Does your faith need strengthening? Are you confused and wondering if Jesus Christ is really "The Way, the Truth, and the Life?" "Fight for Your Faith" is a blog filled with interesting and thought provoking articles to help you find the answers you are seeking. Jesus said, "Seek and ye shall find." In Jeremiah we read, "Ye shall seek Me, and find Me, when ye shall seek for Me with all your heart." These articles and videos will help you in your search for the Truth.

Wednesday, December 10, 2025

Saindo da Escuridão

 


Por Simon Bishop

Gostaria de compartilhar com vocês uma experiência muito pessoal, mas quero começar por dizer que não sou perito no assunto, então vou apenas relatá-la do meu ponto de vista. Caso estejam passando por algo semelhante, eu os encorajo a seguirem a orientação do Senhor e, se necessário, também procurarem ajuda profissional.

Em 2011, passei por um período de depressão profunda. Eu não entendia o que estava acontecendo, mas não tinha energia nem alegria de viver, perspectiva ou esperança para o futuro. Sentia como se tivesse que matar um leão por dia. Acordava frequentemente à noite sentindo profunda tristeza, e outras vezes preocupação ou ansiedade avassaladoras.

Nessa época, quase todos os meus filhos ainda eram pequenos, e eu precisava cuidar deles. Também tinha responsabilidades diárias e precisava continuar meu trabalho missionário. Sendo assim, embora me sentisse exausto em todos os sentidos, desistir ou ficar na cama não eram opções.  Às vezes, eu ficava de joelhos do lado da minha cama, não realmente orando, mas apenas repetindo: “Meu Deus, me ajude, meu Deus, me ajude”, até ter força suficiente para me levantar e enfrentar o dia.

Cada dia era uma luta. Não posso dizer que me saí bem, e, olhando para trás, apesar de ter achado que conseguia esconder meu estado de espírito dos meus amigos e apoiadores, grupos de estudos bíblicos, etc, acho que muitos deles pelo menos perceberam que algo não estava certo. Alguns dos foram bastante solícitos e amáveis, solidários e tentavam me animar, além de verificarem como eu estava e se oferecerem para ajudar. Era uma bênção, mas às vezes eu não entendia seus esforços para verem como eu estava, porque não percebia que a depressão também estava me afetando exteriormente.

Muitas pessoas me ajudaram a vencer este período que durou mais de dois anos, mesmo não sabendo tudo o que eu estava passando. Também aprendi algumas estratégias e métodos que me ajudaram, e ainda uso quando sinto o desencorajamento ou depressão tentando me dominar. Gostaria de compartilhá-los aqui caso possam ajudar alguém.

Uma tática muito importante é exercício físico vigoroso e atividades ao ar livre. Descobri que meia hora por dia tinha um efeito incrível no meu estado de espírito. Frequentemente, quando dava para pedalar por algumas horas no final de semana, eu me sentia muito mais feliz e relaxado por bastante tempo. Desde então, descobri que muitos médicos dizem que o exercício tem o mesmo efeito dos medicamentos antidepressivos, e sem os efeitos colaterais negativos.

Outra coisa que ajudou muito é que no meu trabalho eu tenho que interagir e cuidar de outros, ministrar, orar pelas pessoas e, de maneira geral, me dedicar aos outros. Apesar de parecer um desafio imenso todos os dias, na realidade era uma das melhores terapias que eu poderia ter. Interagir e cuidar de outros sempre me deixava feliz e me sentindo realizado.

Eu tinha uma amiga missionária de longa data que frequentemente nos ajudava em projetos missionários. Ela foi uma grande benção, pois várias vezes, quando me sentia completamente avassalado e em grande escuridão, conversei com ela, e ela orou comigo e por mim.  Só o fato de saber que alguém mais sabia como eu me sentia e estava disposto a estar junto comigo, era uma grande benção.

Outra coisa que ajudou muito foi recorrer à Palavra de Deus, especialmente os Salmos, para me encorajarem. Eu os lia durante o dia e refletia sobre eles. E muitas vezes à noite, quando acordava ansioso e dominado pela tristeza, eu recitava vez após vez alguns salmos que sabia de cor. Pouco a pouco sentia-me envolver pela paz de Deus conseguia voltar a dormir.

Seguem-se alguns Salmos e outros versículos que eu frequentemente lia ou citava:

O Senhor é a minha luz e a minha salvação;
De quem terei temor?
O Senhor é o meu forte refúgio;
De quem terei medo?
Quando homens maus avançarem contra mim
Para destruir-me,
Eles, meus inimigos e meus adversários,
É que tropeçarão e cairão.
Ainda que um exército se acampe contra mim,
Meu coração não temerá;
Ainda que se declare guerra contra mim,
Mesmo assim estarei confiante.
Uma coisa pedi ao Senhor,
É o que procuro:
Que eu possa viver na casa do Senhor
Todos os dias da minha vida,
Para contemplar a bondade do Senhor
E buscar sua orientação no seu templo.
Pois no dia da adversidade
Ele me guardará protegido em sua habitação;
No seu tabernáculo me esconderá
E me porá em segurança sobre um rochedo.—Salmo 27:1-5

