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Saturday, May 9, 2026

De onde surgiu a ideia do sacrifício de animais?

 

Dennis Edwards:

Vemos sacrifícios de sangue animal desde o início da Bíblia. Deus mata um animal para vestir Adão e Eva logo após estes pecarem e comerem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. O facto de Deus ter necessitado de matar um animal para os vestir e de o sacrifício de sangue animal ser posteriormente apresentado como uma forma de aproximação a Deus, sugere que o próprio Deus iniciou a ideia do sacrifício animal. "O Senhor Deus fez túnicas de peles para Adão e para a sua mulher e vestiu-os". [Génesis 3:21]

Mais tarde, vemos Deus aceitar o sacrifício animal de Abel, mas rejeitar o sacrifício de colheita de Caim. Este facto parece indicar ainda mais que o sacrifício animal era um ritual religioso que o próprio Deus iniciou e esperava que a humanidade obedecesse. "Passado algum tempo, Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel trouxe também das primícias do seu rebanho e da gordura deste. O Senhor atentou para Abel e para a sua oferta, mas não atentou para Caim e para a sua oferta..." [Génesis 4:3-5]

Quando Noé saiu da arca, ofereceu também um sacrifício de sangue ao Senhor em ação de graças. "E Noé edificou um altar ao Senhor; e tomou de todos os animais limpos e de todas as aves limpas, e ofereceu holocaustos sobre o altar. E o Senhor sentiu o aroma agradável; e disse o Senhor no seu coração: Nunca mais tornarei a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque a inclinação do coração do homem é má desde a sua mocidade; e não tornarei a ferir todo o ser vivente, como fiz." [Génesis 8:20-21]

Como muitos já observaram, o Antigo Testamento é o Novo Testamento disfarçado. Embora o Novo Testamento seja o Antigo Testamento revelado, a oferta de um sacrifício de sangue pelo pecado era uma prefiguração da morte de Cristo pelos pecados da humanidade. Assim sendo, podemos inferir que foi Deus quem iniciou o sacrifício de sangue no Jardim do Éden. Deus sacrificou um animal, presumivelmente um cordeiro, para vestir Adão e Eva após o pecado. Não poderiam mais viver no paradisíaco Jardim do Éden e precisariam de roupa. As vestes também podem ser vistas simbolicamente como Deus a cobrir os nossos pecados. Para cobrir o homem e os seus pecados, era necessário derramar sangue, era necessário sacrificar um animal. Novamente, vemos uma prefiguração da morte sacrificial do nosso Salvador na cruz.

Depois de Noé, Deus confirma o sacrifício de animais com Abraão. Deus testa a fé de Abraão e pede-lhe que sacrifique o seu filho Isaac, o filho da promessa. "E (Deus) disse: Toma agora teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre um dos montes que eu te mostrarei," [Génesis 22:2]. Enquanto Abraão e Isaac subiam o monte, Isaac observou que não tinham um cordeiro para o sacrifício. Abraão confiou: "Meu filho, Deus proverá para Si um cordeiro para o holocausto." [Génesis 22:8]. Recorde-se que, depois de Abraão ter passado pela prova, Deus providenciou um carneiro, preso num arbusto, para que Abraão o oferecesse em sacrifício. "Então Abraão levantou os olhos e olhou, e eis que por detrás dele estava um carneiro preso pelos chifres num arbusto; e Abraão foi, tomou o carneiro e ofereceu-o em holocausto em vez do seu filho." [Génesis 22:13]. Vemos um prenúncio do sacrifício perfeito de Jesus pelo pecado nas palavras de Abraão a Isaac e no carneiro providenciado.

Na altura do Êxodo dos filhos de Israel do Egito, Deus volta a ordenar que sacrifiquem um cordeiro na noite anterior à partida. Recebem a ordem de pegar um pouco do sangue do cordeiro e pintar os batentes das suas portas. [Êxodo 12:1-7] A razão é que, quando o anjo da morte passar para ferir os primogénitos no Egito, aqueles que tiverem o sangue do cordeiro nos batentes das portas serão salvos da espada do anjo. Ele passará por cima deles, e os seus primogénitos estarão a salvo. "Porque passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei os primogénitos na terra do Egito, tanto dos homens como dos animais; e executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor. E o sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; e, vendo eu o sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga para vos destruir, quando eu ferir a terra do Egito." [Êxodo 12:12-13] Mais uma vez, a imagem do sangue do cordeiro a salvá-los da morte.

Enquanto os filhos de Israel acampavam no deserto, Deus deu-lhes vários mandamentos e procedimentos sacrificiais a cumprir. O Dia da Expiação era especialmente importante, com sacrifícios especiais de animais. [Levítico 16] Um bode era morto e o seu sangue usado na purificação do Sumo Sacerdote e do Tabernáculo. O outro, o "bode expiatório", levava os pecados do povo para o deserto. Pode ler mais sobre este sacrifício no seguinte link. Tanto o bode que era morto como o bode que levava os pecados do povo para o deserto eram, mais uma vez, uma prefiguração do que Jesus iria realizar. De regresso ao Monte Sinai, Moisés aspergiu o povo com o sangue dos sacrifícios e disse: «Eis o sangue da aliança que o Senhor fez convosco.» [Êxodo 24:8] No Dia da Expiação, há uma aspersão semelhante de sangue para purificar o santuário e a congregação. Hoje, ainda cantamos a famosa canção cristã escrita por Elisha Hoffman em 1878: "Foste lavado no sangue do Cordeiro?"[1]

A prática pagã de sacrifício de crianças ou humanos, que se encontra noutras culturas, é uma imitação do plano de Deus. O Diabo só pode tentar imitar Deus e falha redondamente, por mais que tente. Tal como nas lendas do Dilúvio em todo o mundo, a Bíblia contém o relato verídico do dilúvio mundial. As outras lendas apresentam uma versão diluída ou "telefonada". A versão pagã do sacrifício, que vemos nos Astecas e em muitas outras culturas, representa a imitação e corrupção da verdade do sistema sacrificial de Deus pelo Diabo.

