ofereceu-lhe um exemplar de "Os PrincÃpios da Geologia", de Lyell. A leitura do livro transformou gradualmente a visão do mundo de Charles. Abandonou o modelo da criação/dilúvio e aceitou o uniformitarismo e a teoria dos milhões de anos.
Uma vez que Darwin abandonou o modelo bÃblico e aceitou o uniformitarismo com os milhões de anos, a sua mente estava agora aberta para encontrar uma nova razão para a variedade da vida, não baseada em pressupostos bÃblicos. Hutton já tinha flertado com estas ideias, mas "rejeitou a ideia de que a evolução origina as espécies" como uma "fantasia romântica". Hutton acreditava que a seleção natural permitia que as espécies formassem variedades mais bem adaptadas a condições especÃficas e, por isso, era uma evidência de um desÃgnio benevolente na natureza[6]. Os cientistas criacionistas concordam plenamente com a sua ideia.
Normalmente, as pessoas imaginam o cientista como um estudioso imparcial em busca da verdade sobre o como e o porquê das coisas ou da natureza. Mas a verdade é bem diferente. Todo o cientista inicia o seu trabalho com pressupostos, ou um sistema de crenças sobre a forma como interpreta o mundo que o rodeia. Os dados ou as provas não falam por si, mas precisam de ser interpretados. A visão do mundo do cientista afetará a forma como interpreta os dados ou as provas que descobre.
Vamos analisar como os cientistas de séries de TV famosas como CSI ou Bones fazem o seu trabalho. Os investigadores tentam descobrir como algo aconteceu. Como não podem voltar atrás no tempo, formulam uma teoria, uma especulação, uma hipótese e verificam se as provas a corroboram. Se as provas refutam a teoria, descartam a primeira e desenvolvem outra, ou reveem ou adaptam a anterior. Ao fazerem ciência no presente, tentam determinar como é que o assassinato pode ter ocorrido no passado. Contudo, como não estavam presentes no passado, nunca podem ter a certeza absoluta. Frequentemente, na série, suspeitam primeiro de uma pessoa, depois de outra, até finalmente chegarem à conclusão correta. Por fim, tentam obter uma confissão ou o depoimento de uma testemunha ocular, pois tudo o que possuem são provas circunstanciais que podem não ser suficientes num tribunal. Por vezes, na série, um polÃcia corrupto manipula as provas para incriminar alguém injustamente. Infelizmente, muitos cientistas da atualidade distorcem as provas para convencer o público de que a evolução "das moléculas ao homem" ocorreu realmente.
O conceituado biólogo britânico David Watson foi professor de Zoologia e Anatomia Comparada no University College London de 1921 a 1951. Em 1929, já duvidava que a seleção natural fosse o mecanismo da evolução e declarou: "A evolução é uma teoria universalmente aceite não porque possa ser comprovada, mas porque a única alternativa, a criação especial [a ideia de que o universo e toda a vida nele se originaram por decreto divino], é claramente inacreditável."[7]
Ao falarmos de evolução, estamos a referir-nos à evolução "das moléculas ao homem" ou à descendência comum do primeiro organismo vivo. A árvore evolutiva da vida demonstra que toda a vida surgiu a partir de uma única fonte. Os biólogos afirmam frequentemente que, como podemos observar mudanças numa espécie, a "evolução" ocorreu de facto. Uma mudança dentro de uma espécie ou tipo de animal é um exemplo daquilo a que os cientistas criacionistas chamam “microevolução”. Os cientistas criacionistas concordam que ocorre alguma forma de “especiação”, mas nunca se desenvolve um novo tipo ou “espécie” de animal. Os criacionistas chamariam à mudança que ocorre “variação dentro de uma espécie” ou “tipo” de animal, e não evolução.