Ó Deus, tu és o meu Deus,
Eu te busco intensamente;
A minha alma tem sede de ti!
Todo o meu ser anseia por ti,
Numa terra seca,
Exausta e sem água.
Quero contemplar-te no santuário
E avistar o teu poder e a tua glória.
O teu amor é melhor do que a vida!
Por isso os meus lábios te exaltarão.
Eu te bendirei enquanto viver,
E em teu nome levantarei as minhas mãos.
Minha alma ficará satisfeita como de rico banquete;
Com lábios jubilosos a minha boca te louvará. Quando me deito lembro-me de ti;
Penso em ti durante as vigílias da noite.
Porque és a minha ajuda,
Canto de alegria à sombra das tuas asas.
A minha alma apega-se a ti;
A tua mão direita me sustém.—Salmo 63:1-8

Por essa causa também sofro, mas não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou bem certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia.—2 Timóteo 1:12

Durante esse período, eu escutei um sermão de Tim Keller sobre Elias,1 especificamente sobre a crise que teve depois de chamar fogo do céu, derrotar os profetas de Baal, orar e receber chuva abundante, e até correr mais rápido que a carruagem do rei. Ao ouvir que Jezebel ia mandar matá-lo, ele fugiu e basicamente desistiu. Tim Keller falou de quando Elias estava exausto e dormiu, e um anjo lhe apareceu.

Elias teve medo e fugiu para salvar a vida. Em Berseba de Judá ele deixou o seu servo e entrou no deserto, caminhando um dia. Chegou a um pé de giesta, sentou-se debaixo dele e orou, pedindo a morte. "Já tive o bastante, Senhor. Tira a minha vida; não sou melhor do que os meus antepassados." Depois se deitou debaixo da árvore e dormiu. De repente um anjo tocou nele e disse: "Levante-se e coma". Elias olhou ao redor e ali, junto à sua cabeça, havia um pão assado sobre brasas quentes e um jarro de água. Ele comeu, bebeu e deitou-se de novo. O anjo do Senhor voltou, tocou nele e disse: "Levante-se e coma, pois a sua viagem será muito longa". Então ele se levantou, comeu e bebeu. Fortalecido com aquela comida, viajou quarenta dias e quarenta noites, até que chegou a Horebe, o monte de Deus.—1 Reis 19:3-8

O ponto principal que Keller enfatizou é que não é tudo só espiritual. Sim, Elias precisava veio a receber encorajamento e orientação de Deus, mas primeiro apenas precisava de descanso, companheirismo e alimento. Como eu tenho a tendência a espiritualizar demais as situações, achei surpreendente e muito útil esse conceito de que Deus enviou um anjo, não com uma mensagem ou instrução, mas simplesmente para ministrar às suas necessidades físicas e para encorajá-lo naquele momento de desespero. Isso me ajudou a encontrar um meio termo para a minha vida também.

Graças a Deus, um tempo depois consegui superar esse período difícil, e recuperei a felicidade, a alegria e o entusiasmo pela vida, assim como um grande apreço pela alegria que vem do Senhor.

Eu aprendi que as soluções são tanto físicas como psicológicas e espirituais. Eu precisava:

—Descanso, exercício e uma boa dieta.

—Atividades estimulantes, encorajamento dos amigos, e socialização.

—A Palavra de Deus, oração e fé.

Espero para que a minha experiência seja um encorajamento, caso alguém esteja passando por dificuldades, e que também possa encontrar força em Deus e na Sua Palavra para conseguir vencer.

Táticas: Um Guia Prático para Boas Conversas de Testemunho

 

PREFÁCIO

Quando estava a apresentar um programa de TV nacional chamado Fé Sob Fogo, que apresentava pequenos debates sobre temas espirituais, decidi convidar o autor bestseller de livros da Nova Era, Deepak Chopra, para ser um dos participantes. O tema seria o futuro da fé. Para oferecer uma perspetiva diferente, pedi ao meu amigo Greg Koukl que representasse o cristianismo. A ideia era gravá-los a interagir durante cerca de 15 minutos via satélite, o formato típico de um segmento do programa. Esse plano rapidamente foi por água abaixo.

O Greg era simplesmente tão envolvente e tão eficaz a apontar as falhas na visão do mundo de Chopra que tive de manter as câmaras ligadas. Vez após vez, Greg conseguia expor o raciocínio defeituoso por detrás da teologia amorfa de Chopra e corrigir as suas afirmações imprecisas sobre Jesus e a Bíblia. Quando dei por mim, já tínhamos consumido toda a hora do programa. Chopra — que estava habituado a expressar as suas opiniões sem contestação na TV e na rádio — ficou completamente derrotado e desanimado.

Assim que a gravação terminou, virei-me para o meu produtor. “Aquilo”, disse eu, “foi um exemplo clássico de como defender o cristianismo”. Pela única vez em todo o percurso do nosso programa, decidimos dedicar um programa inteiro à exibição de um debate.

Porque é que o Greg teve tanto sucesso naquele encontro? Não foi beligerante nem desagradável. Não levantou a voz nem iniciou um sermão. Em vez disso, utilizou o tipo de tática que descreve neste livro: utilizar com persuasão perguntas-chave e outras técnicas para orientar a conversa e revelar as premissas falhadas e as contradições ocultas nas posições de outra pessoa.