Curiosamente, o deus Moloque estava associado à riqueza, pois os pais sacrificavam os seus filhos na esperança de que Moloque lhes concedesse bênçãos financeiras ou materiais. Na sociedade moderna atual, utilizamos o aborto para evitar filhos indesejados, que podem causar dificuldades económicas aos pais ou à sociedade em geral. Espiritualmente, a prática do aborto pode ser comparada à adoração de Moloch, o deus da riqueza e das bênçãos materiais, um triste comentário sobre o chamado mundo moderno[2].

Mas, Dennis, porque é que Deus precisou de usar um sacrifício tão sangrento? Deus é assim tão sádico? Não poderia ter usado uma imagem diferente, uma ilustração diferente? Precisava de ser tão horripilante?

Antes de mais, Deus sabe o que está a fazer. Quando Job questiona Deus sobre as razões de permitir que ele sofresse tanto, Deus pergunta-lhe: "Onde estavas tu quando lancei os alicerces da terra?". Deus faz então a Job inúmeras perguntas sobre o funcionamento do universo e da natureza. Job percebe finalmente que Deus é omnipotente e sabe o que está a fazer. Job responde: "Eis que sou vil; que te responderei? Porei a minha mão sobre a minha boca" (Job 40:4). "Eu sei que podes fazer todas as coisas, e que nenhum dos teus planos pode ser frustrado... Por isso, falei do que não entendia, coisas maravilhosas demais para mim, que eu não conhecia" (Jó 42:2-3).

Deus está para além da nossa compreensão completa. Precisamos de confiar n’Ele, pois Ele sabe o que é melhor quando não compreendemos o que e porque é que Ele nos permite experimentar o que estamos a experimentar. No caso do sacrifício de sangue, sim, parece horrível. No entanto, Deus sabe o que está a fazer. O apóstolo Paulo diz-nos: "Pois tudo o que foi escrito dantes foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da paciência e do consolo das Escrituras, tenhamos esperança" [Romanos 15:4]. Escreveu também: "Ora, todas estas coisas lhes aconteceram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, para quem já são chegados os fins dos tempos. Portanto, aquele que pensa estar em pé, veja que não caia" [1 Coríntios 10:11-12].

Além disso, em Hebreus 10:1, lê-se: "Porque a lei, tendo a sombra dos bens vindouros, e não a imagem exata das coisas, nunca poderá, pelos sacrifícios que se oferecem continuamente de ano em ano, aperfeiçoar os que se aproximam dela". O ponto aqui é que os sacrifícios no Antigo Testamento eram uma "sombra das coisas futuras". Uma sombra é uma cópia, mas sem substância real. É por isso que estes sacrifícios tinham de ser repetidos anualmente. Os sacrifícios não podiam realmente remover o pecado, mas eram uma prefiguração daquele que morreria pelos pecados do mundo, que levaria os nossos pecados para o deserto. Quando João Batista apresenta Jesus aos seus discípulos e às multidões que vinham de além do Jordão, declara: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!". [João 1:29]. Dois dos discípulos de João compreendem imediatamente o que ele quer dizer e seguem Jesus [João 1:37].

Deus escolheu o método de salvação antes da criação do mundo. Jesus é "o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo" [Apocalipse 13:8b]. A palavra de Deus diz: "Porque a vida da carne está no sangue; pelo que eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porque é o sangue que fará expiação pela alma" [Levítico 17:11]. "E Moisés tomou o sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez convosco, acerca de todas estas palavras," [Êxodo 24:8]. Deus ordenou a Moisés que aspergisse o sangue do sacrifício sobre o povo, cobrindo-o com o sangue. Todos estes atos foram um prenúncio do sacrifício final da Semente profetizada. Jesus é a Semente que esmagou e esmagará a cabeça de Satanás, como foi dito pelo Senhor Deus no Jardim do Éden, na queda de Adão e Eva, [Génesis 3:15].

Creio que a crueldade do sacrifício serve para nos incutir a gravidade do pecado aos olhos de Deus. Para que não endureçamos os nossos corações e mentes perante a gravidade das nossas ofensas contra Deus e uns contra os outros. "Cuidado, irmãos, para que nenhum de vós tenha um coração perverso e incrédulo, que se afaste do Deus vivo. Pelo contrário, encorajem-se uns aos outros todos os dias, enquanto ainda se chama 'Hoje', para que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado. Pois nos tornamos participantes de Cristo, se conservarmos firme até ao fim a nossa confiança inicial" [Hebreus 3:12-14].

Na noite anterior ao seu sofrimento, Jesus tomou pão e vinho e realizou uma cerimónia a que hoje chamamos "Comunhão". Disse sobre o pão: "Tomai e comei; isto é o meu corpo"; e sobre o sangue, disse: "Bebam dele todos, pois isto é o meu sangue da nova aliança, que é derramado para remissão dos pecados" [Mateus 26:26-28]. O tema do sacrifício de sangue está presente em toda a Palavra de Deus, do princípio ao fim. É uma imagem que o próprio Deus escolheu para transmitir o caminho da salvação através de Jesus, chamado o Cristo. Jesus estava a dizer que, com a Sua morte, estava a estabelecer a nova aliança anunciada pelo profeta Jeremias.

“Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que farei uma nova aliança (ou testemunho) com a casa de Israel e com a casa de Judá; não conforme a aliança que fiz com os seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; a qual eles invalidaram, apesar de eu os ter desposado. Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. E não ensinará mais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o mais pequeno até ao maior deles, diz o Senhor;

A Nova Aliança, ou Novo Testamento, ou novo acordo, ou nova promessa, foi feita através do sangue do Cordeiro, através do próprio sangue de Jesus na cruz. O seu sangue cobre os nossos pecados e torna-os brancos como a neve, brancos como a lã: "Ainda que os vossos pecados sejam vermelhos como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã" [Isaías 1:18].