O Dr. Jason Lisle aborda a mudança de um significado de uma palavra num argumento para outro no seu livro Discerning Truth: Exposing Errors in Evolutionary Arguments. Isto é chamado de falácia da equivocação. Diz ele: “A evolução pode significar “mudança” num sentido geral, mas também se refere à ideia de que os organismos partilham um antepassado comum ou à evolução de “partÃculas para pessoas”. Muitos evolucionistas parecem pensar que, ao demonstrarem a evolução no sentido de mudança, de alguma forma comprovam a evolução no sentido de “descendência comum” ou a evolução de “partÃculas para pessoas”. Poderá ouvir alguém dizer: “Os criacionistas estão errados porque podemos ver a evolução a acontecer a todo o momento. Os organismos estão constantemente a mudar e a adaptar-se ao seu meio ambiente”. Mas o facto de os animais mudarem não demonstra que partilhem um antepassado comum. Esta é uma falácia muito comum utilizada nos argumentos evolucionistas.”[8]
Uma interpretação de senso comum dos factos sugere que uma superinteligência interferiu com a fÃsica, bem como com a quÃmica e a biologia, e que não existem forças cegas dignas de menção na natureza. Os números que se calculam a partir dos factos parecem-me tão avassaladores que tornam esta conclusão praticamente incontestável.
Wednesday, September 24, 2025
A Vida de Discipulado: Permanecer em Cristo
Por Peter Amsterdam
Setembro 16, 2025
Um aspecto
fundamental do nosso discipulado é permanecer em Cristo: amar Deus de
todo o coração, estudar e viver Sua Palavra, alinhar nossa vida aos seus
princÃpios, seguir seus ensinamentos e o exemplo de Jesus.
Na mensagem
para Seus discÃpulos na véspera da Sua morte, Jesus enfatizou a necessidade de
Seus seguidores permanecerem nEle e destacou as bênçãos e os benefÃcios dessa
comunhão. Expressou a importância de uma conexão próxima e permanente com Ele.
Explicou que isso nos tornará discÃpulos frutÃferos e glorifica a Deus, como
lemos em João 15:
Permaneçam
em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se
não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não
permanecerem em mim. Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer
em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer
coisa alguma. Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e
assim serão meus discÃpulos” (João 15:4,5; João 15:8).
Em seguida,
Jesus destaca o vÃnculo entre o amor por Ele e a obediência aos Seus
mandamentos, prometendo que essa relação nos trará bênçãos e alegria.
Assim como
o Pai me amou, eu também os amei; permaneçam no meu amor. Se vocês obedecerem
aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos
mandamentos do meu Pai e em seu amor permaneço. Tenho lhes dito estas palavras
para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa” (João 15:9-11).
Se alguém
me ama, obedecerá à minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos
morada nele (João 14:23).
Jesus fez
uma conexão clara entre o nosso amor por Ele e a obediência aos Seus
ensinamentos: “Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos” (João 14:15). A palavra grega original
para guardar ou obedecer significa atentar,
observar com atenção. Portanto, expressamos nosso amor por Jesus observando,
cumprindo e seguindo tudo o que Ele nos ensina. Nosso amor por Ele se manifesta
quando obedecemos às Suas palavras, seguimos seus ensinamentos e vivemos
segundo seus princÃpios.
No
Evangelho segundo João, lemos que permanecer nas palavras de Jesus é
fundamental ao discipulado: “Se vocês permanecerem firmes na minha palavra,
verdadeiramente serão meus discÃpulos” (João 8:31). Contudo, colocar alguns dos
Seus ensinamentos em prática é mais difÃcil do que simplesmente os citar, como
vemos no versÃculo: “E aquele que não carrega a sua cruz e não me segue não
pode ser meu discÃpulo” (Lucas 14:27), e na sequência: “Da mesma
forma, qualquer de vocês que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu
discÃpulo” (Lucas 14:33).
Nessa
passagem, Jesus estabelece o princÃpio espiritual que torna de importância
primordial atender ao chamado de Deus, segui-lO e fazer a Sua vontade. Ele
nos pede para entregar a vida a Ele, confiar apenas nEle para a salvação
e segui-lO como discÃpulos. Quando Jesus diz “siga-Me”, quer que essa pessoa
trilhe seu próprio caminho do discipulado. Para isso, como o discÃpulo pertence
a Deus, deve, acima de tudo, ser-Lhe fiel, amá-lO e segui-lO de todo o coração,
alma e entendimento.