É isso que torna este livro único. Existem muitos recursos que ajudam os cristãos a compreender aquilo em que acreditam e porque acreditam – e certamente que estes recursos são de vital importância. Mas é igualmente crucial saber como se envolver num diálogo significativo com um céptico ou uma pessoa de outro ponto de vista religioso. É este território que este livro aborda com sagacidade e sabedoria, recorrendo a exemplos da própria vida de Greg e a insights obtidos ao longo dos seus anos de ministério frutífero.

Tive o privilégio de ter muitos dos principais apologistas cristãos do país, ou defensores da fé, no meu programa — e o Greg esteve sempre entre os melhores. Quando precisamos de alguém para lidar com alguns dos desafios mais difíceis que o cristianismo enfrenta para o filme baseado no meu livro "Em Defesa da Fé", recorremos novamente a Greg — e mais uma vez ele personificou o que significa ser um embaixador preparado para Cristo.

Na verdade, Greg é tão bom que os cristãos podem dizer: "Bem, ele é realmente inteligente, excepcionalmente talentoso e tem um mestrado neste tipo de coisas. Nunca conseguiria fazer o que ele faz". Mas podem — com um pouco de ajuda. Uma das grandes paixões de Greg tem sido treinar os cristãos comuns sobre como podem usar táticas fáceis de entender para dissecar a visão do mundo de outra pessoa e defender a causa do cristianismo. Há bastante tempo que conduz seminários sobre este tema — e estou muito grato por ele ter agora condensado o seu melhor material neste volume útil e valioso.

Vivemos numa época em que o ateísmo militante está em ascensão. O cristianismo está a ser atacado, não apenas por livros best-sellers, professores universitários céticos e documentários de TV, mas cada vez mais por vizinhos e colegas de trabalho. Tornou-se uma gafe

afirmar que apenas uma fé conduz a Deus, que o Novo Testamento é fidedigno ou que qualquer princípio do neodarwinismo possa ser posto em causa.

A cada dia, aumentam as probabilidades de se encontrar numa conversa com alguém que desvaloriza o cristianismo como um anacronismo repleto de mitologia. O que fará quando essa pessoa o encurralar e menosprezar as suas crenças? Como apresentará de forma persuasiva “a razão da esperança que há em vós” (1 Pedro 3:15)? Como aproveitará as oportunidades para iniciar conversas espirituais potencialmente transformadoras com as pessoas que encontrar?

Abriu o livro certo. Deixe que o Greg seja o seu mentor enquanto domina novas abordagens para falar com outras pessoas sobre Jesus. Como Greg gosta de dizer: “Não precisas de bater home runs. Nem precisas de chegar à base. Basta ir ao bastão — envolver outras pessoas numa conversa amigável — já chega.”

Isto significa que todos podem embarcar nesta aventura. Desfrute da vida inteira de estudo e experiência de Greg, equipando-se agora — para que Deus o possa usar “em tempo oportuno e inoportuno” (2 Timóteo 4:2) para ser o seu embaixador num mundo espiritualmente confuso.

— Lee Strobel, autor de Em Defesa do Verdadeiro Jesus

PARTE UM

O PLANO DE JOGO

QUE A SUA FALA SEJA SEMPRE AGRADÁVEL, TEMPERADA, POR ASSIM, COM SAL, PARA QUE SAIBA COMO DEVE RESPONDER A CADA UM. (Colossenses 4:6)

— Paulo, o Apóstolo

CAPÍTULO UM

DIPLOMACIA OU DIA D?

A apologética tem uma reputação questionável entre os não-aficionados. Por definição, os apologistas defendem a fé. Combatem ideias falsas. Destroem especulações levantadas contra o conhecimento de Deus.

Para muitas pessoas, isto soa a palavras de guerra: Cerquem os carros. Levantem a ponte levadiça. Fixem as baionetas. Carreguem as armas. Preparar, apontar, fogo. Não é, pois, de estranhar que crentes e descrentes associem a apologética ao conflito. Os defensores não dialogam. Eles lutam.

Além do problema da imagem, os apologistas enfrentam outra barreira. A verdade é que a persuasão eficaz no século XXI exige mais do que ter as respostas certas. É muito fácil para os pós-modernos ignorarem os nossos factos, negarem as nossas afirmações ou simplesmente bocejarem e afastarem-se da linha que traçamos na areia.

Mas, por vezes, não se afastam. Em vez disso, mantêm-se firmes e lutam. Entramos na batalha apenas para enfrentar uma barragem que não conseguimos suportar. Ignoramos uma das primeiras regras de empenhamento: Nunca faça um ataque frontal contra uma força superior. Apanhados desprevenidos, encolhemos o rabo entre as pernas e recuamos — talvez para sempre.

Gostaria de sugerir um “caminho mais excelente”. Jesus disse que quando se encontrar como uma ovelha no meio de lobos, seja inocente, mas prudente (Mateus 10:16). Mesmo que haja uma guerra real a acontecer,¹ os nossos engajamentos devem parecer-se mais com a diplomacia do que com o Dia D.

Neste livro, gostaria de o ensinar a ser diplomático. Quero sugerir um método a que chamo Modelo do Embaixador. Esta abordagem baseia-se mais na curiosidade amigável — uma espécie de diplomacia descontraída — do que no confronto.