O apóstolo Pedro escreveu ainda: "Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa maneira inútil de viver, que recebestes dos vossos antepassados, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e sem mácula, o qual, na verdade, foi preordenado antes da fundação do mundo, mas foi manifestado nestes tempos por amor de vós" [1 Pedro 1:18-20].

Não podemos concluir o nosso estudo sem antes incluir a profecia de Isaías sobre o Messias sofredor, que se encontra em Isaías 52:13-15 e 53:1-12. "Todos nós, como ovelhas, nos desviamos; cada um se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós. Ele foi oprimido e afligido, contudo não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca," [Isaías 53:6-7].

A profecia acima foi considerada pelos primeiros rabinos, antes do tempo de Jesus, como uma referência ao sofrimento do Messias. Alguns destes rabinos acreditavam em dois Messias: um, o filho vitorioso de David, que derrotaria os seus inimigos; e outro, um filho de José, que seria morto pelos seus inimigos. Não compreendiam completamente a profecia do servo sofredor, mas acreditavam que se tratava do Messias. Após o tempo de Jesus, os rabinos incrédulos mudaram a sua interpretação de Isaías 53 para representar o sofrimento da nação de Israel e não o do Messias.

Diante de Pilatos, vemos parte da profecia de Isaías cumprir-se. "Disse-lhe, pois, Pilatos: Não ouves quantas coisas testemunham contra ti? E ​​​​ele não lhe respondeu palavra alguma; de modo que o governador se admirou muito" [Mateus 27:13-14]. O apóstolo João acrescenta alguns pormenores: "E, voltando Pilatos para o pretório, disse a Jesus: De onde és? Mas Jesus não lhe respondeu. Disse-lhe, pois, Pilatos: Não me respondes? Não sabes que tenho poder para te crucificar e poder para te soltar?" [João 19:9-10]. Jesus respondeu: "Nenhum poder terias contra mim, se do alto não te fosse dado; por isso, aquele que me entregou a ti tem pecado maior" [João 19:11].

Jesus foi como um cordeiro diante do matadouro; Jesus foi pacificamente para a morte, sem resistência. Jesus foi ferido pelas nossas transgressões. Ele foi ferido por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele. Foi cortado da terra dos vivos, por causa da transgressão do meu povo (de Deus) foi atingido. Porque não tinha cometido violência, nem havia engano na sua boca. Contudo, aprouve ao Senhor moê-lo (Jesus, o cordeiro sacrificial); Ele (Deus Pai) fê-lo sofrer, para que a sua alma seja oferecida em sacrifício pelo pecado. Ele (Deus Pai) verá o fruto do trabalho da sua alma e ficará satisfeito, porque ele (Jesus) levará sobre Si as iniquidades deles (nossas). [Partes de Isaías 53:5,8,9,10,11] Certamente que Jesus é o cumprimento da profecia de Isaías.

Já aceitou Jesus na sua vida, o cordeiro sacrificial imolado desde a fundação do mundo? [Apocalipse 13:8] "Assim também Cristo foi oferecido para tirar os pecados de muitos; e aos que o esperam aparecerá segunda vez, sem pecado, para salvação." [Hebreus 9:28] Jesus promete purificar-nos dos nossos pecados e limpar a nossa consciência das obras mortas para servirmos o Deus vivo. "Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno Se ofereceu a Si mesmo imaculado a Deus, purificará a vossa consciência das obras mortas para servirdes o Deus vivo?" [Hebreus 9:14] O sistema sacrificial é uma imagem de Deus. Não acho que nos devamos envergonhar disso, nem amenizar a mensagem. Deus sabe o que está a fazer. Creia no Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e será salvo.

Publicado originalmente a 22 de outubro de 2013. Editado e resumido a 8 de maio de 2026.

Notas

[1] https://www.youtube.com/watch?v=h9oW91Iv8D8

[2] http://www.youtube.com/watch?v=A8VRTtX7Dsc

¿De dónde surgió la idea del sacrificio animal?


Dennis Edwards:

Vemos el sacrificio de animales desde el principio de la Biblia. Dios mata un animal para vestir a Adán y Eva justo después de que pecaran y comieran del árbol del conocimiento del bien y del mal. El hecho de que Dios tuviera que matar un animal para vestirlos y que el sacrificio de animales se presente más adelante como una forma de acercarse a Dios, sugiere que Dios mismo inició la idea del sacrificio animal. «El Señor Dios hizo túnicas de pieles para Adán y su mujer, y los vistió» [Génesis 3:21].

Más adelante, vemos que Dios acepta el sacrificio animal de Abel, pero rechaza el sacrificio de la cosecha de Caín. Este hecho parece indicar aún más que el sacrificio animal era un ritual religioso que Dios mismo inició y que esperaba que la humanidad obedeciera. «Y aconteció que, pasado el tiempo, Caín trajo del fruto de la tierra una ofrenda al Señor. Y Abel también trajo de los primogénitos de su rebaño y de la grasa de ellos. Y el Señor miró con agrado a Abel y a su ofrenda; mas a Caín y a su ofrenda no miró con agrado…» [Génesis 4:3-5]

Cuando Noé salió del arca, también ofreció un sacrificio de sangre al Señor en acción de gracias. «Entonces Noé edificó un altar al Señor; y tomó de todo animal limpio y de toda ave limpia, y ofreció holocaustos sobre el altar. Y el Señor percibió un aroma grato; y el Señor dijo en su corazón: No volveré a maldecir la tierra por causa del hombre, porque la inclinación del corazón del hombre es mala desde su juventud; ni volveré a destruir a todo ser viviente, como lo he hecho.» [Génesis 8:20-21]

Como muchos han señalado, el Antiguo Testamento es el Nuevo Testamento encubierto. Si bien el Nuevo Testamento es el Antiguo Testamento revelado, el sacrificio de sangre por el pecado prefiguraba la muerte de Cristo por los pecados de la humanidad. Por lo tanto, podemos inferir que Dios fue quien inició el sacrificio de sangre en el Jardín del Edén. Dios sacrificó un animal, suponemos un cordero, para vestir a Adán y Eva después de haber pecado. Ya no podrían vivir en el paraíso del Jardín del Edén y necesitarían ropa. Esta ropa también puede interpretarse simbólicamente como la protección divina contra nuestro pecado. Para cubrir al hombre y su pecado, era necesario derramar sangre y sacrificar un animal. Una vez más, vemos una prefiguración de la muerte sacrificial de nuestro Salvador en la cruz.