O Senhor
não chama todos os Seus filhos para serem discÃpulos, não espera o discipulado
dos que são chamados se manifeste da mesma maneira, nem que Seus seguidores
assumam os mesmos compromissos ou façam os mesmos sacrifÃcios. A história nos
oferece muitos exemplos de pessoas que realizaram grandes obras para Deus nas
circunstâncias mais diversas. Alguns se tornam missionários em terras
estrangeiras; outros, governantes ou lÃderes empresariais com boa situação
financeira. Há também quem O sirva entrevados numa cama, na pobreza, ou sob
outras condições fÃsicas extremamente difÃceis. Alguns O servem como
professores ou alcançaram fama mundial, enquanto muitos outros são heróis
anônimos. O que todos esses testemunhos de dedicação e discipulado têm em comum
— e que nos motiva e inspira — é o amor por Jesus e a fidelidade ao chamado de
Deus.
Independentemente
da maneira como respondemos ao chamado para seguir e servir, permanecer em
Jesus é cultivar um relacionamento duradouro com Ele. Jesus disse que os
discÃpulos devem permanecer nEle, na Sua Palavra e obedecer aos Seus
ensinamentos. É o que nos mantém no Seu amor, nos torna frutÃferos e cheios de
Sua alegria.
Mais do que
um intervalo para o café
Jesus disse
que devemos permanecer nEle, pois sem Ele nada podemos fazer (João 15:4,5). Muitos estão dispostos a
“tomar um cafezinho” com Jesus, mas “permanecer” é muito mais. No original em
grego, a palavra significa habitar, continuar junto a.… Quando permanecemos na
presença de Deus, Ele nos revela mais sobre o que pensa e uma visão mais ampla
de Si mesmo, dos Seus planos e propósitos para as nossas vidas…
[Devemos]
priorizar estar disponÃveis para Deus. Ao afastarmos as distrações, que vão do
nosso trabalho às futilidades que consomem o nosso tempo (por exemplo, ficar
muito tempo na frente da televisão), Ele aumenta a nossa força espiritual.
Estar na Sua companhia nos fortalece. Como escreveu IsaÃas: “Mas os que esperam
no Senhor renovam as suas forças. Voam alto como águias; correm e não ficam
exaustos, andam e não se cansam” (IsaÃas 40:31).—K. A. Paul1
Conexão
Para J. C.
Ryle, permanecer em Cristo é “cultivar o hábito de manter-se em comunhão com
Ele”. Assim como para enxertar um galho é preciso conectá-lo artificialmente Ã
planta com uma fita, construir o hábito de permanecer em Cristo pode, no
inÃcio, parecer algo um pouco forçado. Contudo, se atentarmos ao propósito desses
hábitos —permanecer em Cristo, como nossa fonte de vida— veremos que, com
o tempo, esse vÃnculo se tornará natural.
Alguns desses hábitos são:
- Ouvir Deus por meio
da Sua Palavra.
- Ter comunhão com
Deus respondendo à Sua Palavra na oração.
- Recapitular a
verdade do Evangelho que nos mostra para o Seu grande amor por nós.
- Reconhecer que
precisamos dEle a cada momento para toda e qualquer situação.
- Confiar nEle quando
sentimos vontade de tomar as rédeas e encontrar uma solução por nós
mesmos.
- Submeter-se e
obedecer a Ele — evitando pecar ou tentando ser correto— mesmo quando Seus
caminhos são diferentes dos que escolherÃamos.
- Perseverar e
suportar na companhia dos santos, com os olhos fitos no Salvador, para
podermos correr a corrida que nos está proposta (Hebreus 12:1,2). —Vera
Christian2
Permanecer
na Sua Palavra
Para
permanecermos em Jesus devemos ler, estudar, meditar e memorizar a Sua Palavra,
a BÃblia, por meio da qual Deus Se revela a nós. Nas Escrituras aprendemos
sobre Ele, o Seu amor, o Seu plano para a nossa salvação e como podemos, apesar
de imperfeitos e finitos, ter um relacionamento com Deus. Na BÃblia,
encontramos os ensinamentos de Jesus, o exemplo do Seu amor, somos convidados a
nascer de novo e nos tornarmos filhos de Deus, graças ao Seu sacrifÃcio.