Sei que as pessoas têm reações emocionais diferentes à ideia de se envolverem em conversas controversas. Algumas apreciam o encontro. Outras estão dispostas, mas um pouco nervosas e inseguras. Outras ainda tentam evitá-lo por completo. E você? Onde quer que se encontre a esta escala, eu quero ajudar. Se é como muitas pessoas que pegam num livro como este, gostaria de fazer a diferença para o Reino, mas não tem a certeza de como começar. Quero dar-lhe um plano de ação, uma estratégia para se envolver de uma forma que nunca imaginou ser possível, mas com uma enorme margem de segurança.

Vou ensinar-lhe como navegar em conversas para que se mantenha no controlo — de uma forma positiva — mesmo que o seu conhecimento seja limitado. Pode não saber nada sobre como responder aos desafios que as pessoas levantam contra aquilo em que acredita. Pode até ser um cristão recém-convertido. Não importa. Vou apresentar-lhe algumas manobras eficazes — chamo-lhes táticas — que o ajudarão a manter o controlo.

Deixe-me dar um exemplo do que quero dizer.

A BRUXA EM WISCONSIN

Há alguns anos, durante as férias na nossa cabana de família em Wisconsin, a minha mulher e eu parámos numa loja de revelação de fotografias na cidade. Reparei que a mulher que nos estava a atender tinha um grande pentagrama, uma estrela de 5 pontas geralmente associada ao ocultismo, pendurado ao pescoço.

“Esta estrela tem algum significado religioso?”, perguntei, apontando para o pendente, “ou será apenas uma jóia?”

“Sim, tem um significado religioso”, respondeu ela. “As 5 pontas representam a terra, o vento, o fogo, a água e o espírito.” Depois ela acrescentou: “Sou pagã.”

A minha mulher, apanhada de surpresa pela franqueza da mulher, não conseguiu conter o riso e logo pediu desculpa. “Desculpe. Não quis ser rude. É que nunca ouvi ninguém admitir abertamente ser pagão”, explicou. Apenas conhecia o termo como um pejorativo utilizado pelas amigas gritando com os filhos: “Entrem aqui, bando de pagãos!”

“Então és Wicca?”, continuei.

Ela assentiu. Sim, era uma bruxa. “É uma religião da Terra”, explicou a mulher, “como a dos nativos americanos. Respeitamos toda a vida”.

“Se respeita toda a vida”, disse eu, “então suponho que é a favor do aborto.”

Ela abanou a cabeça. “Não, na verdade não sou. Sou a favor da escolha.”

Fiquei surpreendido. “Esta não é uma posição incomum para alguém na Wicca, uma vez que se compromete a respeitar toda a vida?”

“Tens razão. É estranho”, admitiu ela, e logo se ressalvou. “Eu sei que nunca conseguiria fazer isto. Quer dizer, nunca conseguiria matar um bebé. Não faria nada para magoar ninguém porque isso poderia virar-se contra mim.”

Esta foi uma reviravolta notável na conversa por dois motivos. Em primeiro lugar, repare nas palavras que ela usou para descrever o aborto. Segundo a própria, o aborto era um assassinato de bebés. A frase não foi um floreado retórico meu; foram as palavras dela. Não tive de a convencer de que o aborto tirava a vida a um ser humano inocente. Ela já sabia disso.

Ela acabara de me dar uma enorme vantagem na discussão, e eu não ia desperdiçá-la. A partir desse momento, abandonei a palavra "aborto"; seria "assassinato de bebés".

Em segundo lugar, achei notável que a sua primeira razão para não magoar uma criança indefesa fosse o interesse próprio — algo de mau lhe poderia acontecer. Será que era o melhor que ela podia fazer? Pensei para mim. Este comentário em si já merecia ser explorado, mas ignorei-o e adotei uma abordagem diferente.

“Bem, talvez não fizesse nada para magoar um bebé, mas outras pessoas fariam”, argumentei. “Não deveríamos fazer algo para as impedir de matar bebés?”

“Acho que as mulheres devem ter o direito de escolha”, respondeu, sem pensar.

Ora, geralmente, afirmações como “as mulheres devem ter o direito de escolha” são vazias de significado. Tal como a afirmação “Eu tenho o direito de apanhar...”, a alegação exige um objeto. Escolher... o quê? Apanhar... o quê? Ninguém tem um direito de escolha irrestrito. As pessoas só têm o direito de escolher coisas específicas. Se alguém tem o direito de escolher depende inteiramente da escolha que tem em mente.

Neste caso, porém, não havia ambiguidade. A mulher já tinha identificado a escolha: matar bebés, para usar as suas próprias palavras. Embora respeitasse pessoalmente toda a vida, incluindo a vida humana, esta não era uma crença que se sentisse confortável em "impor" aos outros. As mulheres devem ainda ter o direito de escolher matar os seus próprios bebés. Essa era a opinião dela. Claro que ela não a expressou com estas palavras. Era a opinião dela implicitamente.

Quando ideias bizarras como estas são obviamente implícitas, não as deixe esconder-se nas sombras. Traga-as à luz com um pedido de esclarecimento. Foi exatamente o que fiz a seguir.

"Quer dizer que as mulheres devem ter o direito de escolher matar os seus próprios bebés?"

"Bem..." Pensou ela por um momento. "Acho que todos os fatores devem ser tidos em conta nesta questão."

"Certo, diga-me: que tipo de considerações tornariam aceitável matar um bebé?"

"Incesto", respondeu ela rapidamente.

