Será que Deus quer mesmo que oremos pelos nossos inimigos? Jesus, no seu famoso Sermão da Montanha, admoesta-nos a orar por aqueles que nos maltratam e nos perseguem. Conhece alguém que parece estar a fazer coisas para o provocar ou que fala mal de si? Um dicionário bíblico define "maldade" como: com malícia, ou sentindo prazer com a desgraça alheia.
Outro dicionário define malícia como: o desejo de infligir dano, prejuízo ou sofrimento a outra pessoa, seja por um impulso hostil ou por uma maldade profunda. Muitas vezes sentimos malícia e rancor por um inimigo de longa data. Num tribunal, isto pode significar a intenção maléfica de uma pessoa que comete um ato ilícito prejudicial a outrem.
Há alguém na sua vida agora que o está a irritar e parece estar a fazê-lo de propósito? A palavra de Deus diz que há algo que podemos fazer a esse respeito. Podemos seguir a admoestação de Jesus e orar por essa pessoa. Em "Streams in the Desert 2", William Lane afirma ser impossível alimentar sentimentos e pensamentos negativos em relação a alguém por quem se reza fervorosamente. Diz que é difícil pensar e sentir negativamente em relação a uma pessoa a quem se pede a Deus que abençoe, prospere, proteja e supra.
Vamos fazer um experimento. Esta noite, antes de dormir, ou hoje, enquanto caminha para casa, clame a Deus em oração por aquela pobre alma que está a causar tanta angústia e sofrimento ao seu coração. Se seguirmos o conselho de Deus e orarmos fervorosamente de coração aberto, veremos algum resultado. Se continuarmos a orar por essa pessoa, Deus poderá até remover sobrenaturalmente os maus sentimentos e pensamentos que temos alimentado. Ele poderá transformar o nosso coração e, por sua vez, transformar o coração da pessoa que nos tem incomodado.
Temos de obedecer. Temos de orar, mesmo que as nossas emoções e pensamentos discordem do mandamento de Deus de orar pelos nossos inimigos. Se prosseguirmos com fé e seguirmos a Sua admoestação, poderemos descobrir que somos capazes de superar a situação desagradável presente. Poderemos até encontrar amor e compaixão genuína por aquela pobre alma cuja presença nos atormenta há tanto tempo.
Vamos tentar e rezar pelos nossos inimigos. Creio que, se orarmos, ficaremos surpreendidos. A oração move a mão de Deus. Uma oração sincera e fervorosa pode mudar radicalmente qualquer coração ou situação. Ore. Em vez de mudarmos o nosso inimigo, podemos ser nós os que mudamos.
Não estou a falar de uma pequena oração de um dia. Superar pensamentos e sentimentos negativos em relação aos outros através da oração pode demorar mais do que alguns dias. Pode demorar semanas, ou até mais. Pode ser uma batalha constante e contínua. No entanto, creio que, se orarmos com toda a seriedade e sinceridade, com paixão, pelo nosso inimigo, experimentaremos resultados. Pode não ser uma vitória permanente. Talvez precisemos de continuar a batizar essa pessoa em oração para o resto das nossas vidas.
Tal como um grão de areia dentro da concha de uma ostra, talvez tenhamos de derramar continuamente o bálsamo da oração sobre a personalidade arenosa do nosso inimigo. No final, com o tempo, porém, surgirá uma pérola. Esta pérola pode ser o aprofundamento do nosso carácter, o fortalecimento da nossa coragem ou o amolecimento do nosso coração; mas, uma pérola teremos. A oração fervorosa de um justo tem um grande poder. (Tiago 5:16)
Publicado originalmente a 15 de fevereiro de 2012. Editado a 17 de fevereiro de 2026.


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