Después de Noé, Dios confirma el sacrificio animal con Abraham. Dios pone a prueba la fe de Abraham y le pide que sacrifique a su hijo Isaac, el hijo de la promesa. "Y (Dios) dijo: Toma ahora a tu hijo, tu único hijo Isaac, a quien amas, y vete a la tierra de Moriah, y ofrécelo allí en holocausto sobre uno de los montes que yo te diré."[Génesis 22:2] Mientras Abraham e Isaac subían al monte, Isaac observa que no tienen un cordero para el sacrificio. Abraham confía: "Hijo mío, Dios proveerá un cordero para el holocausto."[Génesis 22:8] Recordarán que después de que Abraham pasa la prueba, Dios provee un carnero, atrapado en la maleza, para que Abraham lo ofrezca en sacrificio. "Y Abraham alzó sus ojos y miró, y he aquí detrás de él un carnero atrapado en la maleza por sus cuernos; y Abraham fue y tomó el carnero, y lo ofreció en holocausto en lugar de su hijo."[Génesis 22:13] Vemos un presagio del sacrificio perfecto de Jesús por el pecado en las palabras de Abraham a Isaac y en el carnero provisto. 

Durante el Éxodo de los israelitas de Egipto, Dios les ordenó nuevamente sacrificar un cordero la noche anterior a su partida. Les ordenó tomar parte de la sangre del cordero y pintar los dinteles de sus puertas. [Éxodo 12:1-7] La ​​razón era que, cuando el ángel de la muerte pasara para herir a los primogénitos en Egipto, aquellos con la sangre del cordero en los dinteles de sus puertas se salvarían de la espada del ángel. Él pasaría de largo, y sus primogénitos estarían a salvo. «Porque esta noche pasaré por la tierra de Egipto, y heriré a los primogénitos en la tierra de Egipto, tanto de los hombres como de los animales; y contra todos los dioses de Egipto ejecutaré juicio. Yo soy Jehová. Y la sangre os servirá de señal en las casas donde estéis; y cuando yo vea la sangre, pasaré de largo, y la plaga no os alcanzará para destruiros, cuando yo hiera la tierra de Egipto». [Éxodo 12:12-13] Nuevamente, la imagen de la sangre del cordero salvándolos de la muerte.

Mientras los hijos de Israel acampaban en el desierto, Dios les dio varios mandamientos y procedimientos de sacrificio que debían cumplir. El Día de la Expiación era especialmente importante, con sacrificios de animales especiales. [Levítico 16] Se sacrificaba un macho cabrío y su sangre se usaba para purificar al sumo sacerdote y el tabernáculo. El otro, el "chivo expiatorio", llevaba los pecados del pueblo al desierto. Puedes leer más sobre este sacrificio en el siguiente enlace. Tanto el macho cabrío sacrificado como el que llevaba los pecados del pueblo al desierto eran, una vez más, un presagio de lo que Jesús lograría. De vuelta en el Monte Sinaí, Moisés roció al pueblo con la sangre de los sacrificios y dijo: «He aquí la sangre del pacto que el Señor ha hecho con vosotros» [Éxodo 24:8]. En el Día de la Expiación, se rocía sangre de forma similar para purificar el santuario y a la congregación. Hoy en día, seguimos cantando el famoso himno cristiano escrito por Elisha Hoffman en 1878: «¿Estáis lavados en la sangre del Cordero?»[1]

La práctica pagana del sacrificio de niños o de seres humanos, presente en otras culturas, es una imitación del plan de Dios. El diablo solo puede intentar imitar a Dios, pero fracasa estrepitosamente, por mucho que lo intente. Al igual que con las leyendas del Diluvio de todo el mundo, la Biblia contiene el relato verídico del diluvio universal. Las demás leyendas presentan una versión atenuada o distorsionada. La versión pagana del sacrificio, que vemos en los aztecas y en muchas otras culturas, representa la imitación y corrupción del diablo de la verdad del sistema sacrificial de Dios.

Curiosamente, el dios Moloc se asociaba con la riqueza, ya que los padres sacrificaban a sus hijos con la esperanza de obtener la bendición financiera o material de Moloc. En la sociedad moderna actual, recurrimos al aborto para prevenir hijos no deseados, que pueden causar dificultades económicas a los padres o a la sociedad en general. Espiritualmente, la práctica del aborto podría compararse con el culto a Moloc, el dios de la riqueza y las bendiciones materiales, un triste reflejo del llamado mundo moderno.[2]

Pero, Dennis, ¿por qué Dios tuvo que usar un sacrificio tan sangriento? ¿Es Dios tan sádico? ¿No podría haber usado otra imagen, otra ilustración? ¿Tenía que ser tan espantoso?

Antes que nada, Dios sabe lo que hace. Cuando Job le pregunta a Dios por qué le permite sufrir tanto, Dios le pregunta: "¿Dónde estabas cuando yo fundaba la tierra?". Dios continúa haciéndole numerosas preguntas sobre el funcionamiento del universo y la naturaleza. Job finalmente comprende que Dios es todopoderoso y sabe lo que hace. Job responde: "Mira, soy vil; ¿qué te responderé? Pondré mi mano sobre mi boca" (Job 40:4). "Sé que puedes hacerlo todo, y que ningún pensamiento te es imposible... Por eso he hablado de cosas que no entendía; cosas demasiado maravillosas para mí, que no conocía" (Job 42:2-3).