“Hum. Deixe-me ver se percebi. Digamos que eu tinha uma criança de 2 anos ao meu lado, concebida por incesto. Na sua opinião, eu teria a liberdade de a matar. É isso mesmo?”

Esta última pergunta fê-la parar abruptamente. A ideia era claramente absurda. Ficou também claro que ela estava profundamente comprometida com as suas convicções pró-escolha. Ela não tinha uma resposta espirituosa e teve de parar por um momento para pensar. Finalmente, disse: “Eu teria sentimentos contraditórios sobre isso”. Foi o melhor que ela conseguiu dizer.

Claro que ela quis dizer isto como uma cedência, mas foi uma resposta desesperadamente fraca (“Matar uma criança de 2 anos? Ui, esta apanhou-me. Vou ter de pensar nisso.”)

“Espero que sim”, foi tudo o que consegui dizer em resposta.

Nesse momento, reparei numa fila de potenciais clientes a formar-se atrás de mim. A nossa conversa estava a atrapalhar o seu trabalho. Era tempo de desistir. A minha esposa e eu finalizámos a nossa transação, desejamos-lhe tudo de bom e partimos.

Cuidado quando a retórica se torna um substituto da substância. Sabe-se sempre que uma pessoa tem uma posição frágil quando tenta alcançar, com o uso inteligente das palavras, aquilo que só o argumento não consegue.

Quero que repare em algumas coisas sobre este breve encontro. Em primeiro lugar, não houve tensão, ansiedade ou constrangimento na conversa. Não houve confronto, defensiva ou desconforto. A discussão fluiu fácil e naturalmente.

Segundo, mesmo assim, eu estava completamente no controlo da conversa. Consegui-o recorrendo a três táticas importantes, manobras que explicarei com mais detalhe mais à frente no livro, para sondar as ideias da jovem e começar a questionar o seu raciocínio falho.

Para começar, coloquei sete questões específicas. Utilizei estas perguntas para iniciar a conversa ("Esta estrela tem algum significado religioso ou é apenas uma jóia?") e para obter informações a partir dela ("Então és Wicca?"). De seguida, utilizei perguntas para expor o que considerava pontos fracos nas suas respostas ("Quer dizer que as mulheres devem ter o direito de matar os seus próprios bebés?").

Também questionei gentilmente a natureza inconsistente e contraditória dos seus pontos de vista. Por um lado, era uma bruxa que respeitava toda a vida. Por outro lado, era a favor do aborto, procedimento que caracterizava como "matar bebés".

Por fim, tentei ajudá-la a ver as consequências lógicas das suas crenças. Para ela, o incesto era uma razão legítima para matar um bebé. Mas, ao ser apresentada a uma criança concebida por incesto, hesitou. Nunca lhe tinha ocorrido que, no seu entender, o incesto seria uma razão legítima para matar uma criança de 2 anos, e isso fê-la refletir.

O terceiro ponto que quero que reparem sobre a nossa conversa é muito importante: a bruxa do Wisconsin estava a fazer a maior parte do trabalho. O único esforço real da minha parte foi prestar atenção às suas respostas e depois direcionar a conversa para onde eu queria. Isso não foi nada difícil.

Esta é a vantagem de utilizar uma abordagem tática: manter o controlo das conversas para direcionar a discussão de forma produtiva, expondo raciocínios com falhas e sugerindo alternativas mais frutíferas ao longo do processo.

Independentemente das suas capacidades atuais, pode conduzir conversas com quase total facilidade, tal como eu, se aprender o conteúdo deste livro. Já ensinei estes conceitos a milhares de pessoas como você e capacitei-as com a confiança e a capacidade para terem conversas significativas e produtivas sobre assuntos espirituais.

Pode tornar-se um embaixador eficaz de Cristo. Basta prestar atenção às orientações dos capítulos seguintes e começar a aplicar o que aprendeu.

EMBAIXADORES DO SÉCULO XXI

Representar Cristo no novo milénio exige três competências básicas. Em primeiro lugar, os embaixadores de Cristo precisam do conhecimento básico necessário para a tarefa. Devem conhecer a Mensagem central do Reino de Deus e saber lidar com os obstáculos que vão encontrar na sua missão diplomática.

No entanto, não basta que os seguidores de Jesus tenham uma mente bem informada. O nosso conhecimento deve ser temperado com a sabedoria que torna a nossa mensagem clara e persuasiva. Isto requer as ferramentas de um diplomata, não as armas de um guerreiro; habilidade tática em vez de força bruta.

Finalmente, o nosso carácter pode determinar o sucesso ou o fracasso da nossa Missão. O conhecimento e a sabedoria, por assim dizer, estão incorporados numa pessoa. Se essa pessoa não incorporar as virtudes do Reino que serve, prejudicará a sua Mensagem e comprometerá os seus esforços.

Estas 3 competências — conhecimento, uma mente bem informada; sabedoria, um método astuto; e carácter, uma forma atraente — desempenham um papel em todo o envolvimento eficaz com um não-crente. A segunda competência, a sabedoria tática, é o foco principal deste livro.

Vamos analisar isto de outra forma. Há uma diferença entre estratégia e tática. A estratégia envolve o panorama geral, a operação em grande escala, o posicionamento de alguém antes do envolvimento. Podemos aplicar este conceito à nossa situação de cristãos. Como seguidores de Jesus, temos uma tremenda superioridade estratégica. Estamos bem “posicionados” no terreno por causa do conteúdo das nossas ideias. As nossas crenças resistem bem a um escrutínio sério, especialmente tendo em conta os pontos de vista alternativos.

