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Wednesday, April 2, 2014

Deixando o Passado

Compilação

Tudo relacionado ao ano que passou, tanto as coisas certas como as erradas, os arrependimentos ou os pesares, está sob os cuidados amorosos de Deus! Mas, graças a Deus, se realmente confiamos no Senhor Jesus Cristo, se entregamos tudo às Suas mãos, não importa o que tenha acontecido, Ele pode fazer fluir mel das rochas e águas doces do amargo deserto do passado. Neste novo ano Ele pode lhe dar beleza em vez de cinzas e veste de louvor em vez de espírito angustiado, gozo pela manhã após o terror a noite! Tudo isso está prometido na Palavra. Que alegria saber que Ele vai fazer tudo isso.[1]—Pertencemos a Ele, e nEle confiamos.—Virginia Brandt Berg[2]

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Todas as coisas contribuem juntamente para o bem dos que amam a Deus, dos que foram chamados por seu decreto.—Apóstolo Paulo[3]

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A vida é como uma peça de tapeçaria: Nós somos o fio; os anjos, o tear; Deus, o tecelão. Só Ele, o Tecelão, conhece o desenho final. —Eileen Elias Freeman[4]

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A vida é repleta de escolhas. Todos os dias há escolhas, grandes e pequenas, e cada dia que passa aumenta o legado de decisões feitas. Dentre elas existem as boas, as ruins, as que têm seu lado bom e seu lado mau, e aquelas que ainda não temos certeza se foram boas ou más. Contudo, todas, invariavelmente, contribuíram para nos tornarmos o que somos.

Aqui estão alguns princípios que me são úteis quando avalio o passado e as coisas que me trouxeram ao ponto em que me encontro hoje.

O nosso futuro não está limitado pelo nosso passado. Independentemente das decisões que tomamos ou que outros tomaram por nós, e do ponto em que estamos agora, o futuro ainda é tão promissor quanto as promessas de Deus. Refiro-me a promessas como: “Se tiverdes fé… nada vos será impossível,”[5] e, “Tudo é possível ao que crê.”[6] Se você não estiver onde quer estar, há tempo para mudar isso. Enquanto há vida, há esperança.

Se alguma escolha que você fez parece ter produzido um resultado ruim ou diferente do que previa, lembre-se que provavelmente ainda não viu o resultado final. O que parece ser uma pedra ou uma serpente ainda pode vir a ser pão ou mesmo uma refeição completa.[7] O diretor de cinema, ator, roteirista e produtor Orson Welles certa vez disse: “Um final feliz depende de onde você para a sua história.” Ou, como alguém disse: “No final tudo dá certo. Se ainda não deu certo é porque ainda não chegou ao final.” Esse princípio é certamente verdadeiro para aqueles que amam o Senhor e buscam a Sua orientação, porque Ele prometeu sempre resolver as coisas para o nosso bem no final.[8]

É natural olhar para trás e se lamentar de algumas das coisas que fizemos ou gostaríamos de ter feito de forma diferente. Deus entende e se solidariza. Mas é um erro ignorar as coisas boas resultantes dessas experiências, tais como a sabedoria, maturidade e todas as lições aprendidas que ajudaram a moldar o nosso caráter e nos preparar para coisas maiores e melhores.

Ao pensar no passado, conte suas bênçãos. Lembre-se de tudo o que é “verdadeiro, honesto, justo, puro e amável” que também compõe a história de sua vida.[9] Graças a Deus pelas boas decisões que você tomou no passado, bem como aquelas que Ele vai ajudá-lo a tomar no futuro. —Maria Fontaine[10]

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O passado é importante, mas o mais importante para a sua vida hoje é a sua perspectiva do futuro. —Tony Campolo

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Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.—Apóstolo Paulo[11]

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No final do ano, é bom pararmos antes do novo ano começar e nos perguntarmos: “O que eu realizei este ano que passou? Será que fiz o melhor que podia para Jesus, quando Ele fez tanto por mim?” Foi verdadeiramente um ano vivido para Ele, pelo Seu poder, Sua força e Sua orientação, na Sua vontade, e produzindo os frutos do Espírito e da Palavra? Foi um ano pelo qual estou grato porque tenho certeza que agradei ao Senhor?

É uma boa oportunidade de contarmos nossas bênçãos. Pelo que você, pessoalmente, está mais agradecido no ano que passou? Qual a sua oração ou o que espera para o novo ano? Que promessa da Palavra de Deus vai clamar para o Ano Novo?

Senhor, ajude-nos no início deste ano a olharmos adiante com fé. Dê-nos forças para fazer o que o Senhor quer. Guie-nos e oriente-nos, Senhor, conserve-nos na Sua vontade. Dê-nos um bom ano, não importa o que aconteça, que seja um ano vivido ao máximo por Você!—David Brandt Berg

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A vida só pode ser entendida em retrospectiva, mas ela tem que ser vivida com perspectiva.—Søren Kierkegaard

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Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.—Apóstolo Paulo[12]

Publicado no Âncora em dezembro de 2012. Tradução Hebe Rondon Flandoli.