Dios está más allá de nuestra comprensión total. Debemos confiar en Él, sabiendo que Él sabe lo que hace cuando no entendemos qué y por qué nos permite experimentar lo que experimentamos. En el caso del sacrificio de sangre, sí, parece espantoso. Sin embargo, Dios sabe lo que hace. El apóstol Pablo nos dice: «Porque todo lo que se escribió de antemano, para nuestra enseñanza se escribió, para que, mediante la paciencia y la consolación de las Escrituras, tengamos esperanza» [Romanos 15:4]. También escribió: «Todo esto les sucedió como ejemplo, y se escribió para nuestra advertencia, para nosotros, a quienes nos ha tocado vivir en los últimos tiempos. Por tanto, el que piensa estar firme, tenga cuidado de no caer» [1 Corintios 10:11-12].

Más adelante, en Hebreos 10:1, leemos: «Porque la ley, teniendo la sombra de los bienes venideros, no la imagen misma de las cosas, nunca puede, mediante los sacrificios que se ofrecen cada año, perfeccionar a los que se acercan a ellos». El punto aquí es que los sacrificios en el Antiguo Testamento eran una «sombra de los bienes venideros». Una sombra es una copia, pero sin sustancia real. Por eso esos sacrificios debían repetirse anualmente. Los sacrificios no podían realmente quitar el pecado, pero eran un presagio de Aquel que moriría por los pecados del mundo, que llevaría nuestros pecados al desierto. Cuando Juan el Bautista presenta a Jesús a sus discípulos y a la multitud que venía de más allá del Jordán, declara: «He aquí el Cordero de Dios, que quita el pecado del mundo» [Juan 1:29]. Dos de los discípulos de Juan comprenden de inmediato lo que Juan quiere decir y siguen a Jesús [Juan 1:37].

Dios escogió el método de salvación antes de la creación del mundo. Jesús es «el Cordero inmolado desde la fundación del mundo» [Apocalipsis 13:8b]. La Palabra de Dios dice: «Porque la vida de la carne está en la sangre, y yo os la he dado sobre el altar para hacer expiación por vuestras almas; porque la sangre es la que hace expiación por el alma» [Levítico 17:11]. «Entonces Moisés tomó la sangre, la roció sobre el pueblo y dijo: “He aquí la sangre del pacto que Jehová ha hecho con vosotros conforme a todas estas palabras”» [Éxodo 24:8]. Dios le ordenó a Moisés rociar la sangre del sacrificio sobre el pueblo, cubriéndolos con ella. Todos estos actos prefiguraban el sacrificio final de la Descendencia profetizada. Jesús es la Descendencia que ha aplastado y aplastará la cabeza de Satanás, como lo anunció el Señor Dios en el Jardín del Edén tras la caída de Adán y Eva [Génesis 3:15].

Creo que la crudeza del sacrificio tiene como propósito grabar en nosotros la gravedad del pecado a los ojos de Dios, para que no endurezcamos nuestros corazones ni nuestras mentes ante la gravedad de nuestras ofensas a Dios y a los demás. «Tengan cuidado, hermanos, no sea que haya en alguno de ustedes un corazón malo e incrédulo que los aparte del Dios vivo. Al contrario, anímense unos a otros cada día, mientras aún se llama "hoy", para que ninguno de ustedes se endurezca por el engaño del pecado. Porque somos hechos partícipes de Cristo, si mantenemos firme hasta el fin la confianza que tuvimos al principio» [Hebreos 3:12-14].

La noche antes de su sufrimiento, Jesús tomó pan y vino y realizó una ceremonia que hoy llamamos «Comunión». Dijo del pan: «Tomen, coman; esto es mi cuerpo», y de la sangre: «Beban todos de ella; porque esta es mi sangre del nuevo pacto, que es derramada para el perdón de los pecados» [Mateo 26:26-28]. El tema del sacrificio de sangre se encuentra presente en toda la Palabra de Dios, de principio a fin. Es una imagen que Dios mismo eligió para transmitir el camino de la salvación a través de Jesús, llamado el Cristo. Jesús decía que con su muerte instauraba el nuevo pacto anunciado por el profeta Jeremías.

«He aquí, vienen días —dice Jehová— en que haré un nuevo pacto con la casa de Israel y con la casa de Judá; no como el pacto que hice con sus padres el día que los tomé de la mano para sacarlos de la tierra de Egipto, pacto que ellos quebrantaron, aunque yo era su esposo. Pero este será el pacto que haré con la casa de Israel: después de aquellos días —dice Jehová—, pondré mi ley en su interior, y la escribiré en sus corazones; y yo seré su Dios, y ellos serán mi pueblo. Y ya no enseñará más cada uno a su prójimo, ni cada uno a su hermano, diciendo: “Conoced a Jehová”; porque todos me conocerán, desde el menor hasta el mayor —dice Jehová—, pues perdonaré su iniquidad, y no me acordaré más de su pecado» [Jeremías 31:31-34].

El Nuevo Pacto o Nuevo Testamento, o nuevo acuerdo o nueva promesa, se estableció mediante la sangre del Cordero, mediante la propia sangre de Jesús en la cruz. Su sangre cubre nuestros pecados y los vuelve blancos como la nieve, blancos como la lana: «Aunque vuestros pecados sean como la grana, quedarán blancos como la nieve; aunque sean rojos como el carmesí, vendrán a ser como la lana» [Isaías 1:18].

El apóstol Pedro también escribió: «Sabiendo que no habéis sido redimidos con cosas corruptibles, como plata u oro, de vuestra vana manera de vivir heredada de vuestros padres, sino con la preciosa sangre de Cristo, como de un cordero sin mancha y sin defecto; el cual, a la verdad, fue predestinado desde antes de la fundación del mundo, pero se manifestó en estos tiempos por vosotros» [1 Pedro 1:18-20].