Esta vantagem estratégica inclui 2 áreas. A primeira, denominada “apologética ofensiva”, defende o cristianismo apresentando argumentos positivos, por exemplo, evidências da existência de Deus, da ressurreição de Cristo ou da fé cristã através do cumprimento de profecias. A segunda área, frequentemente designada por “apologética defensiva”, responde a desafios ao cristianismo, como os ataques à autoridade e fiabilidade da Bíblia, a resolução do problema do mal ou a abordagem da macroevolução darwiniana, para citar alguns exemplos. ²

Repare que, na forma como estou a utilizar o termo, o elemento “estratégico” centra-se no conteúdo. Praticamente todos os livros já escritos sobre a defesa da fé adotam esta abordagem. Os autores cristãos fiéis encheram as estantes com informação suficiente para lidar com todos os desafios imagináveis ​​ao cristianismo clássico. Ainda assim, muitos cristãos têm um complexo de inferioridade. Por quê? Talvez nunca tenham sido expostos a tão excelente informação. Como resultado, falta-lhes a primeira competência de um bom embaixador: o conhecimento.

Mas acho que há outro motivo. Algo ainda está em falta. Um advogado perspicaz precisa de mais do que factos para defender o seu caso em tribunal. Ele precisa de saber usar bem o seu conhecimento. Da mesma forma, precisamos de um plano para gerir habilmente os detalhes dos diálogos que temos com os outros. É aí que entram as táticas.

TÁTICAS: A PEÇA QUE FALTAVA NO PUZZLE

Na Segunda Guerra Mundial, as forças aliadas tinham um plano estratégico para conquistar uma posição no continente europeu. A invasão da Normandia, com o nome de código "Operação Overlord", envolveu um ataque simultâneo a 5 praias — Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword — a 6 de junho de 1944, também conhecido como Dia D.

 

Nenhuma estratégia, por mais brilhante que seja, pode ganhar uma guerra. O diabo, como se costuma dizer, está nos detalhes. Os soldados individuais devem chegar à praia e entrar em combate, implantando recursos e destruindo obstáculos para obter vantagem, desviando-se das balas a todo o momento.

Embora estejamos a seguir um modelo diplomático e não militar, a metáfora militar não deixa de ser útil para distinguir a estratégia da táctica. As táticas, literalmente "a arte de organizar", centram-se na situação imediata. Envolvem a coreografia ordenada e a prática dos detalhes. Muitas vezes, um comandante astuto consegue obter vantagem sobre uma força maior, com superioridade numérica ou de efectivos, através de manobras tácticas engenhosas.

Acho que consegue ver o paralelo para si como cristão. Pode ter experiência pessoal de como o Evangelho pode mudar a vida de alguém, mas como é que elabora respostas específicas para pessoas específicas para começar a causar impacto em situações específicas? As táticas podem ajudar porque oferecem técnicas de manobra em conversas que, de outra forma, poderiam ser difíceis. Orientam-no a organizar os seus próprios recursos de maneira astuta. Sugerem abordagens que qualquer pessoa pode utilizar para ser mais persuasiva, em parte porque o ajudam a ser mais razoável e ponderado — em vez de apenas emocional — sobre as suas convicções enquanto seguidor de Cristo.

A abordagem tática exige tanta escuta atenta como resposta ponderada. É preciso estar alerta e prestar atenção para se poder adaptar a novas informações. Este método assemelha-se mais a um jogo de basquetebol um contra um do que a um jogo de xadrez. Há planos a serem executados, mas há movimento e ajustes constantes.

Tenho vários nomes estranhos para estas táticas para o ajudar a lembrar-se do que são e como funcionam — nomes como Columbo; Suicídio; Tirando o Telhado; Bolseiro Rhodes; Apenas os factos, minha senhora; e rolo compressor. Algumas inicia-se; outras utiliza para autoproteção.

Nas páginas seguintes, encontrará exemplos da vida real e amostras de diálogos onde utilizo uma abordagem tática para lidar com objeções, queixas ou afirmações comuns levantadas contra as convicções que eu e você temos como seguidores de Jesus. Mas há um perigo do qual quero que esteja ciente, por isso preciso de fazer uma pausa e esclarecer algo importante.

“As táticas não são truques manipuladores ou artimanhas astutas. Não são estratagemas inteligentes para constranger outras pessoas e forçá-las a submeter-se ao seu ponto de vista. Não se destinam a menosprezar ou humilhar aqueles que discordam para que possa ganhar pontos no seu currículo espiritual. Não é da vida cristã magoar, constranger ou competir com colegas, amigos ou mesmo adversários, mas é um vício comum no qual qualquer pessoa pode facilmente cair.” — Hugh Hewitt3

Ofereço este aviso por 2 razões. Em primeiro lugar, estas táticas são poderosas e podem ser abusadas. Não é difícil fazer alguém parecer tolo quando se dominam estas técnicas. Uma abordagem tática pode mostrar rapidamente às pessoas o quão tolas são algumas das suas ideias. Por isso, deve ter cuidado para não usar as suas táticas simplesmente para atacar os outros. 4

Em segundo lugar, as ilustrações deste livro são relatos abreviados de encontros que realmente tive. Ao recontá-los, posso parecer mais severo ou agressivo do que fui na vida real. Não sou contra ser assertivo, direto ou desafiante. No entanto, nunca pretendo ser abrasivo ou abusivo. O meu objetivo, em vez disso, é encontrar formas inteligentes de explorar o pensamento errado de alguém com o propósito de o guiar para a verdade, permanecendo gentil e caridoso ao mesmo tempo. O meu objetivo é gerir, não manipular; controlar, não coagir; usar a subtileza, não lutar. Quero o mesmo para ti.