Quanto mais
permanecermos na Sua Palavra e a deixarmos habitar em nós, mais aprenderemos a
alinhar nossas vidas à Sua vontade para podermos refletir o Seu amor e
EspÃrito. A leitura diária da BÃblia e de outros textos devocionais nos deixa
mais receptivos à voz de Deus. Ele nos instrui, nos guia, nos ajudará a
enfrentar e superar os problemas e dificuldades da vida. A Sua Palavra reafirma
os princÃpios morais que devemos seguir e nos orienta na tomada de decisões.
Permanecer
na Sua Palavra nos permite entender melhor o valor que Deus atribui a cada
indivÃduo, Seu amor e compaixão pela humanidade. Assimilar e colocar em prática
a verdade da Palavra fortalece nossa ligação com Deus e nos torna como o homem
prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. A parábola diz que, a chuva
caiu, os rios transbordaram e os ventos sopraram e deram contra aquela casa,
mas ela não caiu, porque tinha os alicerces construÃdos na rocha. Assim Jesus
resumiu o sentido da história: “Quem ouve estas minhas palavras e as pratica é
como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha” (Mateus 7:24,25).
Ler
diariamente Sua Palavra nos ajuda a filtrar a imensa quantidade de informações
e todos os estÃmulos que nos inundam cada dia, a diferenciar a verdade da
falsidade e manter nossos corações centrados naquilo que é importante para
cumprir a vontade de Deus. Dessa forma, poderemos não só sobreviver, mas
superar toda e qualquer situação.
Ler e
estudar diariamente a Palavra não é tarefa fácil e requer autodisciplina. A
regularidade nessa comunhão, porém, fortalece espiritualmente o cristão,
consolidando seu alicerce na verdade e no amor de Deus. Jesus disse: “O
EspÃrito dá vida; a carne não produz nada que se aproveite. As palavras que eu
lhes disse são espÃrito e vida” (João 6:63). A conexão que criamos com
Deus pela leitura da Sua Palavra nos ajuda a ser guiados pelo EspÃrito nas
nossas interações com os outros, na tomada de decisões e na capacidade de
resistir às tentações.
Para
permanecermos em Cristo, devemos passar tempo com Ele e na Sua Palavra.
Absorver profunda e regularmente a água da Sua Palavra gradualmente nos renova
e nos transforma para refletirmos Jesus. Ao praticarmos o que lemos e
internalizamos, recebemos a graça para alinhar nossas vidas à Sua vontade, pois
a Sua Palavra é lâmpada para os pés e luz para o caminho (Salmos 119:105).
Aprendendo
a permanecer
João 15:10 explica bem o que é
permanecer em Jesus. “Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no
meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos do meu Pai e em seu amor
permaneço”. Permanecer nEle significa observar os Seus mandamentos: amar Deus
de todo o coração, alma e entendimento e amar o próximo como a nós mesmos (Mateus 22:37-39). Podemos demonstrar nosso
amor por Deus pela confiança, pela oração e pela devoção a Ele. Essa
permanência é relacional: buscamos o amor, oramos motivados pelo amor e
obedecemos por amor.
E esta é a
boa notÃcia: amamos Jesus porque Ele nos amou primeiro (1 João 4:19). Ele nos escolheu e não nós
a Ele, para exercitarmos nossa fé pela obediência a Ele (João 15:16). Separados de Cristo, nada
podemos fazer (João 15:5). Esta é outra boa notÃcia
para os que se veem cansados e sem forças para buscar, conhecer a Cristo e amar
o próximo, como Ele enfatiza. Jesus dá a graça e a força que precisamos...
A BÃblia
explica que não há maior amor do que dar a vida pelos amigos. Jesus diz: “Vocês
serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno” (João 15:14).
Pense
nisto: somos Seus amigos se obedecermos ao Seu mandamento de amar e, para isso,
precisamos permanecer nEle... Para o cristão é uma oferta irresistÃvel
ser amigo de Jesus -- o autor e consumador da nossa fé, o Alfa
e o Ômega, o Admirável, Aquele Que levou sobre Si nossos pecados e
transgressões.