No podemos concluir nuestro estudio sin incluir primero la profecía de Isaías sobre el Mesías sufriente, que se encuentra en Isaías 52:13-15 y 53:1-12. «Todos nosotros nos descarriamos como ovejas; cada cual se apartó por su camino; mas Jehová cargó sobre él el pecado de todos nosotros. Fue oprimido y afligido, pero no abrió su boca. Como cordero fue llevado al matadero, y como oveja muda delante de sus trasquiladores, así no abrió su boca» [Isaías 53:6-7].

Los primeros rabinos, antes de la vida de Jesús, consideraban que esta profecía se refería al sufrimiento del Mesías. Algunos creían en dos Mesías: uno, el victorioso hijo de David, que vencería a sus enemigos; y otro, un hijo de José, que sería asesinado misteriosamente por sus enemigos. No comprendían del todo la profecía del siervo sufriente, pero creían que se refería al Mesías. Después de la época de Jesús, los rabinos incrédulos cambiaron su interpretación de Isaías 53 para que representara el sufrimiento de la nación de Israel y no el del Mesías. 

Ante Pilato, vemos cómo se cumple parte de la profecía de Isaías. «Entonces Pilato le dijo: ¿No oyes cuántos testimonios dan contra ti? Pero Jesús no le respondió palabra, de tal manera que el gobernador se maravilló mucho» [Mateo 27:13-14]. El apóstol Juan añade algunos detalles: «Y Pilato volvió al pretorio y le preguntó a Jesús: ¿De dónde eres? Pero Jesús no le respondió. Entonces Pilato le dijo: ¿No me hablas? ¿No sabes que tengo poder para crucificarte y poder para soltarte?» [Juan 19:9-10]. Jesús respondió: «No tendrían ningún poder contra mí si no les fuera dado de lo alto; por lo tanto, el que me entregó a ustedes tiene mayor pecado» [Juan 19:11].

Jesús fue como un cordero antes del matadero; Jesús fue a la muerte en paz, sin oponer resistencia. Jesús fue herido por nuestras transgresiones, molido por nuestras iniquidades. El castigo de nuestra paz cayó sobre él. Fue arrancado de la tierra de los vivientes, por la transgresión de mi pueblo fue herido. Porque no había cometido violencia, ni había engaño en su boca. Con todo, le plació al Señor quebrantarlo (a Jesús, el cordero sacrificial); lo afligió (Dios Padre), cuando su alma será ofrecida en sacrificio por el pecado. Él (Dios Padre) verá el trabajo de su alma y quedará satisfecho, porque él (Jesús) llevará las iniquidades de ellos (nuestras). [Isaías 53:5, 8, 9, 10, 11] Sin duda, Jesús es el cumplimiento de la profecía de Isaías.

¿Has aceptado a Jesús en tu vida, el cordero sacrificial inmolado desde la fundación del mundo? [Apocalipsis 13:8] «Así que Cristo fue ofrecido para llevar los pecados de muchos; y a los que le esperan, aparecerá por segunda vez, sin relación con el pecado, para salvación» [Hebreos 9:28]. Jesús promete limpiarnos de nuestros pecados y purificar nuestra conciencia de las obras muertas para servir al Dios vivo. «¿Cuánto más la sangre de Cristo, quien por medio del Espíritu eterno se ofreció a sí mismo sin mancha a Dios, purificará vuestra conciencia de las obras muertas para servir al Dios vivo?» [Hebreos 9:14] El sistema de sacrificios es una metáfora de Dios. No creo que debamos avergonzarnos de él ni restarle importancia. Dios sabe lo que hace. Crean en el Cordero de Dios, que quita el pecado del mundo, y serán salvos.

Publicado originalmente el 22 de octubre de 2013. Editado y abreviado el 8 de mayo de 2026.

Notas

[1] https://www.youtube.com/watch?v=h9oW91Iv8D8

[2] http://www.youtube.com/watch?v=A8VRTtX7Dsc

Where did the idea of animal sacrifice come from?

Dennis Edwards:

We see animal-blood sacrifice right from the beginning of the Bible. God kills an animal to clothe Adam and Eve just after they have sinned and eaten from the tree of the knowledge of good and evil. The fact that God had to kill an animal to clothe them and that animal-blood sacrifice is later shown to be a way to approach God, suggests that God himself initiated the idea of animal sacrifice. "Unto Adam also and to his wife did the Lord God make coats of skins, and clothed them."[Genesis 3:21 ] 

Later, we see God accept Abel's animal sacrifice, but reject Cain's crop sacrifice. That fact seems to further indicate that animal sacrifice was a religious ritual that God himself started and expect mankind to obey. "And in the process of time it came to pass, that Cain brought of the fruit of the ground an offering unto the Lord. And Abel, he also brought of the firstlings of his flock and of the fat thereof. And the Lord had respect unto Abel and to his offering: but unto Cain and to his offering he had not respect..."[Genesis 4:3-5] 

When Noah comes out of the ark, he also offers a blood sacrifice unto the Lord in thanksgiving. "And Noah built an altar unto the Lord; and took of every clean beast, and every clean fowl, and offered burnt offerings on the altar. And the Lord smelled a sweet savour; and the Lord said in his heart, I will not again curse the ground any more for man's sake; for the imagination of man's heart is evil from his youth, neither will I again smite any more every thing living, as I have done."[Genesis 8:20-21]

As many have noted, the Old Testament is the New Testament concealed. While the New Testament is the Old Testament revealed. The offering of a blood sacrifice for sin was a foreshadowing of Christ's death for the sins of man. Therefore, we can infer that God is the one who started the blood sacrifice right in the Garden of Eden. God killed an animal, we assume a lamb, to clothe Adam and Eve after they had sinned. They would no longer be able to live in the paradisaical Garden of Eden and would need clothing. The clothing could also be seen symbolically as God covering our sin. In order to cover man and his sin, blood had to be shed, an animal had to be sacrificed. Again, we see a fore shadowing of our Savour's sacrificial death on the cross.