 

Se está um pouco nervoso com a perspectiva de conversar com pessoas fora da segurança dos seus círculos cristãos, permita-me oferecer-lhe uma palavra de encorajamento. Tenho estado envolvido com desafiadores e críticos no mercado das ideias há mais de três décadas. As pessoas com quem falo — ateus, membros de seitas, cépticos e secularistas de todos os tipos — opõem-se às visões cristãs evangélicas, por vezes vigorosa e beligerantemente. Muitas vezes, são pessoas muito inteligentes.

Para ser sincero, preocupou-me no início. Não tinha a certeza de como as ideias que aprendi na segurança do meu escritório se sairiam contra os inteligentes em público, com milhares de pessoas a assistir ou a ouvir. O que descobri na prática, porém, foi que os factos e a razão sólida estão do nosso lado. A maioria das pessoas, mesmo as inteligentes, não pensa muito na sua oposição ao cristianismo. Como é que eu sei? Ouvi as suas objeções.

Não precisa de ter medo da verdade ou dos adversários. Não tenha pressa, faça a sua pesquisa, reflita sobre as questões. Se o cristianismo é a verdade, por mais convincente que o outro lado pareça à partida, haverá sempre uma falha algures — um erro de raciocínio, um «facto» errado, uma conclusão injustificada. Continue a procurar. Cedo ou tarde, ela aparecerá. Muitas vezes, a tática certa irá ajudá-lo a descobrir essa falha e a mostrá-la como o erro que é.

Existe uma arte neste processo, e aprender qualquer habilidade requer tempo e um pouco de esforço concentrado. É preciso prática para transformar uma situação potencialmente volátil numa oportunidade. Se aprender as táticas deste livro, porém, prometo que se tornará melhor a apresentar a verdade com clareza — e, por vezes, até com inteligência. Guiá-lo-ei, passo a passo, através de um plano de ação que o ajudará a movimentar-se com conforto e elegância em conversas sobre as suas convicções e valores cristãos.

Se for um aluno atento, em pouco tempo desenvolverá a arte de manter o controlo apropriado — aquilo a que chamo “estar no comando” — em discussões com outras pessoas. Aprenderá a navegar pelos campos minados para ganhar terreno ou vantagem em conversas. Em síntese, aprenderá a ser um diplomata melhor — um embaixador de Jesus Cristo.

O QUE APRENDEMOS NESTE CAPÍTULO

Em primeiro lugar, aprendemos o valor de usar a abordagem tática ao discutir o Cristianismo. As táticas ajudam-no a controlar a conversa, colocando-o no comando e mantendo-o lá. As táticas também o ajudam a manobrar eficazmente no meio de desacordos, para que os seus encontros pareçam mais diplomacia do que combate.

Em segundo lugar, definimos táticas e diferenciamo-las de estratégia. A estratégia envolve o panorama geral, que, no nosso caso, significa o conteúdo, a informação e as razões pelas quais se deve acreditar que o cristianismo é verdadeiro. As táticas, por outro lado, envolvem os detalhes do encontro, a arte de navegar pela própria conversa.

Em terceiro lugar, aprendemos sobre os perigos de utilizar táticas. As táticas não são truques, artimanhas astutas ou manobras inteligentes que menosprezam ou humilham a outra pessoa. Em vez disso, as táticas são utilizadas para ganhar terreno, manobrar e expor o pensamento errado de outra pessoa para que a possa guiar até à verdade.

Antes de entrarmos nos detalhes, porém, gostaria de abordar algumas possíveis reservas que possa ter.

Continua amanhã

Tuesday, December 9, 2025

We Need Each Other

 

A compilation

Audio length: 10:42
Download Audio (9.8MB)

Blessed be the God and Father of our Lord Jesus Christ, the Father of all mercies and God of all comfort, who comforts us in all our affliction, so that we may be able to comfort those who are in any affliction, with the comfort with which we ourselves are comforted by God.—2 Corinthians 1:3–4

*

The worst kind of loneliness for me is being surrounded by people and yet still feeling utterly alone. ... The world is spinning, people are connecting, music is playing, and there I am in the middle of it all—smiling on the outside but crying on the inside. …

Never have I understood this feeling more than when I’ve hit rough seasons in my life but didn’t know who to turn to for help. Because I wasn’t sure what to say or who was safe to talk to, I just walked through my days pretending to connect with others … but feeling so very isolated.

I’m astounded by the number of [people] who feel the same way. They’ve slipped me notes in person or through social media that admit how very alone they feel, often because of hurt they haven’t been able to talk about or process.

[We can become] so consumed with hurt and so convinced it will never get better that we miss one of God’s greatest gifts: God made us to do life in a community of believers where we can stand on someone else’s faith when our own gets shaky. These are people who can help us see hope amid our hurts. Friends who pray more words over us than they speak to us. Fellow journeymen who can share their testimonies of heartbreak-turned-healing so we don’t get swallowed up by the pain of our similar circumstances.