Permaneçam
nEle, e Ele permanecerá em vocês. Aquele que começou a boa obra em vocês, irá
completá-la até ao dia de Cristo Jesus (Filipenses 1:6). Aquele que os chama é fiel,
e fará isso (1 Tessalonicenses 5:24).—Trillia Newbell3
O princÃpio
de “permanecer em Mim” é a base do nosso relacionamento com Deus e da nossa
caminhada com Cristo. Está intrinsicamente ligado ao mandamento de amá-lO de
todo o coração, alma e entendimento. Quando amamos alguém, queremos passar
tempo com essa pessoa. Os discÃpulos são chamados a copiar o exemplo de Jesus.
Lemos na primeira epÃstola de João: “Aquele que diz que permanece nele, deve
andar como ele andou” (1 João 2:6). Para isso, é seguindo o exemplo que Jesus
deixou e estudar e aplicar a essência das Suas palavras e ações às nossas
vidas.
Jesus nos
deixou o exemplo perfeito ao assumir a forma humana e viver como nós – e
perfeitamente, sem pecado. Na epÃstola aos Filipenses lemos que Ele, “embora
sendo Deus... esvaziou-se a si mesmo… tornando-se semelhante aos homens” (Filipenses 2:6,7). A Sua vida terrena foi a
imagem e o exemplo de Deus vivendo uma vida humana e foi do agrado de Deus que
nEle habitasse toda a plenitude (Colossenses 1:19). Não poderia existir melhor
exemplo nem princÃpios orientadores mais excelentes do que a vida de Jesus e os
Seus ensinamentos!
Para
refletir
A
expressão permanecer em Cristo designa um
relacionamento Ãntimo, próximo e nada superficial. Em João 15:4-7, Jesus diz aos Seus
discÃpulos que devem extrair vida dEle, como os ramos que se alimentam de uma
videira. A salvação proporciona essa união vital, necessária para a vida e
produtividade. —Got Questions4
Para ser um
discÃpulo saudável de Jesus é preciso alimentar-se da Palavra de Deus. Jesus
referiu-Se a isso como “permanecer”... Nenhum outro hábito transforma tanto a
sua vida e o torna mais como Jesus do que a reflexão diária sobre as
Escrituras. Ao reservarmos tempo para contemplar a verdade de Deus, refletindo
seriamente no exemplo de Cristo, “segundo a sua imagem estamos sendo
transformados com glória cada vez maior”.—Rick Warren
Permanecer
[em Cristo] significa receber, acreditar e confiar nas palavras de Jesus. É
receber o amor de Jesus pelo Pai e Seu povo e a alegria que Jesus tem no Pai e
em nós.—John Piper
O que a
BÃblia diz
“Assim
conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor.
Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele (1 João 4:16).
“Mas, se
alguém obedece à sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está
aperfeiçoado. Desta forma sabemos que estamos nele: aquele que afirma que
permanece nele deve andar como ele andou (1 João 2:5,6).
“Mantenham
o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas. Pois vocês
morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus” (Colossenses 3:1-3).
Uma oração
para permanecer
Jesus,
agradeço-Lhe por ser a Videira e eu, um de seus ramos. Ajude-me a permanecer em
Você cada dia e a dar fruto em tudo o que eu disser e fizer. Sei que, sem Você,
nada posso fazer, mas também sei que, ao descansar em Você, posso produzir o
tipo de fruto que agrada ao Pai. Quero permanecer em Você, descansar em Você e
continuar na Sua presença. Amém.5
1 K. A. Paul, Left for Dead (Encourager
Media, 1997).
2 Vera Christian, “How to Abide in
Christ,” https://www.verachristian.com/connecting-the-dots/how-to-abide.
3 Trillia Newbell, “Learning to Abide
in Christ,” Desiring God, June 10, 2014, https://www.desiringgod.org/articles/learning-to-abide-in-christ
4 “What Does It Mean to Abide
in Christ?” GotQuestions.org, https://www.gotquestions.org/abide-in-Christ.html.
5 “Prayers on Abiding in Jesus,”
Knowing Jesus, https://prayer.knowing-jesus.com/Prayers-on-Abiding-in-Christ#.
Copyright © 2025 A FamÃlia
Internacional.