After Noah, God confirms the animal sacrifice with Abraham. God tests Abraham's faith and asks him to sacrifice his son Isaac, the son of promise. "And (God) he said, Take now thy son, thine only son Isaac, who you love, and get thee into the land of Moriah; and offer him there for a burnt offering upon one of the mountains which I will tell thee of,"[Genesis 22:2] As Abraham and Isaac were climbing the mount, Isaac observes that they have no sacrificial lamb with them. Abraham relies, "My son, God will supply himself a lamb for a burnt offering."[Genesis 22:8]  You will remember that after Abraham passes the test, God provides a ram, caught in the thicket for Abraham to offer as a sacrifice. "And Abraham lifted up his eyes, and looked, and behold behind him a ram caught in a thicket by its horns: and Abraham went and took the ram, and offered him up for a burnt offering in the stead of his son."[Genesis 22:13] We see a foreshadowing of Jesus' perfect sacrifice for sin in Abraham's words. to Isaac and in the ram provided.

At the time of the Exodus of the children of Israel from Egypt, God again commands them to kill a sacrificial lamb the night before they leave. They are ordered to take some of the lambs blood and paint their door posts. [Exodus 12:1-7] The reason being that, when the angel of death will pass over to smite the first born in Egypt, those with the blood of the lamb on their door posts will be saved from the sword of the angel. He will pass-over them, and their first-born will be safe. "For I will pass through the land of Egypt this night, and will smite the firstborn in the land of Egypt, both man and beast; and against all the gods of Egypt I will execute judgment: I am the Lord. And the blood shall be to you for a token upon the houses where ye are: and when I see the blood, I will pass over you, and the plague shall not be upon you to destroy you, when I smite the land of Egypt." [Exodus 12:12-13] Again, imagery of the blood of the lamb saving them from death.

While the Children of Israel are camping in the desert, God gives them various sacrificial commandments and procedures to fulfil. The Day of Atonement was especially important with special animal sacrifices.[Leviticus 16] One goat would be killed and his blood used in the cleansing of the High Priest and the Tabernacle. The other "scapegoat" would carry the sins of the people out into the wilderness. You can read more about that sacrifice on the following link. Both the goat that was killed, and the goat that carried away the sins of the people into the wilderness, were again a fore shadowing of what Jesus would accomplish. Back at Mount Sinai, Moses had sprinkled the people with blood from the sacrifices, and had said, "Behold the blood of the covenant which the Lord has made with you." [Exodus 24:8] On the Day of Atonement there is some similar sprinkling of blood to cleanse the sanctuary and the congregation. Today we still sing the famous Christian song written by Elisha Hoffman in 1878: "Are you washed in the blood of the Lamb?"[1]

The pagan practice of child or human sacrifice found in other cultures is an imitation of God's plan. The Devil can only try to imitate God and falls grossly short, as much as he may try. Just like with the Flood Legends from around the world, the Bible contains the true account of the worldwide flood. The other legends show a watered down or "telephone" version. The pagan version of sacrifice, that we see in the Aztecs and in many other cultures, represent the Devil's imitation and corruption of the truth of God's sacrificial system.. 

Interesting enough, the God of Molech was associated with wealth as parents sacrificed their child in the hope of Molech's financial or material blessing on their lives. In today's modern society, we use abortion to prevent unwanted children, who may cause economic difficulties to the parents or parent, or to society in general. Spiritually, the practice of abortion could be paralleled to the worship of Molech, the God of wealth and material blessings, a sad commentary on the so called modern world.[2] 

But, Why, Dennis, did God have to use such a bloody sacrifice? Is God so sadistic? Couldn't He have used some different imagery, a different illustration? Did it have to be so gruesome?  

First of all, God knows what He's doing. When Job questions God about the reasons for allowing Job to suffer so much, God asks Job, "Where were you when I laid the foundations of the earth?" God goes on to ask Job numerous questions about the workings of the universe and nature. Job finally realises that God is almighty and knows what He is doing. Job responds, "Behold, I am vile; what shall I answer thee? I will lay my hand upon my mouth," Job 40:4. "I know that You can do everything, and that no thought can be withholden from You. ... Therefore, have I uttered that I understood not; things too wonderful for me, which I knew not," [Job] 42:2-3. 

God is beyond our complete understanding. We have to trust Him, that He knows best when we don't understand what and why He is allowing us to experience what we are experiencing. In the case of the blood sacrifice, yes, it seems gruesome. However, God knows what He is doing. Apostle Paul tell us, "For whatsoever things were written a foretime were written for our learning, that we through patience and comfort of the scriptures might have hope," [Romans 15:4]. He also wrote, "Now all these things happened unto them for ensamples: and they were written for our admonition, upon whom the ends of the world are come. Wherefore, let him that thinks he stand take heed lest he fall." [1 Corinthians 10:11-12].

Further in Hebrews 10:1 we read, "For the law having a shadow of good things to come, and not the very image of the things, can never with those sacrifices which they offered year by year continually make the comers thereunto perfect." The point here is that the sacrifices in the Old Testament were a "shadow of things to come." A shadow is a copy, but without real substance. That's why those sacrifices had to be repeated yearly. The sacrifices couldn't really take away sin, but they were a fore shadowing of Him who would die for the sins of the world, who would carry away our sins into the wilderness. When John the Baptist introduces Jesus to his disciples and the crowds coming to him from beyond Jordan, he declares, "Behold the Lamb of God which takes away the sin of the world," [John 1:29]. Two of John's disciple strait way understand what John means and follow Jesus, [John 1:37].