[1] Isaías 61:3.

[2]Esquecer o Passado,” Momentos de Meditação 20.

[3] Romanos 8:28 RC.

[4] The Angels’ Little Instruction Book (Grand Central Publishing, 1994).

[5] Mateus 17:20

[6] Marcos 9:23.

[7] Ver Lucas 11:11–13.

[8] Romanos 8:28.

[9] Ver Filipenses 4:8.

[10] Contato, Janeiro de 2012, Volume 13, Edição 1.

[11] Filipenses 3:13–14.

[12] 2 Coríntios 5:17.

Friday, January 31, 2014

Jesus É o nosso Consolo na Tristeza

J. R. Miller

Muitas pessoas, mesmo acreditando na doutrina da ressurreição sofrem com a morte de um ente querido e se privam do consolo que essa perspectiva do futuro pode nos dar. Jesus assegurou a Marta que o seu irmão se levantaria dos mortos. “Eu sei. Ele vai ressuscitar no último dia”, disse ela sem esperança de que fosse acontecer naquele momento. O seu sentimento de perda superava qualquer outro. Marta ansiava estar na companhia do irmão que havia perdido. Todos que já perderam um amigo querido tiveram esse mesmo sentimento de não conseguir extrair consolo nessa esperança, mesmo acreditando firmemente na ressurreição dos mortos.

A resposta do Mestre ao coração faminto de Marta oferece um grande consolo. Ele disse: “Eu sou a ressurreição”. É uma afirmação maravilhosa que alimenta a fé do cristão. Para Marta, pensar na ressurreição era um consolo distante e anuviado. “Eu sou a ressurreição”, Jesus disse. A ressurreição era para aquele momento, não algo distante. Suas palavras abrangiam a bem-aventurada verdade da imortalidade: “Aquele que vive e crê em Mim nunca morrerá.” Para quem está em Cristo não existe morte. O corpo morre, mas a pessoa em si continua viva. A ressurreição se dará no futuro, mas não existe um intervalo na vida do crente. Jesus não está aqui, não O vemos nem ouvimos Sua voz, não podemos tocar Suas mãos, mas Ele continua vivendo, pensando, sentindo, lembrando e amando. A morte não extinguiu absolutamente nenhum poder que Ele possui, não esmaeceu a Sua beleza nem destruiu Sua capacidade.

Esse foi o consolo que Jesus deu em parte aos Seus amigos na hora do sofrimento. Ele lhes garantiu que, para o crente, não existe morte. Os que ficam sofrem a dor da separação e sentem falta de quem partiu, mas não precisamos ter receio algum quanto àquele que parte.

Como é que Jesus consola os amigos que ficam? A história da dor e sofrimento neste lar em Betânia nos revela a resposta. As pessoas dizem: “Ele ressuscitou aquele morto, portanto consolou a família porque desfez a obra da morte e da tristeza. Se Ele fizesse o mesmo agora, em todos os casos para aqueles que a Ele clamam, então o consolo seria real”. Mas devemos lembrar que a volta de Lázaro ao lar foi uma restauração temporária. Ele voltou à vida mortal, à tentação, doenças, dores e morte. — E apenas por um tempo. Não foi uma ressurreição para a vida imortal, apenas uma restauração da vida mortal. Ele teve que passar novamente pelo mistério da morte, e da segunda vez suas irmãs experimentaram a agonia da separação e sentiram falta dele. Na realidade, o que aconteceu é que a separação final só foi adiada.

Mas Jesus deu às irmãs o consolo verdadeiro, que vai além disso. A Sua presença era um consolo, pois sabiam que as amava. Muitas vezes antes de Lázaro morrer, Jesus entrara naquele lar e ali deixara a Sua bênção. Os três irmãos sentiam paz e segurança junto com Ele. E na ocasião, até mesmo a dor que sentiam ficou menos aguda quando se encontraram com Jesus. Com certeza o amor verdadeiro, forte e terno do ser humano pode nos consolar, e a companhia de um amigo de confiança nos ajuda a superar uma perda. Mas o crente pode suportar qualquer pesar se estiver na companhia de Jesus.