We need each other.

God designed us to help each other. … Throughout the Bible, we see our need for each other clearly communicated.

“Two are better than one, because they have a good return for their labor: If either of them falls down, one can help the other up. But pity anyone who falls and has no one to help them up” (Ecclesiastes 4:9–10).

“Therefore encourage one another and build each other up, just as in fact you are doing” (1 Thessalonians 5:11). …

Who do you need to share your tears with? Who needs to know they aren’t alone?

I know how hard it is to open up about our deepest disappointments. I understand how terrifying vulnerability can be. But I also know there’s someone else in the world who would drown in their own tears if not for seeing yours. And when you make one other human simply see they aren’t alone, you make the world a better place. …

Father God, I’m so grateful You don’t waste any of my tears. I want to take these lessons I’m learning in my brokenness and use them to help someone else feel less alone, less broken, less hopeless. In Jesus’ Name, Amen.—Lysa TerKeurst1

*

 “As iron sharpens iron, so one man sharpens another” (Proverbs 27:17). We are to sharpen one another—in times of meeting, fellowship, or any other interaction.

The proverb indicates the need for constant fellowship with one another. Man was not made to be alone, for did not the Lord God say this, even before the Fall (Genesis 2:18)? How much more, then, after the Fall of Man, do we need to come together with our brothers and sisters in Christ for seasons of fellowship and prayer? ...

The Lord Himself promised—where two or more are gathered in His name, there He is among them (Matthew 18:20). … Iron sharpening iron is an opportunity to fulfill the Law of Christ. … This is the same “royal law” mentioned in James 2:8, where we are exhorted to love one another. ... Let us therefore be encouraged to spend more time together, exhorting, encouraging, praying, admonishing, sharing God’s Word, praying over God’s Word and the needs of our local church, that we become sharper in the ministry that the Lord has assigned to each of us.—GotQuestions.org2

*

“And let us consider how we may spur one another on toward love and good deeds. Let us not give up meeting together, as some are in the habit of doing, but let us encourage one another—and all the more as you see the Day approaching” (Hebrews 10:24–25).

With all the technology we have today, we are more connected than we’ve ever been in human history. At the same time, we are more disconnected than we’ve ever been. I read recently that Millennials would rather text other people than speak with them personally. So sometimes we don’t talk to each other at all.

Someone has said, “Coming together is a beginning, staying together is progress, thinking together is unity, working together is success.”

God has given every Christian gifts from the Holy Spirit. These are not necessarily talents, which are the natural abilities we are born with. These are gifts that are supernaturally given to us from God—spiritual gifts.

We find these listed in Romans 12:6–8: “If God has given you the ability to prophesy, speak out with as much faith as God has given you. If your gift is serving others, serve them well. If you are a teacher, teach well. If your gift is to encourage others, be encouraging. If it is giving, give generously. If God has given you leadership ability, take the responsibility seriously. And if you have a gift for showing kindness to others, do it gladly.”

We believers need to put down our phones and talk together, pray together, and work together because we are all part of the body of Christ. We are all part of the church. We are all part of the family of God. We have to find our places in the body of Christ and do the jobs that God has called us to do.—Greg Laurie3

*

In our life for the Lord and service to Him we have learned that He wants us to give of ourselves. However, truly caring for others takes time and effort, prayer, and continued interest. Time is precious, and when we show our willingness to take our time to help another person, it can have a profound impact—whether you put your time into prayer, or thinking about what kind of appreciation you can offer, or what you can do to help another person in practical ways that they need and appreciate. Whatever the Lord might show you to do, it will not go unnoticed. Even small acts of kindness can have a big impact on someone’s life.—M. Fontaine

*

A worker was employed at a frozen fish factory. One day, while doing his job, he accidentally closed the refrigerator door while he was inside. He began shouting for help, but the workday had ended, and no one was left in the factory. Realizing this, he understood he was about to freeze to death.

However, at some point, the factory guard opened the refrigerator door and saved him from a terrible and certain death.

The factory manager asked the guard:

“How did you know the worker was still inside and hadn’t left?”

The guard replied:

“None of the workers ever greets me except for him. He always smiles at me and asks how I’m doing. That day, at closing time, I neither saw nor heard him. I knew—I was sure—he was still in the factory, so I searched for him until I found him.”

The worker’s kind words ended up saving his life. Kindness leaves an imprint on minds and hearts, melts even ice, opens iron doors, and can save lives.—Author unknown

Published on Anchor December 2025. Read by Reuben Ruchevsky. Music by Michael Fogarty.


1 Lysa TerKeurst, “Your Tears Aren’t Wasted … Especially When They’re Shared With Others,” Proverbs 31, December 26, 2024, https://proverbs31.org/read/devotions/full-post/2024/12/26/your-tears-arent-wasted-especially-when-theyre-shared-with-others

2 “What does it mean that iron sharpens iron?” GotQuestions.org, https://www.gotquestions.org/iron-sharpens-iron.html

3 Greg Laurie, “Why Christians Need Each Other,” Harvest.org, April 26, 2019, https://harvest.org/resources/devotion/why-christians-need-each-other/

https://anchor.tfionline.com/post/we-need-each-other/

Copyright © Fight for Your Faith