God chose the method of salvation before the creation of the world. Jesus is "the Lamb slain from the foundation of the world," [Revelation 13:8b]. God word says, "For the life of the flesh is in the blood: and I have given it to you upon the altar to make an atonement for your souls: for it is the blood that makes an atonement for the soul," [Leviticus 17:11]. "And Moses took the blood, and sprinkled it on the people, and said, Behold the blood of the covenant, which the Lord has made with you concerning all these words," [Exodus 24:8]. God commanded Moses to sprinkle the blood of the sacrifice on the people, covering them with the blood. All these acts were a fore shadowing of the ultimate sacrifice by the prophesized Seed. Jesus is the Seed that has and will bruise the head of Satan, as spoken by the Lord God in the Garden of Eden on the fall of Adam and Eve, [Genesis 3:15].
 
I think the gruesomeness of the sacrifice is to embed in us the seriousness of sin in God's eyes. That we not harden our hearts and minds to the seriousness of our offences to God and one another. "Take heed, brethren, lest there be in any of you an evil heart of unbelief, in departing from the living God. But exhort one another daily, while it is called Today; lest any of you be hardened through the deceitfulness of sin. For we are made partakers of Christ, if we hold the beginning of our confidence steadfast unto the end," [Hebrews 3:12-14]. 

Jesus on the night before he was to suffer took bread and wine and performed a ceremony which today we call "Communion." He said of the bread, "Take, eat, this is My body," and of the blood, He said, "Drink ye all of it, for this is My blood of the new testament, which is shed for the remission of sins," [Matthew 26:26-28]. The motif of the blood sacrifice is found throughout God's word, from beginning to end. It's imagery that God Himself has chosen to convey the way of salvation through Jesus called the Christ. Jesus was saying that with His death He was bringing in the new covenant spoken by Jeremiah the prophet. 

"Behold, the days come, says the Lord, that I will make a new covenant (or testimony) with the house of Israel, and with the house of Judah: not according to the covenant that I made with their fathers in the day that I took them by the hand to bring them out of the land of Egypt; which my covenant they brake, although I was an husband unto them. But this shall be the covenant that I will make with the house of Israel; after those day, says the Lord, I will put my law in their inward parts, and write it in their hearts; and will be their God, and they shall be my people. And they shall teach no more every man his neighbour, and every man his brother, saying, Know the Lord: for they shall all know me, from the least of them unto the greatest of them, says the Lord: for I will forgive their iniquity, and I will remember their sin no more," [Jeremiah 31:31-34].

The New Covenant or New Testament, or new agreement or new promise was made through the blood of the Lamb, through Jesus own blood on the cross. His blood covers our sins and makes them white as snow, white as wool, "Though your sins be as scarlet, they shall be white as snow; though they be red like crimson, they shall be as wool." [Isaiah 1:18].

Apostle Peter wrote, also, "Forasmuch as you know that you were not redeemed with corruptible things, as silver and gold, from your vain conversation received by tradition from your fathers, but with the precious blood of Christ, as of a lamb without blemish and without spot: who verily was foreordained before the foundation of the world, but was manifest in these times for you," [1 Peter 1:18-20]. 

We cannot finish our study without first including the prophecy from Isaiah concerning the suffering Messiah found in Isaiah 52:13-15 & 53:1-12. "All we like sheep have gone astray; we have turned every one to his own way; and the Lord has laid on Him the iniquity of us all. He was oppressed, and He was afflicted, yet He opened not His mouth: He is brought as a lamb to the slaughter, and as a sheep before her shearers is dumb, so He opened not His mouth," [Isaiah 53:6-7]. 

The above prophecy was considered by the early rabbis before the time of Jesus' life to be referring to the suffering of the Messiah. Some of the early rabbis believed in two Messiahs. One, the victorious son of David, who would vanquish their enemies. Another, a son of Joseph, who would strangely be killed by his enemies. They didn't fully understand the suffering servant prophecy, but believed it was of the Messiah. After the time of Jesus, the unbelieving rabbis changed their interpretation of Isaiah 53 to represent the suffering of the nation of Israel and not that of the Messiah. 

In front of Pilate, we see part of Isaiah's prophecy being fulfilled. "Then said Pilate unto Him, Do you not hear how many things they witness against you? And (Jesus) he answered him never a word; insomuch that the governor marvelled greatly," [Matthew 27:13-14]. Apostle John adds some detail, "And (Pilate) went again into the judgment hall, and said unto Jesus, Whence are you? But Jesus gave him no answer. Then said Pilate unto Him, You don't speak to me? Don't you know that I have power to crucify you, and have power to release you?" [John 19:9-10]. Jesus answered, "You could have no power at all against me, except it were given you from above: therefore, he that delivered me unto you has the greater sin," [John 19:11]. 

Jesus was like a lamb before the slaughter, Jesus went peacefully to his death with no resistance. Jesus was wounded for our transgressions. He was bruised for our iniquities. The chastisement of our peace was upon Him. He was cut off out of the land of the living; for the transgression of my (God's) people was he stricken. Because he had done no violence, neither was any deceit in his mouth. Yet it pleased the Lord to bruise him (Jesus, the sacrificial lamb); He (God the Father) has put him to grief: when You shall make his soul an offering for sin. He (God the Father) shall see the travail of his soul, and shall be satisfied; for he (Jesus) shall bear their (our) iniquities. [parts of Isaiah 53: 5,8,9,10,11] Surely Jesus is the fulfilment of the Isaiah prophecy.

Have you accepted Jesus into your life, the sacrificial lamb slain from the foundation of the world?[Revelation 13:8] "So Christ was offered to bear the sins of many; and unto them that look for him shall he appear a second time without sin unto salvation," [Hebrews 9:28]. Jesus promises to cleanse us of our sins and purge our consciences from dead works to serve the living God. "How much more shall the blood of Christ, who through the eternal Spirit offered Himself without spot to God, purge your conscience from dead works to serve the living God?" [Hebrews 9:14] The sacrificial system is God's imagery. I don't think we need to be ashamed of it, or water it down. God knows what He's doing. Believe on the Lamb of God who takes away the sins of the world and you shall be saved.

Originally published October 22, 2013. Edited and abridged May 8th, 2026.

Notes

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