O problema é que muitas vezes nós não percebemos a presença do Mestre, mesmo Ele estando ao nosso lado, então deixamos de receber o consolo do Seu amor. Maria estava ao lado do túmulo vazio com o coração dilacerado, clamando ao Senhor, que a essa altura já estava atrás dela, mas despercebido. “Ela pensou que fosse o jardineiro.” Mas um momento ela ouviu o seu nome proferido em um tom de voz familiar. Jesus Se revelou a ela, e imediatamente a sua dor deu lugar à alegria. Assim nós, muitas vezes nos vemos nas profundezas da dor, ansiando por consolo e amor, sendo que Cristo está ao nosso lado, mais perto do que um amigo de carne e osso poderia estar. Devemos secar as lágrimas e contemplar a Sua face com fé, então o Seu maravilhoso amor inundará a nossa alma, e a dor será tragada por alegria plena. Não existe a mínima dúvida quanto à presença de Cristo nos nossos momentos difíceis. A única razão porque não somos consolados é porque não percebemos a Sua presença.

Outro elemento no consolo recebido por essas irmãs de luto foi a solidariedade de Jesus. Ele tratou a primeira, e depois a segunda, com muita gentileza. Maria sofria mais do que Marta, e quando Jesus a viu chorando, Ele gemeu no espírito e ficou perturbado. Vemos então o versículo mais curto da Bíblia, que nos revela o íntimo, o coração do Mestre, e a Sua impressionante empatia.

“Jesus chorou.” Nos momentos de sofrimento é um grande consolo ter alguém ao nosso lado, saber que alguém se importa, e divide a nossa dor. Teria sido um grande consolo se João, Pedro, ou Tiago, tivessem chorado com elas diante do túmulo do irmão. Mas as lágrimas do Mestre transmitiram uma mensagem inigualável. Foi uma demonstração do maior sentimento de empatia que o mundo já viu, o próprio filho de Deus chorando junto com duas irmãs, compartilhando de um momento de profunda dor humana.

Este versículo mais curto na Bíblia não foi apenas um complemento na narrativa, mas uma revelação dos sentimentos de Jesus que transcende as eras. Sempre que um crente sofre, Alguém está ao lado, sem ser visto, dividindo a sua dor. Não é possível dimensionar o consolo que se sente ao saber que o Filho de Deus partilha do nosso sofrimento, divide conosco nossas aflições, e tomou sobre Si as nossas enfermidades. Saber disso nos ajuda a suportar com mais tranquilidade os nossos problemas.

Existe outra maneira sugestiva de Cristo consolar Seus amigos. A empatia humana é um sentimento. Nossos amigos choram conosco, dizem que sentem muito, no entanto não podem fazer muito para efetivamente nos consolar. Mas a empatia de Jesus em Betânia teve caráter prático. Ele não só demonstrou o Seu carinho pelos amigos ao vir lá de Perea para lhes fazer companhia naquele momento; Ele não demonstrou o Seu amor apenas por meio de palavras divinas de consolo que marcaram o mundo positivamente, e não só chorou com elas naquele momento de dor, mas também realizou o maior de todos os Seus milagres para lhes devolver a alegria.

Sem dúvida, milhares de outros amigos de Jesus que estavam sofrendo desejaram receber o mesmo consolo na forma de ter a pessoa amada de volta ao convívio. Muitas vezes o Senhor faz isso em resposta à oração cheia de fé. Ele poupa a vida dos que nos são queridos e que aparentemente vão partir desta vida. Ao orarmos pela cura de um amigo doente, devemos pedir com aceitação, e sempre terminar dizendo, “não seja feita a minha vontade, mas a Tua”. Conseguimos conter até mesmo o nosso grande desejo e carinho pela pessoa, no sossego e na confiança da fé. Se não for o melhor para o nosso amado, se não seria uma verdadeira bênção, se não é como Deus quer agir, então, “seja feita a Tua vontade”. Se assim orarmos, devemos acreditar que, qualquer que seja a questão ou situação, o resultado será o que Deus achar melhor. Se nossos amigos forem levados desta vida, encontraremos um consolo inexprimível na certeza de que foi a vontade de Deus. Se eles se recuperarem, então Cristo vai devolvê-los a nós, como devolveu Lázaro a Marta e Maria.

É importante entendermos claramente a questão da dor e do pesar, para que, na hora do sofrimento, possamos receber a bênção e não ficarmos sofrendo com a experiência. Deus faz com que todo pesar na nossa vida resulte em algo positivo. Jesus Cristo possui uma fonte inesgotável de consolo, basta abrirmos o coração para receber. Dessa forma passaremos pela situação difícil apoiados pelo auxílio e amor divinos, e ao final da experiência estaremos com o caráter mais forte e a vida mais abençoada. Nossos pesares determinam lições para nós, e deveríamos procurar diligentemente assimilar o que o Mestre deseja nos ensinar. Toda dor inclui também a semente da bênção, e deveríamos nos certificar de dar a essa semente a oportunidade de crescer para podermos colher resultados. Toda lágrima esconde um arco-íris, mas só quando o sol brilha sobre a gota cristalina é que o esplendor se torna visível.

Trechos adaptados de The Ministry of Comfort (Hodder & Stoughton, 1901). Publicado no Âncora, em outubro 2013. Tradução Hebe Rondon Flandoli.

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